Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
O humor refuta a arrogância.
Mesmo assim quando desenhar uma
casinha é necessário riscar um chão sob ela,
para que eles não digam sobre um enigma que talvez tenha.
O homem é o grande criador. Criou um Deus e fez dele o maior, intocável, onipotente, de visão vasta e minuciosa. Mas não bastou, o homem necessitou criar um grande aliado, um corruptor oportunista chamado Diabo. Estas simbologias estão no imaginário do homem como se fosse parte de sua genética; está no sangue.
Para toda a verdade absoluta: um Deus e que acuda. Para toda a transgressão: um castigo diabólico e que salve se puder. O pior entre os homens de bem são os desgraçados que atribuem à nobreza a um inferno pelos seus feitos.
Depois o homem criou um Cristo, o filho da onipotência, dotado de pecado e de poderes, aliando tanto a Deus quanto ao Diabo, foi posto a diversas provas inclusive a de não se salvar das maldades do homem; foi morto e crucificado; o homem tornou capaz de ressuscita-lo.
O homem exerce poder superior sobre tudo o que há na terra, destrói o corpo do cristo e consegue manter viva a alma enigmática dele e assim continua criando alienações. A alienação é capaz de ameaçar a consciência humana e por falta de autonomia há uma perda de identidade em que o homem perde seus próprios valores forçado a assumir necessidade de consumo religioso.
O homem é uma pecinha de engrenagem movida pelo espírito religioso já orbitado por forças enigmáticas entre Deuses e Demônios, e, para dar forma: um êxtase religioso. Na sociedade materialista criam-se Deuses, Demônios, Cristos propiciados pelo homem que produz efeitos espirituais para dar forma ao julgamento e a condenação. Sendo para o homem a concepção de Deus; o seu próprio domínio.
Qualquer esbarro, qualquer toque é involuntário. Qualquer um é ninguém, que finge ser alguém, que não teve intensão, que não sabe bem onde tudo começa.
A. Valim
Que me perdoem os linguistas
Dirijo-me às salas, entusiasmado por um “certo ou errado”, por aquilo que às vezes não se sabe para que sirva. Contextualizado pelos desalmados criadores de regras e de algumas combinações de palavras que me dizem ser o básico. Para dar sentido às criações alguns chargistas satíricos me gozam. A fala expressa a particularidade de uma natureza individual, mas a gramática que inventaram muda o eixo da natureza humana. A invenção da língua maior, ou melhor, determinam o grau da minha estupidez de um modo teórico, e, para tantas regras apenas poucos são falantes. A cada dia um novo “palavrão” provoca a minha ignorância genética conservadora. Para não propor nenhuma solução atento-me a uma perspectiva nova de compreensão mutante. É possível que as coisas que digo estranhem, ou tão difícil seja a compreensão. Convém às vezes pensar que para qualquer regra haja uma intransigência prevalecendo-se a intelectualidade. Almeja-se que os semideuses linguistas aproximem cada vez mais a ciência para dar sentido ao empírico, à raiz da sociedade através de uma mediação continuada.
Amauri Valim
As relações sociais são ações que determinam o dia de cada um, havendo um conjunto de transformações no processo de vivê-lo dia após dia e compreendê-lo as passagens. A escola e a igreja são os grandes elos das relações sociais para os indivíduos e para a compreensão dos acontecimentos, os processos muitas vezes são conturbados pela desobediência de indivíduos no ideal humanista das relações. Ao mimetista cabe a gloria do grande Manitu, desde que ele seja compreendido pela sociedade. Ao transgressor a punição Diabólica já desamparada pelas relações sociais. A. Valim
E para tantos a resposta é a crença na concepção e perdão do pecado, são partes de um mundo religioso a visão do mundo surreal, mítico, simbólico elaborados perfeitamente por um plano divino.
Entre a cruz e o sino há um longo caminho que se deve percorrer na conduta da fé como norma que rege a vida. Hipocrisia, sacrifício, medo, até se perguntar sobre aquilo que realmente quer compreendê-lo e torná-lo livre, desalmado, das coisas que não fazem bem.
Pelo dinheiro a humanidade segue lutando, transgredindo, corrompendo e banalizando, Em um País completamente laico não se faz obrigatório ao indivíduo a religiosidade, o “Deus seja louvado” em notas de reais, o crucifixo na sala do julgamento. Emancipação, laicidade é liberdade é exclusão; ainda que sejamos alienados.
A felicidade consiste em um momento de não querer passar para próxima fase. É quando torso para que o momento não acabe, desatrelada a uma meta.
A busca do saber não pode ser apenas por um ponto de verdade que se entenda como doutrina religiosa, imutável das verdades, mas para todo o saber um contínuo de discussões.
As relações entre as crenças sempre foram estabelecida por uma espécie de guerra fria de um lado Deus e de outro lado o Diabo
A intelectualidade humana é complexa, em um universo de seres mutantes destaca-se a intolerância humano/religiosa
Ela queria um príncipe, perfeito, mas perfeito não existe!
Daí... Postou uma caveirinha com as mãos no queixo, desolada.
Deus é um ser criador do bem e do mal e por isso somos filhos e animais tão mal quanto seu o criador.
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