Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
A bondade é um ato bonito que o mundo deveria ter no cronograma uma lição do dia a dia, porém não esqueça de aplicar uma dose de justiça.
O melhor dia na vida é o hoje, é hoje que um novo capítulo será escrito então viva o hoje o melhor na vida vivida.
Reclamar do que tem é o mesmo que desejar o que não tem, a vida da muitas voltas em cada volta a um novo aprendizado, zela o que pode estar contigo hoje, amanhã o compromisso não será o mesmo.
A despedida compõe um relato permanente na despedida, sem lágrimas sem emoção não a propósito na chegada nem choro na partida, pois tudo que temos são fagulhas de vaidade.
A vida é um processo predefinido mesclado com um pouco de liberdade, na democracia. Na ditadura é somente um processo predefinido.
'FIM[2]'
Tenta agasalhar-se sob um leito, mas um sono desesperado tenta alcançá-la. Sabemos que não haverá alvorecer. Apenas mares, sem ilhas para aportar. O coração segue latejando o fim de uma difícil jornada. A ausência do ar já lhe é suportável! Tinha sorriso de criança, olhar jovial e esbanjava energia nos braços. Mas carregava um pavor desde sempre: a de insetos! Porém, pouco tempo atrás, percebeu que eles são inofensivos. Há algo mais desesperador que eles!
Que acontecerá com seu nicho de insetos a partir de então? Outros terão pavor como ela? Ou aprenderão cultivá-los? Fora difícil disseminar que havia curado seu medo, que outras pessoas também poderiam ser curadas, seja lá qualquer doença fosse. Que bastaria aceitar o fim como um jogo que nunca se ganha, ou aprender a perder de uma forma diferente, de um modo aceitável.
Suas ilhas foram difíceis desbravá-las, mas tentou percorre-las uma a uma. Hoje é a última! Uma ilha díspar. Nada comparada àquelas paradisíacas que pensara alcançar um dia, com alguns pés de coqueiros e sombras. Perdera o medo dos relógios marcando as horas. Não tem mais tempo guardado nos bolsos para serem gastos no futuro. Sua matéria é agora tudo aquilo que conseguira plantar, com sua simplicidade e bondade. Ela se foi como o tempo, inesperado, levara seus medos e desesperos. Conseguira ter um estilingue, algumas pedras nas mangas e todo as ilhas possíveis que pôde...
- No fundo, ainda sinto que ela tinha medo de insetos...
'FAMÍLIA [2.]'
A família nasce de um romance e torna-se romance. Lido nas plataforma romanesca das poesias delirantes. Discursando seus mais profundos aspectos de amor. Na pressa por dias devoradores, sois brilhantes...
Dona das raízes mais profundas. Percorrendo solidificações e ousadias nas chuvas torrenciais. É uma itinerante. Andarilha com seus órgãos vitais encantadores. Sempre a declamar o que a alma chama de abraço, dores...
Na sua beleza mais radiante. Ramarias de flores a serem vivificadas. Com suas romarias presa aos divãs de aromas. Ouvindo atores de um conglomerados de intempéries a serem resolutos: vidas vazias, sinopses, hematomas...
Tempos atrás, José era infeliz porque não tinha um amor. Depois que conheceu Ana, seu único amor, José continuava infeliz.
A graciosidade dos acidentes da vida me fazem crer que o mundo é um poço esbaldante de conhecimento e aventura. E que sem esses, nossa vida não teria o recheio do aprendizado brutal, tão necessário para nosso crescimento diário.
'SOLIDÃO'
Nos momentos de solidão, sentimo-nos desertos, deveras um atleta que não consegue chegar ao objetivo essencial. Lembramo-nos do pouco que vivemos. Os pensamentos sempre voltam-se para os aprendizados passados. A experiência é o cerne. O medo de errarmos novamente, tira-nos o sono. Perguntas intrigantes fazem parte do cotidiano como uma criança interrogando ao progenitor o 'porque' de tudo.
A análise do que nos transformamos vem à tona feito um tiro de canhão que acerta o alvo por centenas de vezes. Chegamos a conclusão que somos a metamorfose do improvável. Somos o irreal que transformou-se no genuíno. Porque não excêntricos? Sentimo-nos mais prudentes. Estamos no ápice dos estágios de mutação. Uma borboleta com seus traços já definidos.
Percebemos e compreendemos que fazer parte desse 'aglomerado insólito' deixa-nos insanos. Vira-nos ao avesso todas às vezes quando a flecha da solidão acerta seu alvo. A cada piscar de olhos, os pensamentos ficam mais intensos. Sentimos o poder da mudança. Só não sabemos por onde começar. Traçamos o caminho a percorrer, só não conseguimos dar os primeiros passos.
Um dos piores fracassos é quando temos um caminho à frente, mas, por razões sucintas, não conseguimos trilhá-lo. Um dos atalhos é olharmos para o céu azul. Se não gostarmos do azul, podemos imaginá-lo amarelo, verde, marrom. Nossas escolhas dependem da intensidade com que vemos o mundo, como sentimo-lo e como saímos dele para o nosso exclusivamente particular e íntimo.
A solidão nos propicia essa 'saída', esse reencontro do 'eu' com a 'reflexão'. Solidão também é sinônimo de mudanças. Mistura de isolamento com aprendizado. Solidão é tão óbvio para os seres humanos que a maioria tentam burlá-lo. Tentam escondê-lo sem eficiência. Sendo inevitável para o amadurecimento que precisamos, a solidão é o amigo para as horas incertas e horas profundas de transformação.
- Você sabe o que é mimetismo?
- Eu não seria um idiota se não soubesse ou... talvez seria se soubesse!
Esquarteja meus sonhos na varanda, tal qual um olhar, diluído em arco-íris. Elucida minha procura lesiva.
'EU, INSULAR'
Minha primeira árvore um desastre.
Caí várias vezes!
Meu primeiro emprego sinistro.
Tudo novidade!
Caminhei sobre pontes de névoas.
Descobri o meu mundo!
Subi escadas de brumas.
Escalei o improvável!
Andei por quilômetros na praia.
Queimaduras ao sol!
Admirando o voo das gaivotas.
Admirando a vida!
Eu insular.
Solitário!
Admirando as águas correntes.
Admirando esse 'Tempo' que passa!
Tentando navegar em canoas.
Redescobrindo o 'meu novo'!
A cada dia.
Sempre!
'PRECISAMOS DE UM AMOR'
Que venha com a neblina
Que venha sem perguntar
Que venha sem cortinas
Que venha equalizar
Do tamanho do pulsar
Do tamanho do mundo
Do tamanho peculiar
Do tamanho profundo
Que transforme vida
Que transforme solidão
Que transforme avenidas
Que transforme coração
Que deixe o 'eu' empirista
Que deixe o 'eu' jesuítico
Que deixe o 'eu' futurista
Que deixe o 'eu' místico
Que tenha degraus
Que tenha lucidez
Que tenha litoral
Que tenha solidez
Para colar na emoção
Para colar na geladeira
Para colar nas mãos
Para colar na lareira
'TECNOLOGIA'
- Dê-me um GigaByte Amortizador para o ego dividido em Envelopes Virtuais de 512 KiloBytes por gentilza! Ah!!! E que cada pacote contenha uma ação de pelo menos dois minutos no mínimo de um mundo utópico, metafísico, mestiço, desamorável...
- Escaneei sua íris no nosso Eyelock Myris por favor! A entrega será feita usando nosso System Cloud Computing e pagamento PagSeguro Online. Nosso link dinâmico com proxy é um dos melhores e nosso Firewall, como sempre, é 100% livre de Malwares e outras tantas intercepções que atingem a alma. Mas, porque tantos KiloBytes fragmentados?
- Meu holograma está sem sincronismo com o Server Core Advanced. E meu coração, meu coração está sem conexão com o Tegra K3, Xbox One Five, Horizon 6, smartwatches. Agora imagine dormir sem um Sleep Number X15 ao lado? Um Velho Programador sem seu Google Glass e seus míseros 3.000 Coins, sem um amor, violador dos anos 90. Fitando 20 horas por dia excessivos monitores. Respirando tecnologias, perceptíveis datagramas, morfologias. Tantas outras dores...
- 2.048 KiloBytes por conta da casa. Tenha uma boa sorte!
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