Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
E quando não se vê mais nada, só o reflexo de quem você queria ao seu lado , podemos dizer , que sim , você está apaixonado.
Jamais despreze nem desfaça de ninguém nem de coisa alguma, por mais que ao seu ver não seja alguém ou algo que mereça seu respeito e atenção. Afinal, são nas cavernas mais escuras e dentro de rochas que aparentemente são comuns são formados os mais preciosos diamantes. É no fundo do oceano, dentro de simples ostras ficam guardadas as pérolas. São nas montanhas mais altas e nebulosas que ficam as mais fantásticas paisagens. É dentro das maiores e mais perigosas colméias que fica o melhor mel. É em meio a tantos espinhos que nasce uma rosa.
Sendo assim, talvez o que você mais deseja e julga ser mais precioso esteja guardado no coração de alguém que você tanto despreza e se mantêm indiferente quanto à sua importancia.
Quando ela foi embora eu perdi mais que a minha namorada... perdia a minha parceira, a minha confidente e amante, perdi a mulher que amava, a mulher com quem queria passar o resto da minha vida ... mas o que mais me custou perder foi a minha melhor amiga...
Nenhum homem é mais infeliz do aquele que nunca enfrentou a adversidade. Pois ele não está autorizado a provar a si mesmo.
Os que sabem mais do que nós nao devem ser vistos com olhos de inveja, e sim de admiração. Já os que sabem menos não devem ser vistos com olhos de repugnação e sim de motivação.
As vezes me sinto tão perdida, me olho no espelho e não me conheço mais, minhas atitudes, meu estilo, minha maneira de pensar.. Tudo mudou. E agora, quem sou eu?? Só tenho a certeza de uma coisa, a vida que eu to vivendo não é minha.!
O amor não correspondido é muito mais do que o sofrer dá alma em silêncio. É a morte lenta e dolorosa dos sonhos e planos, ver o partir, e reparar no vazio que o amor nos deixou.
Os momentos mais fortes de nossas vidas acontecem quando amarramos as pequenas luzinhas criadas pela coragem, pela compaixão e pelo vínculo, e as vemos brilhar na escuridão de nossas batalhas.
A economia de mercado é mais eficiente na seleção natural dos indivíduos do que a política ou a natureza.
Me completo
Tomara que não chova hoje, to querendo passear, mais se chover eu vou dançar com a chuva, deixar ela me molhar, então tomara que chova hoje to querendo me molhar, mais, se
fizer sol deixo o seu calo me aquecer, me embalar, dourar a pele bonita de menina travessa que não se deixa parar.
Tomara que ele venha hoje, to querendo abraçar, mais se não vier não tem nada não, eu ponho uma música e sozinha mesmo eu começo a dançar,
Danço até o dia clarear, eu minha vida, e a minha alegria que não me deixa parar.
Felicidade é assim, não importa a hora ou o lugar, com quem você anda ou com quem deixou de andar, é fazer a vida valer a pena pelo simples fato de você ser única, e inigualável, ser amorosa com você mesma, e mesmo sozinha, se completar.
Tinha falsa lúcidez dos loucos mais não chegaria a enlouquecer, falava em suicídio mas não chegaria a se matar.
Digo não à hipocrisia, a banalização das coisas vividas. Fico com o silêncio, ele sim é mais sincero, respeitoso e preenche verdadeiramente os espaços.
Ela não é o mais brilhante dos sentimentos, mas o mais sutil, delicado e penetrante. O mais independente, também. É raro ter afinidade. É muito raro. Mas, quando existe, não precisa de palavras para se manifestar. O que você tem dificuldade de expressar a uma pessoa não afim, sai facilmente diante de alguém com quem você tenha afinidade. Não importam o tempo, a ausência, os adiantamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
A afinidade é um sentimento singular, discreto e independente. Não precisa do amor. Pode existir quando ele está presente ou quando não está. Independe do amor, mas não independe da amizade. Pode existir a quilômetros de distância. É adivinhado na maneira de falar, escrever, de andar, de respirar. Há afinidade com pessoas a quem apenas vemos passar, com vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos. Há afinidades com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos, veremos ou falaremos.
Afinidade é uma espécie de linguagem secreta do cérebro humano, ainda não estudada. Está naquela parte da cabeça que os cientista dizem ser a maior e ainda não suficientemente explorada e usada por nós. Dessa misteriosa e grandiosa parte do cérebro sai a linguagem da afinidade, uma linguagem sem palavra. Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar a sintonia com pessoas distantes, com amigos a quem não vemos, com amores latentes, com irmãos de não-vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente, repito, porque não precisa do tempo para existir. Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem você estabeleceu o vinculo da afinidade. No dia em que a vir de novo, vai prosseguir a relação exatamente do ponto em que parou. Sensível é a afinidade. É ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem. É ficar conversando sem trocar palavras. Afinidade não é temporária, não passa com o tempo e a distância. Aliás, é o único sentimento superior ao tempo.
Nota: Trecho de um texto do autor.
Lerdeza
A frase que o Everton mais ouvia da mãe era "levanta e vai buscar", geralmente seguida de um epíteto, como "seu preguiçoso" ou, pior, "lerdeza". Porque o que o Everton mais fazia, atirado no sofá na frente da TV na sua posição de costume (que a mãe chamava de "estrapaxado"), era pedir para lhe trazerem coisas. Uma Coca. Uns salgadinhos...
- Levanta e vai buscar!
- Pô, mãe.
- Lerdeza!
O Everton já estava com quinze anos e era uma luta convencê-lo a sair do sofá e ir fazer o que os garotos de quinze anos fazem. Correr. Jogar bola. Namorar. Ou pelo menos ir buscar sua própria Coca.
- Esse menino um dia ainda vai se fundir com o sofá...
Everton não queria outra coisa. Ser um homem-sofá. Um estofado humano, alimentado sem precisar sair do lugar. E sem tirar os olhos da TV. E como era filho único, e insistente, sempre conseguia que lhe trouxessem o que pedia. Quando não era a mãe, sob protestos ("Toma, lerdeza, mas é a última vez") era Marineide, a empregada de vinte e poucos anos cujo decote era a única coisa que fazia o Everton desviar os olhos da TV, e assim mesmo por poucos segundos.
***
Um dia, estrapaxado no sofá, o Everton se deu conta de que estava sozinho em casa. A mãe tinha saído, o pai estava no trabalho, a Marineide de folga, e ele sem ninguém para lhe trazer uma Coca, uns chips de batata e uns Bis. Levantar-se e ir buscar estava fora de questão.
Fechou os olhos e concentrou-se. Concentrou-se com força. Depois de alguns minutos, ouviu ruídos vindo da cozinha. A geladeira abrindo e fechando. Uma porta de armário abrindo e fechando. Depois silêncio. Quando abriu os olhos, a Coca, os chips e os Bis pairavam no ar, à sua frente. Ele só precisou estender a mão.
No dia seguinte, Everton testou seu poder recém-descoberto na Marineide, que até hoje não sabe como a sua blusa desabotoou sozinha e seu soutien simplesmente voou longe daquele jeito, e logo na frente do menino. Everton também acendeu a TV e mudou de canais sem precisar usar o controle remoto, e fez um vaso voar pela sala só com a força do seu pensamento. Apagou a TV e ficou, atirado no sofá, refletindo sobre o que significava aquilo. Ele era um fenômeno. Tinha um poder único - fazia as coisas acontecerem apenas pela sua vontade. Contaria aos pais, claro. Eles poderiam ganhar dinheiro com seu poder. O pai saberia como. Ele se transformaria numa celebridade. Cientistas do mundo inteiro o procurariam, sua capacidade extraordinária seria usada em benefício da humanidade. No combate ao crime, por exemplo. Nas comunicações. Na medicina a distância.
***
E se aquilo fosse, de alguma forma, um poder religioso? Até onde a revelação do seu dom milagroso seria um sinal de que ele tinha uma missão a cumprir na Terra? Até onde aquilo o levaria? Fosse o que fosse, uma coisa era certa. Ele teria que sair do sofá.
***
- Mãe.
- Ahn?
- Eu quero daquelas coisinhas de queijo. E uma Coca.
- Levanta e vai buscar.
- Pô, mãe.
- Tá bem. Mas esta é a última vez.
E já a caminho da cozinha:
- Lerdeza!
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