Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
"A metrópole é dura? Ótimo! Porque o diamante só nasce sob pressão extrema, meu nobre. A vida urbana tenta te esmagar, mas mal sabe ela que você é feito de pura resiliência e vontade de potência. Pegue o barulho infernal das buzinas e transforme na sinfonia da sua vitória. Você não veio para essa selva de pedra para passear, você veio para dominar a cadeia alimentar corporativa!"
"Acorde, guerreiro da selva cinza! O sol nasce quadrado entre os prédios, mas o seu brilho tem que ser esférico e total! Engula o estresse com farinha e faça da adversidade o degrau para o seu pódio. A cidade é grande, mas a sua ambição tem que ser astronômica. Vá e vença!"
Tamborilando da cinza abóbada celeste, serenamente pousa nas folhas.
Verdes copas, ao balanço de uma dança, fresco sabor do ar que se enevoa.
Vento frio, de suave toque, em torvelinhos e espirais escoa.
Como é bela a canção do vento na floresta com garoa.
a vida é o espaço-tempo entre a dor e a alegria.
dias ruins, como lição;
dias bons, como glória.
mas só é possível brindar a alegria plena
quando se conhece o valor
de vencer o sofrimento.
afinal, contemplar o amanhecer
é a beleza que nasce da escuridão.
os olhos mantêm a alma esperançosa
estes fazem-na enxergar motivos na Terra
para se contentar
e não querer fugir do plano físico
muito mais que ser apenas um sopro vagante pelo mundo,
é melhor ter um corpo
para tocar, sentir e ser
O tolo não valoriza o discernimento, tolo anuncia sua própria ignorância, ele fala sem pensar, sem levar em conta as consequências, e repete os mesmos erros.
Assim, somos feitos de infinito aprisionado no finito, de absoluto fragmentado no relativo, de felicidade que chora na dor, da sabedoria que se tornou ignorância, de vida eterna despedaçada no ciclo das vidas e das mortes; somos verdadeiramente anjos decaídos. Então, para reencontrar o infinito, vamos acumulando insaciavelmente fragmentos de finito e tentamos aproximar-nos da imortalidade, agarrando-nos a esta vida breve e prolongando a sua recordação com grandes obras. (...) E prosseguimos, cimentando as pedras com lágrimas e sangue para refazer a nossa bela morada de conhecimento, de liberdade, e de bondade, donde saímos. (...) Queremos viver. A centelha divina originária do espírito, embora sufocada nas angústias da morte, não pode morrer. Sobreviverá a todas as lutas e a todas as dores, até que o organismo imperfeito, correndo em busca da perfeição, a torne a encontrar e tudo assim fique sanado, para poder reentrar no seio do grande organismo perfeito, o Tudo-Uno-Deus do qual derivou"
Nós temos muita coisa em comum, a mesma terra, o mesmo ar, o mesmo céu.Talvez se olhássemos o que temos em comum em vez de sempre procurar o que temos de diferente... Bem, quem sabe?
O Chão Oculto
O vazio não tem pressa,
muda de forma no escuro.
Caminho por uma promessa,
pisando em vidro inseguro.
Olho nos olhos que amo,
com o peito em sobressalto.
Sinto o peso do que chamo
de silêncio que grita alto.
A verdade é uma sombra
que ameaça me tocar.
O vazio me assombra,
pois o chão pode quebrar.
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