Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
Debaixo da roupa dela
Debaixo da roupa dela
há um coração que pulsa em silêncio, um mundo de ternura e cuidado, onde cada gesto é abrigo.
Debaixo da roupa dela
moram histórias que o tempo escreveu, cicatrizes que viraram força, e um amor que aprende a confiar.
Debaixo da roupa dela
o silêncio fala mais que palavras,
cada olhar é promessa tranquila,
cada sorriso, um lar possível.
Debaixo da roupa dela
não há mistério, há entrega serena,
um universo simples e verdadeiro
que escolheu caminhar ao meu lado.
A Delicadeza do Agora
Existe um instante raro em que tudo silencia,
um lugar secreto entre nós,
onde o sentir é mais forte que a pressa,
e o presente aprende a respirar.
É ali que acontece a delicadeza do agora,
quando o tempo aprende a amar,
despido de urgência, sem cobranças,
apenas ficando.
Nesse espaço invisível, onde o tempo se curva,
os gestos falam mais que promessas,
e cada olhar é uma escolha calma
de permanecer.
Então fazemos uma pausa,
não para fugir do mundo,
mas para existir juntos,
como se o amor fosse exatamente isso.
Onde o Tempo Para
O teu olhar é um rio que corre devagar,
leva comigo segredos que eu nem sabia ter.
Cada gesto teu é poema silencioso,
que insiste em me encontrar mesmo sem querer.
Teu riso é música que não se explica,
ecoando dentro do peito, leve e inteiro.
É brisa que bagunça os cabelos
e deixa o mundo mais bonito por inteiro.
No toque da tua mão, o tempo para,
e tudo que era incerto se faz certo.
És promessa de paz e tempestade,
mistério doce que me prende e me solta.
Se o amor tivesse cheiro, teria teu nome,
seria feito de instantes como este:
olhos que se encontram sem pressa,
e um coração que finalmente sabe onde repousar.
Estás a me encantar
Como se fosses um mágico
De amor falas sem medo
Do fim que pode ser trágico.
- Pekenah
Caso Encerrado
Fecho a porta do peito como quem arquiva um processo antigo:
teu nome vira poeira nos autos do silêncio, as provas — beijos, promessas, noites acesas —
descansam em caixas de papelão, carimbadas de saudade.
Te amei como se ama um incêndio mal contido, jurando que o fogo aprenderia limites; mas o amor é juiz sem rosto, e sempre absolve a chama que fere.
Agora assino o fim com
a tinta do aprendizado:
não é derrota, é sentença ao
coração cansado; o amor segue livre,sem algemas nem culpa,
enquanto eu sigo quebrado.
Atalho vs Caminho
Te encontrei no atalho,
rápido como um olhar que promete abrigo,
era fácil te querer sem pensar no depois,
como quem foge da chuva
sem perguntar se a casa tem teto.
Mas o amor, descobri, mora no caminho,
onde o passo cansa, o tempo ensina
e cada pedra vira história compartilhada.
Ali, a gente se escolhe
mesmo quando dói continuar.
Hoje sei: o atalho seduz,
mas é no caminho que o amor cria raízes,
não pela pressa de chegar,
e sim pela coragem
de seguir junto até o fim.
Hipócrita
Isso foi tudo que restou,
um caco de vidro enterrado no peito,
memória ferida que sangra silêncio,
eco de promessas que morreram no escuro.
Teu amor, hipócrita,
era fogo disfarçado de abraço,
ceniza quente que queimava e sorria,
um veneno doce que se escondia nos lábios.
E eu, naufrago de tua ausência,
vago entre sombras de nós que não existem,
cada suspiro um grito afogado
no abismo de um desejo que nunca volta.
Ainda é de manhã
Ainda é de manhã,
um céu azul por dentro,
mesmo com o dia nublado,
o tempo respira devagar pela janela aberta, e o sol, tímido,
ensaia tocar meu rosto
como se soubesse que penso
em você antes do mundo acordar.
O café esfria enquanto
teu nome aquece o silêncio,
há promessas escondidas
no canto da luz,
e mesmo com o passado
pesando nos ombros,
meu peito insiste em florescer quando imagina teu sorriso.
Ainda é de manhã,
e isso basta para acreditar:
O dia pode errar,
tropeçar,se perder —
mas enquanto houver esse começo claro, meu amor por você sempre saberá recomeçar.
Ainda guardo teu nome nas dobras do tempo,
como quem esconde uma carta nunca enviada.
Era um amor simples, quase tímido,
mas grande o bastante para caber em mim inteiro.
Teu riso mora em detalhes esquecidos:
uma rua qualquer, um fim de tarde sem pressa,
o silêncio confortável entre duas almas
que não sabiam que já se despediam.
Lembrança de um amor antigo
Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas não ditas.
Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.
Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.
Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.
E se ninguém enxergar o que somos, não importa.
Há um amor maior guiando nossos passos,
um Deus que escreve linhas retas com nossas falhas.
Com Ele no centro e você no meu peito, até os milagres parecem simples:
amar, persistir e vencer, juntos.
que sejam promessa sem juramento,
um gesto simples que desarma meus medos
e faz do meu peito um lugar menos em ruínas.
Talvez eu tenha feito da solidão um abrigo, não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago que ele sabe fazer.
Porque perder alguém não é sobre despedidas, é sobre as partes de nós que nunca voltam.
Carrego um vazio
Aprendi a ficar só como quem aprende a respirar devagar,
não por falta de ar,
mas por medo de se afogar no excesso.
Já houve alguém, é verdade,
alguém que cabia no meu silêncio
e o chamava de casa.
Hoje, carrego um vazio que não grita,
ele apenas existe.
É um espaço onde as palavras moram sem som,
onde sentir demais virou um cansaço bonito,
dói, mas às vezes descanso nele
como quem aceita a própria sombra.
Talvez eu tenha feito
da solidão um abrigo,
não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago
que ele sabe fazer.
Porque perder alguém
não é sobre despedidas,
é sobre as partes de nós
que nunca voltam.
Então fico assim:
Intenso demais para passar ileso,
profundo demais para tocar sem cair.
Amar, para mim, sempre foi transbordar
— e nem todo transbordo salva,
alguns apenas ensinam
a nadar sozinho.
Há um lugar
Carrego uma terra inteira dentro do peito, não feita de mapas,
mas de lembranças que
insistem em voltar.
Há um lugar onde tudo soa mais vivo, onde o vento sabe meu nome
e o silêncio não pesa.
Aqui, as coisas existem,
mas não me reconhecem.
O céu é o mesmo, dizem,
mas não brilha igual ao
que mora em mim.
Sinto falta até do que nunca toquei,
porque a ausência também aprende a criar raízes.
Que eu não me perca antes de voltar,
nem desaprenda o caminho daquilo que me forma.
Que eu ainda veja,
nem que seja por dentro,
o lugar onde meu coração repousa.
Porque há saudades que não pedem distância —
pedem reencontro.
Você é um enigma deixado sobre a mesa do meu peito, uma caixa antiga sem manual, cheia de símbolos que não se repetem.
Cada gesto seu muda a ordem das peças, e eu quebro a cabeça, não por falta de entender, mas porque decifrar você exige mais sentir do que pensar.
Se um dia o tempo me faltar,
que reste ao menos a certeza:
fui inteiro por alguém
que foi, sem saber, a dona dos meus dias.
Coração de Vidro
Tenho um coração de vidro,
transparente como o que sinto quando te vejo.
Qualquer palavra toca fundo,
qualquer silêncio reflete
em mim teu nome.
Já trincou algumas vezes,
confesso, por amar demais,
por acreditar sem medo.
Mas mesmo frágil,
ele insiste em brilhar
quando teu olhar encosta no meu.
Se um dia fores cuidar dele,
faz com calma:
vidro não suporta
pressa nem descuido.
Em troca, prometo te amar inteiro,
mesmo sendo feito
de algo tão sensível.
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