Ate o Mel mais Puro em um Recipiente
Faróis, luzes à piscar
Em um cenário triste onde vemos
Cenas que parecem irreais...
Tédio, medo, miséria,
O bem contra o mal
Aqui parece que as alegrias são:
Mulheres, futebol e carnaval
Nesse país tropical
Vemos cenas de amor
Politicagem...
Tudo parece tão banal
Quero motivos pra viver
Já que dizem que a esperança
É a última, há morrer
Entro na contramão
Já que a todo custo
Procuram manipular
O cidadão ...
Não, não é ficção!
Mesmo não sendo o astro central
Tudo parece que gira ...
Rotativamente ao meu redor
Mas não pense que estarei
Fechado num pequeno mundo
Onde muitos pensam que me fechei...
Todas as noites irei dormir
Mesmo em noites de verão
Se dá pele, o suor molhar
O lençol...
Quando, eu acordar nascerá
Um outro dia...
Ahhhhh...
Um novo dia !...
Paz, na terra boa vontade aos homens de bom coração, fogem da guerra e não matam um irmão.
Como é triste saber que tornou-se comum, tirar a vida de um ser da espécie humana, que a cada instante, mostra-se extinta...
Sei, que um dia, tudo isto terá fim, ou, o fim de tudo isto, é não mais a gente existir.
Paz, na terra, boa vontatade aos homens, de bom coração....
Dentro de nós bate um coração
Caminha entre sonho e razão
Vive neste mundo sempre a buscar
Algo que se perdeu
Ele quer ter, perto de si
Alguém que sempre amou
Sonha com esse dia que virá
Espera olhando tudo acontecer
Chora com as lembranças
Que a ele vem
Feliz será, o amor encontrará
Pra si mesmo prometeu
Esquece por momento sua dor
Fala em poesia sobre o amor
Em uma nova estação
Olha o voo de um beija-flor
Saúda a primavera que chegou,
Tudo está tão feliz, tudo belo está
Com as rosas no desabrochar...
Segue olhando tudo acontecer
Se derrama pra dentro si
Se transborda como quiser
Pois estará, nos seus dias à buscar,
Alguém que sempre amou...
O CARTÃO POSTAL
Eu fiquei pensando em nós. E, em cima da mesa, vi um cartão postal
De algum lugar onde você está, desde o dia em que você se foi.
Meio confuso estava nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus. Na despedida, trouxe um cartão postal,
E eu me vi dizendo adeus; só então reconheci os erros meus...
Eu esperei o tempo apagar as lembranças que me perseguiram,
E no meu quarto já não mais estão memórias, sua e minha.
Meio confuso ficou o nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus...
ESTADO DE SÍTIO EM UM PAÍS UTÓPICO REALISTA
O que se comenta em bares, cafés, estações de metrô e trem, e nas rádios do nosso País?
Ouço murmúrios em cada canto da cidade, e acredito que este sentimento de insatisfação se estenda por todo o país. Há um sistema defasado e centralizador nas esferas políticas, o que é reflexo direto do modo como agem.
Os valores da nação estão acometidos por uma gravíssima doença, quase incurável. Essa enfermidade, simbolicamente comparável a um câncer ou uma peste, ataca a própria moralidade e ética. Podemos até afirmar que a nossa política se encontra na UTI da benevolência e do caráter.
A "peste-negra" chamada corrupção instalou-se sob a alcunha de Petrolão, Mensalão e outras mazelas que o povo desconhece, muitas ainda mantidas debaixo do tapete. Acredito, porém, que essa chaga vem de muito longe e parece ter se tornado uma cultura intrínseca à política brasileira.
A sede por poder criou um círculo vicioso, onde os interesses de um partido se sobrepõem aos da pátria. Os líderes deveriam, na verdade, agir de forma apartidária quando a necessidade de um povo está em questão.
Não há compaixão pelo que fazem. Por essa e tantas outras razões, o País caminha para o abismo, para a falência de seus órgãos vitais. Tem sido esbofeteado e exposto há anos, ridicularizado e fadado à própria sorte, carregando em seu gene a "Síndrome da Corrupção".
Não há mais o amor pela nação de outrora. A intelectualidade está em declínio, e a cada ano, conhecimentos básicos são retirados dos currículos. Alguém sabe me responder por que tiraram a matéria Educação Cívica? Por essa e outras razões, vemos a queda na qualidade do ensino nas escolas. Não quero nem citar a questão dos professores, que é um assunto sistemático e complexo por si só.
Reforma Política, Agrária, Previdenciária... são palavras que ouço desde o primeiro ano escolar. Já se passaram 40 anos, e acredito que levaremos mais 40 até que comecem, de fato, a pensar seriamente nessas reformas.
Transformaram os nossos jovens em "soldados do tráfico". E estes jovens, por sua vez, matam, roubam e fazem o que bem entendem com o cidadão que paga os seus impostos. Esta geração está marginalizada, perdida, sem sonhos e sem projetos de vida.
As escolas e faculdades de hoje parecem uma indústria, fabricando "peças" (pessoas), sem se importar com o lado humano, e deixando de lado a criatividade, os talentos e os recursos que cada indivíduo carrega dentro de si.
Os sonhos de cada um foram comprometidos e arquivados no "arquivo morto" da vida, devido às ações e à ótica míope dos que estão no poder (este último grupo sendo menos prejudicial do que a doença original).
Enfim, o otimismo persiste. Mas há uma guerra a ser travada. Não uma guerra com armas, tanques ou armamentos bélicos, mas uma que precisa ser vencida pela união do povo, pela união da grande Nação chamada Brasil. Isso significa escolher bem o seu candidato, investigando e pesquisando sobre cada um que irá receber seu voto, e influenciando outros a fazerem o mesmo, para saber se o candidato é realmente merecedor.
Vamos mudar o roteiro deste triste filme e reverter o drama brasileiro para que ele tenha um Final Feliz!
O Clamor Da Desesperança
Há um clamor no fator desesperança
que não se ouve com os ouvidos,
mas com a pele inteira,
como se a noite inteira se encostasse na gente
e sussurrasse, sem pressa, a mesma frase antiga:
“Não há mais depois.”
É um som que não ecoa,
porque não há parede que o devolva.
É um grito que não rasga o ar,
porque o ar já se cansou de ser rasgado.
É o silêncio que se faz tão denso
que começa a pesar nos ossos
e a gente carrega o próprio vazio
como quem carrega um filho morto nos braços.
A desesperança não grita.
Ela instala-se.
Ela toma o lugar do sangue,
circula devagar,
vai pintando de cinza os sonhos que ainda ousam nascer.
Ela não nega o amanhã;
ela simplesmente o torna irrelevante.
É o único deus que cumpre todas as promessas:
promete nada
e entrega exatamente nada.
E, no entanto,
dentro desse clamor sem voz
há uma pulsação quase imperceptível,
um tremor que não se rende.
É a parte de nós que ainda lembra
que o abismo também olha para trás
e que, às vezes,
o abismo pisca primeiro.
Porque a desesperança é absoluta
só enquanto não for olhada nos olhos.
No instante em que a encaramos,
sem desviar,
sem pedir licença,
ela perde o monopólio da verdade.
Começa a rachar
como parede velha que já não aguenta
o peso de tantas ausências.
Há um clamor no fator desesperança,
sim.
Mas há também,
no meio do peito que se calou,
uma brasa teimosa
que não pede permissão para continuar queimando.
Ela não ilumina o caminho inteiro.
Ilumina apenas o próximo passo.
E isso,
contra todo o escuro que se acha eterno,
já é rebelião suficiente.
Porque o desespero é grande,
mas o ser humano
é especialista em fazer nascer jardins
exatamente onde juraram
que nada mais cresceria.
E é aí,
na fenda mínima entre o “nunca mais” e o “quem sabe”,
que a vida,
essa contrabandista insolente,
sempre volta a passar.
A Lucidez do Paraíso é o Instante do Devaneio
O Paraíso não é um jardim que nos espera,
com portões de pérola e árvores de ouro estático.
Não é uma recompensa por uma vida finda,
mas uma suspensão lúcida do tempo presente.
Ele reside naqueles instantes-limite,
em que a consciência se afina e a imaginação se liberta.
A lucidez é a navalha que corta o ruído do mundo,
reconhecendo o peso exato de cada elo da corrente.
Ela sabe: o muro é muro, a dor é dor, o efêmero é a regra.
Não há ilusão que resista à sua luz fria.
Mas a alma, cansada da geometria do real,
não aceita a clausura do que é apenas "fato".
Então, o devaneio se apresenta.
Não como uma fuga cega ou uma negação covarde,
mas como a afirmação mais alta da potência do ser.
O devaneio é o arquiteto que refaz o mapa da realidade,
desenhando rios onde antes havia deserto,
dando voz ao silêncio que a rotina impõe.
É a permissão para que o possível
se sobreponha à tirania do presente.
E o Paraíso, finalmente, não é a terra de ninguém,
mas o ponto exato de interseção:
É a lucidez que reconhece a precariedade da vida
(sabe que o tempo vai passar, que a beleza é breve)
e, por isso mesmo, usa o devaneio
para saturar o momento com uma perfeição temporária.
É o piscar de olhos onde a razão e o desejo conspiram:
"Isto não é real, mas é tudo o que importa."
Naquele instante de flutuação, a mente está desperta
(lúcida de sua própria criação),
e a alma está em êxtase
(devaneando um mundo que ela mesma sustenta).
O Paraíso, portanto, é a plena consciência da nossa capacidade de ser feliz, mesmo que seja apenas um pensamento. É o gozo da ilusão assumida.
É quando a mente, lúcida e livre, se permite voar.
As Extremidades de um Ócio Inabitável
O Ócio, prometido como santuário,
revela-se um deserto sem ecos.
Não é descanso, mas uma suspensão ácida,
onde o tempo não cura, apenas se estende.
Um ócio inabitável não possui janelas.
É o silêncio sem paz, a quietude sem centro.
É o lugar onde a alma, despojada de tarefa,
começa a roer os próprios limites.
Chegamos às suas extremidades,
onde a ausência de propósito se torna tão aguda
que se transforma em algo novo e terrível.
A Primeira Extremidade: A Vertigem da Consciência
De um lado, a fronteira se dissolve na Vertigem.
O excesso de tempo livre, desprovido de âncora,
lança o olhar para dentro, sem distração.
É ali, nessa margem, que a mente se confronta
com o volume inteiro de seus não-ditos e não-feitos.
O ócio cessa de ser vazio e se torna um espelho cego,
refletindo a forma pura da ansiedade.
O descanso vira vigília; a calma, tormento.
O ser não trabalha, mas sua consciência freme.
A Segunda Extremidade: A Apatia Gelada
Na extremidade oposta, a fronteira é de gelo: a Apatia.
O ócio se aprofunda tanto em si mesmo
que a vontade de ser, de agir ou de sentir, atrofia.
É a saturação da inatividade,
o ponto onde a ausência de estímulo
transforma a liberdade em paralisia.
O ócio, de promessa, vira destino.
Não há dor, mas tampouco há vida.
A existência se torna fina, transparente,
esperando apenas que o tempo, sem pressa, a esqueça.
O Ócio Inabitável é, portanto, a prova:
O Paraíso só é sustentável quando há um pequeno projeto.
A verdadeira quietude não reside na ausência de movimento,
mas na tensão vital entre o descanso e a criação.
E quem reside nessas extremidades,
sabe que o pior trabalho não é o esforço físico,
mas o esforço mental de dar sentido
a um tempo que se recusa a ter forma.
A única falência admissível é a do dia...mas, pela certeza do nascimento de um novo dia a despeito de nós.
DESABAFO DE UM CORAÇÃO!
Não raramente observamos e ouvimos reclamações sobre o discorrer da vida.
Talvez os sentidos apostos em cada palavra possam ocupar um real significado, pois, afinal, ninguém se angustia por blasfêmia, repetição de falas ou por descuido do coração.
Somos as variâncias de sentidos revelados nos resultados entre o ofertar e o receber... poucos estão aptos a receber e, muito menos, adequados a doar.
Nesta caminhada, entre o ir e o ficar, surgem dúvidas condicionantes. Não ficamos pelo receio da repetição daquilo que já fora vivido e registrado nos escaninhos de nossas almas como algo negativo e não seguimos pela incerteza do novo, pois a zona de conforto, muitas vezes, é a sustentação da imobilidade para novas estradas e outros rumos.
Sem o que oferecer no mundo ilusório do TER e oferecendo muito quando se trata de amor e do SER... muitos se perdem pelo desespero da invariável máscara do presente que impõe os retrocessos do ontem que pulula no amanhã. Gente sem presente ostentando o velho e o futuro de nada.
Vasculhando bem... e não limpando muito... a lamúria é o estado desalmado de uma alma ferida e quase abatida pelo flanco da solidão.
Viver é o inusitado murmúrio das vozes que são silenciadas quando precisamos acenar um sentido e não nos permitem e que, muitas vezes, gritam quando carecemos manter o silêncio absoluto para não ferirmos como nos ferem.
Brasília, 04 de abril de 2012
Mestre Jesus:
Acordei com o anúncio de um novo dia e sob as suas bençãos.
Feliz por merecer novas oportunidades e confiante na sua infinita bondade peço- te a proteção para todos nós.
25.04.12
A lua esboçava um sorriso e uma estrela fazia companhia numa noite de constelação de sonhos.
Não pude identificá-la na minha quase solidão... você não brilha mais em mim.
Escutamos um excesso de falas desconexas e, elas, ferem como espinhos em campo de cactus!
Tudo passa, felizmente!
O Eco dos Anos
No limiar da meia-noite, o calendário curva-se novamente,
dissolvendo um ano em fumaça fina que escapa entre os dedos.
Não é o tempo que foge; é o eco que persiste.
Gestos repetidos como versos de poema gasto,
pensamentos sulcados na alma,
conversas nascidas velhas, pesadas pelo não dito.
Somos espelhos rachados.
Nelas reflete o mesmo espírito:
felicidade oca em dias cinzentos,
palavra de dicionário que evade a pele.
Buscamos reflexos polidos, amores distantes,
palavras que enchem o silêncio sem tocá-lo.
Num descuido ou graça súbita,
abrimos a porta da casa interior.
Ali, o caos negado: silêncios empilhados como móveis quebrados,
sorrisos mofados no escuro,
danças paradas no meio do giro.
As máscaras fundiram-se à carne.
Não sabemos onde acaba a encenação
e começa o real.
Avarentos com o coração, sabotamo-lo
por uma longevidade ilusória,
adiando o encontro essencial
como se a morte negociasse prazos.
Vivemos à espera — do fim do dia, do brinde vazio,
da distração que cala a voz insistente:
a vida não avisa o fim.
Quando a poeira baixa,
o novo ciclo surge não como promessa,
mas pergunta austera:
será possível, num lampejo lúcido,
acolher os cômodos vazios da alma?
Nesta virada, dispense jantares fartos e sorrisos falsos.
Chame-me apenas — para saber se estou bem.
Chame para a reciprocidade nua,
para aprender, devagar, empatia, generosidade, resiliência —
e as palavras que brotam no caminho, sem performance.
Voltemos ao templo que somos:
casa de sentimentos em pedra antiga e luz trêmula.
Com mãos lentas, sem julgamento,
varramos o ressentimento cristalizado,
lavamos janelas embaçadas,
deixamos o vento renovar.
Que nossas verdades ecoem no outro,
vulnerabilidade vire ponte de mãos estendidas.
Não reerga o edifício todo.
Entreabra uma janela,
deixe a luz cortar a poeira,
lembre: dançar é possível
entre escombros, peito partido,
eco persistente.
Que o templo seja morada, não prisão.
Ao limpá-lo, na poeira e luz tímida,
encontremos o espaço onde a reciprocidade inspire
Que os anos traga não felicidade premiada,
mas honestidade à criatura teimosa
que, apesar de tudo, escolhe estar...
Ysrael Soler
IMPERMANÊNCIA
Não saia do seu jardim
para correr atrás de borboletas;
um dia, elas virão a ele;
Tão somente, silencie o caos da mente.
Não rogue aos deuses maldades aos inimigos;
que eles tenham seu perdão.
Tenha a dádiva da consciência limpa.
Ademais, tudo na vida passa,
até os mais fortes de espírito.
A alma, convalescendo no infortúnio,
não se despedirá e nem sentirá
o dia do adeus.
Ysrael Soler
A vida não é um ensaio geral para um paraíso futuro; a existência é o próprio espetáculo, com todas as suas glórias e desventuras.
Embora guarde o segredo do sangue real, o Santo Graal não é um cálice de ouro a ser encontrado na terra, mas o reflexo da própria alma que se purifica na eterna busca pelo divino.
Reno Fioraso
Chama do Destino
Nasceu pequena,
quase um sussurro,
entre o acaso e o querer não dito.
Uma centelha tímida no escuro,
como se o destino respirasse comigo.
Cresceu no tempo,
ardendo em silêncio,
iluminando caminhos
que eu temia pisar.
Queimou dúvidas,
aqueceu ausências,
fez do medo apenas cinza no ar.
Mesmo quando o vento tentou apagar, ela dançou,
firme, contra a noite.
Pois há chamas que
não pedem permissão:
existem para arder,
custe o que custar.
E sigo, marcado por essa luz antiga,
sabendo que não fui eu quem escolheu.
Foi a chama do destino que me encontrou e, ao tocar meu peito, escreveu quem sou.
Um fogo tímido
A chama nasceu pequena,
quase um sussurro,
acendeu no escuro
do peito sem pedir licença.
Era medo e esperança dançando juntos, um fogo tímido que já sabia arder.
O destino soprou ventos contrários,
tentou apagar promessas e sonhos antigos.
Mas a chama aprendeu a resistir no silêncio, crescendo firme entre quedas e recomeços.
Houve noites em que queimou como saudade, dolorida, intensa, impossível de esconder.
Ainda assim, iluminou caminhos tortos, mostrando que até a dor pode guiar.
Hoje a chama é farol e coragem,
não consome
— transforma quem sou.
No centro dela, entendo enfim:
meu destino é arder sem deixar de amar.
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