Assim sou eu Menina Mulher Deusa Menia
Minha vida virou preto e branco, tudo é cinza, opaco, sem contraste. Enquanto falam de arco-íris, eu me perco num horizonte desbotado
que nunca vou tocar. O mundo segue colorido, mas eu sou estrangeiro nessa paleta que não me pertence.
Penso nos dias bons, mas a dor me puxa pelos tornozelos, como se eu tentasse nadar em cimento. Cada pensamento feliz é afogado por um espasmo, um aperto, um sopro de tristeza cravado no corpo. Quero ver luz, mas há sempre uma sombra colada aos meus passos, sussurrando que sonhar dói mais do que desistir.
Como posso amar alguém verdadeiramente, sendo que nem amor próprio eu tenho?
Talvez o amor ao outro comece quando eu aprender a olhar para dentro, com a mesma paciência e cuidado.
O amor-próprio não é um ponto de partida, mas uma construção que cresce, a cada gesto de cuidado e compaixão comigo mesmo.
O mundo lá fora desaba em água e cólera, e eu aqui, sob este teto de vidro, vestígio translúcido daquilo que um dia chamei de proteção, permaneço imóvel, vulnerável, suplicando em silêncio para que sua fragilidade não ceda antes da minha. Como se houvesse hierarquia no colapso.
Às vezes eu penso em acredita nas suas verdades, mas eu lembro que até nas suas verdades há resquícios das tuas mentiras.
E se eu fosse embora? Não me afastar, ir embora mesmo, sabe? Não olhar mais na sua cara, não responder suas mensagens, não esbarrar em você propositalmente pelos corredores, não ir na sua casa, não olhar nos seus olhos, não olhar mais para você, não te seguir mais nas redes sociais, não dar moral aos seus retweets, não ligar para o que você escreve nas notas, não me importo para onde e com você vai, não querer mais receber suas mensagens tarde da noite quando você chegar em casa. Respiro fundo e penso mais um pouquinho, talvez eu devesse ir embora.
Talvez você nem perceba ou note no começo, talvez eu vá embora do nada, no meio de uma tarde de terça qualquer, ou talvez eu esteja indo embora aos poucos, cortando nossas conversas longas, ficando longe, não indo frequentemente a sua casa, não te olhando pela escola, eu estou indo embora e quando você notar, eu já terei ido embora.
Eu passo muito tempo pensando nos porquês, motivos e razões, muito tempo mesmo. Acho que eu estou começando a perceber que eu ligar tanto para tudo isso não vai realmente mudar alguma coisa. Às vezes as pessoas fazem coisas que nós não entendemos o porquê. Às vezes quebram nosso coração e vão embora como se não valessemos um tostão. Eu perco muito tempo procurando alguma razão. Tem coisas que não tem respostas e outras que não precisam de respostas.
Agora são 02:45 da madrugada, eu não consigo dormir. Não exatamente dormir, não consigo parar de chorar, pra ser verdadeira. Eu me levantei, olhei meu rosto no espelho, péssimo, péssimo, péssimo. Todo vermelho com as marcas de lágrimas por ele todo, o nariz certamente inchado, os olhos então, nem se fala. Meu cabelo parece deixar tudo pior, então fui tomar banho. Um banho de madrugada, talvez seja um pedido de ajuda pra conseguir respirar com esses pulmões cheios de ar querendo ser solto. Agora eu já não estou chorando mas vontade é o que não falta. Minha cama parece sozinha, é fria. Meu cabelo molhado tentando secar. Tudo parece uma bagunça, minha mente chega a arder com tudo o que eu estou pensando
Eu não sei como as coisas vão ser daqui pra frente. Eu tenho medo. Medo por mim, por ela e principalmente pela gente. Talvez o que acontecer daqui pra frente seja uma resposta pra eu saber se ela é realmente a pessoa pra mim. Talvez seja uma resposta para eu continuar ou um adeus para eu ir embora de vez. Eu espero que ela faça o certo.
Efeito borboleta me assusta tanto. Essas ações teram consequências. Todas tem. Mas eu tenho medo de como essas consequências vão vir. Eu não queria que as coisas fossem assim, mas não são escolhas que eu tenho que tomar, e sim as que você vai tomar. E se no fundinho do seu coração você ainda tiver consideração por mim, pensa bem no que você vai decidir, pensa bem se você quer me deixar ir embora do seu jardim.
Dar um tempo. Eu odeio tempos, eu odeio não poder seguir as estações, eu odeio perder algo, eu odeio sentir que algo mudou. Eu prefiro términos definitivos do que tempos indeterminados. Ah como prefiro. Tempos são ruins, não servem pra merda nenhuma que não sejam te agoniar.
Eu fui embora. Embora de vez, eu me sinto como uma borboleta, uma borboleta com uma das asas quebradas mas que ainda sim insiste em voar, e quer voar alto e longe todos os dias. Mas eu sou uma borboleta de jardim, eu adoro pousar nas flores e sentir seu cheiro doce, adoro ter um lar pra onde voltar e adoro poder ser admirada por minhas cores, mas, assim que ver que eu não posso ficar mais ali, eu vôo pra longe.
Eu era fria e ele era o calor de 40 graus da praia de Copacabana , e pegar uma onda era o que eu estava precisando! Ele com todo seu calor e seu sorriso ensolarado me transformou em uma intensa primavera, seus raios de sol derreteram o gelo que havia tomado conta de mim nos últimos anos! E quem diria que o inverno desse ano seria tao quente, e eu, que havia me tornado uma nuvem de chuva ambulante , me tornei a única rosa no mais belo jardim de uma manha de primavera
Viajante
Eu nem sei o que seria
Se acaso fosse diferente
O meu passado dia-a-dia
Com aura de viajante
Rebelde e determinado
A conhecer cada lado.
Quando é preciso
Uma ponte se constrói
Seja do agora ao paraíso
Ou do vilão ao herói.
Falar é tão fácil
Discutir a teoria também
Há de ser forte e dócil
Para ir mais além.
A vida ensina todo tempo
Basta aquele melhor olhar
Até mesmo um contratempo
Tem algo a revelar
Assim fui descobrindo
Depois de atravessar...
Romper as fronteiras,
Esquecer alguns limites
Faz com que a gente
Veja novos horizontes
Repletos de outras verdades
E consequentes possibilidades.
Eu seguirei como os viajantes
Enquanto houverem caminhos restantes
O mundo não espera
Mas eu espero você,
Respeito a dúvida sincera
Até que ela possa desaparecer.
E quando estiver certo
Estarei aqui por perto.
Promessas e Hipocrisia
Eu ainda vejo isso, mas isso
É o mesmo que não ver nada,
São tantas as promessas
Que algumas são de dar risada.
Nesse horário marginal
Há mais humor
Do que no programa dominical
E de outubro em diante
Os piores momentos
Dessa ficção eleitoral.
Políticos fora da cela
Verdadeiros santos na minha tela
Encenam Franciscos da humildade
Em missões astrais
Para mudar a nossa triste realidade.
Onde está a rebeldia?
Adormecida em algum coração?
Esse show de hipocrisia
Desafia a verdade, a informação.
Até quando a democracia
Será escolher o menos pior?
Deus me livre saber que gente hipócrita simpatiza comigo. Eu quero que os hipócritas sigam me odiando.
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