Asas
Meu anjo
Nos piores e melhores momentos
Suas asas me fazem de escudo
Me protegendo de tudo
Arcanjos dos sonhos
Faz de si o escudo
Para minha proteção
Da sua vida aos perigos
Por amor ao coração
Força ou sem força
Com suas asas
não deixa o mal me atingir
Fraco ou forte
Meu anjo protetor
Me zela e cuida de mim...
Amar é caminhar entre o brilho que cega e a sombra que acolhe, alçando voos sem asas, aceitando quedas sem chão.
As boas obras:
Admoesteis tua família
Estende tuas asas para os crentes
E repreende se acaso cometerem ilicitudes
Confia em Deus
“Depois da Queda, Asas”
Já chorei por quem não viu,
Já dei tudo a quem partiu.
Confiei de alma aberta,
E encontrei porta deserta.
Doeu…
Como só dói o que é real.
Mas até na dor mais cruel
há algo essencial:
A decepção não é o fim,
É um início camuflado.
É o corte que ensina o sim,
É o chão que firma o passo.
Aprendi que nem todo abraço
vem com amor de verdade.
Que nem todo sorriso sincero
é sinônimo de lealdade.
Mas também aprendi a mim mesma.
A me ouvir, me acolher, me bastar.
Descobri que a dor é professora,
Mas que eu posso levantar.
Hoje, sigo com menos peso,
com mais fé e coração em paz.
Não esqueço o que me feriu,
mas não deixo que isso me desfaz.
Resiliência é isso:
ter sido partido e ainda ser inteiro.
É olhar pra trás com coragem
e dizer: “Eu cresci primeiro.”
E se vier outra decepção,
que venha… já aprendi:
Não me perco por quem vai,
me reencontro em mim — e prossegui.
"O amor é como um
pássaro, por suas asas.
As vezes voa pra la, voa
pra cá, e depois volta
pra casa."
Dê-me um espaço para ensinar e alunos prontos à aprender.
Que lhes darei asas para voar!
Prof. Leobrabo
QUANDO O VENTO MATAVA A FOME A ALGUNS POETAS
Agreste vento do meu viver
Arrasta-me nas tuas asas contigo,
Seja por amor ou maior castigo,
Sou aquela besta de um ser
Que nunca quiseste ser comigo.
Credor sou da má sorte de bicho
Devedor és tu de falsas esperanças
Mortas à nascença como crianças
Abandonados fetos em sacos de lixo.
(Carlos De Castro, in Rio da Cerezelha, 28-06-2022)
ASAS DE APARIÇÃO
Roçavam no meu rosto cansado e pálido,
Penugens de ricos sentados em cadeirais
De ceias opíparas imitando as dos cardeais;
Não sei se ainda vivos ou balofos imortais,
Só sei que as penas das asas eram ao cálido.
Talvez mais ao negro e profundo esquálido,
Não do magro, quiçá mesmo ao imundo sujo,
Deste mundo chanfrado de efeito obtuso.
Por tal e demais conformes eu me escuso
A viver por muito mais tempo de uso
Neste planeta perneta por demais confuso,
Em que me dão a comer pão em desuso
Por algum castigo ou má-fé eu acrescento
Na esperança do direito pleno do julgamento.
Nunca palavras inúteis eu por saber esbanjo…
Se as asas não eram de aparição, então
Seriam por remédio ou alguma suposição
As asas aladas de um hipotético anjo!?...
(Carlos De Castro, in Há um Livro Por Escrever, em 12-09-2023)
PENAS MINHAS
Levem-me ao firmamento infindo
Ó asas penas das penas minhas,
Façam-me voar pelas alminhas,
Aliviem a dor que vou carpindo.
Eu queria ver lá dos altos siderais
Loucas multidões cantando e rindo
No mundo louco e atroz, curtindo,
A miséria e sina de alguns mortais.
Ó negro penar neste tribunal penal,
Ó asas paradas da minha existência
Penante, demais penada, infernal.
Não me elevais agora aos céus?
Também não preciso, paciência:
Um dia eu voarei livre até Deus.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever em 11-01-2024)
Às vezes você não evolui pois há “pessoas importantes” podando tuas asas.
Não é só sobre fazer o que é importante, é preciso também se desfazer dos falsos cuidadores.
Escrita para viver.
Voar não é conquistar todos os céus. Voar é não ter asas e conseguir sobrevoar o ninho da realidade.
As asas se torna apenas um acessório, para quem quer fazer o bem. Não é sobre ser um anjo, mas agir como tal na vida de alguém!
