As Pessoas Sao como Ondas

Cerca de 287809 frases e pensamentos: As Pessoas Sao como Ondas

⁠Linda
Linda
Linda…
Repito como quem tenta convencer alguém
de algo que ele insiste que sabe.


Linda por dentro,
linda por fora,
mas o olhar de fora é raso, é curto, é superficial,
e fica ali - como se fosse tudo.


E ela sorri, agradece,
como quem aceita um elogio que não merece.
Pois não é nem metade do que ela é.
Porque por trás da casca elogiada
existe uma menina silenciosa,
carregando dúvidas que ninguém vê.


Uma menina que não se enxerga,
que se mede por espelhos distorcidos,
que acredita mais nas ausências
do que nas presenças que a cercam.


Linda…
mas não dessa beleza que passa,
que se desgasta com o tempo
ou se perde com atitudes.


Linda de essência,
de pensamento,
de palavras,
de uma risada que contagia o ambiente.


Linda na forma de ouvir,
na forma de entender,
na forma de existir sem precisar provar nada - mesmo achando que precisa.


Linda personalidade,
que melhora ambientes sem perceber.
Linda voz,
que carrega uma paz que ela mesma não escuta.


Linda…
e eu repito,
não por falta de palavra,
mas por falta de algo que a enxergue inteira.


Porque eu a vejo
como ela não consegue se ver.


Vejo a inteligência escondida nos detalhes,
o humor leve que salva dias ruins,
a presença que faz falta
mesmo quando ela acha que é só mais uma.


Vejo alguém raro,
de verdade,
daqueles que não se encontram fácil
e que o tempo deveria ensinar a valorizar.


Mas ela…
ela insiste em reduzir tudo
a um único reflexo.


Ela aceita ser “linda”
como se fosse muito,
como se fosse tudo,
como se fosse só isso.


E isso…
isso é o que mais dói.


Porque ser linda, pra ela,
virou limite —
quando na verdade
era só o começo de tudo que ela é.

Como seria bom se os problemas se esvaziassem nos copos de bebidas, mas o problema é que sempre voltam a ficar cheios.

A Analogia do Tecelão e a Tapeçaria:


​Imagine a história da humanidade como uma imensa tapeçaria. O passado forneceu os fios de ferro do patriarcado rígidos, pesados e impostos.


O presente é o momento em que as mãos femininas, antes forçadas apenas a fiar, agora decidiram redesenhar o padrão.


O futuro é o tecido que ainda não existe, mas cuja suavidade e resistência dependem da coragem de quem corta os nós do preconceito hoje.

Minha vida sempre foi disfarce, nunca foi como queria, sempre achei que poderia ser amada, mas isso pelo visto nunca vai acontecer.

A paixão é como o primeiro gole da erva: queima, assusta e desperta. O amor, no entanto, é a cuia que se mantém quente durante todo o inverno da vida.

Hoje me sinto vazio como um copo sem água

Tem algo de silencioso nessa sensação, como se as emoções estivessem atrás de um vidro. Você vê que elas existem, mas o toque não chega.

“Tudo irá comigo um dia para o túmulo, assim como os sonhos.”

“O problema nunca fui eu. Como eu não pude perceber isso? Eu só pedia a sua ajuda… eu precisava de você, mesmo estando longe.”

Não use ninguém como muleta emocional pra se sentir vivo
reconstrua-se sozinho,
mesmo que devagar,
mesmo que as mãos tremam
e o silêncio doa.

Historia, não drama

Minha ansiedade me acompanha
como um ruído constante,
um alerta que nunca desliga,
e junto dela
o medo de exagerar,
de sentir demais,
de parecer dramática
por simplesmente sentir.

Ela nasceu cedo.
Entre olhares atentos demais,
expectativas grandes demais,
e a sensação de que sentir
era sempre exagero.

Cresci ouvindo
que tinha tudo.
Casa, cuidado, conforto,
um berço chamado de ouro
— como se isso anulasse
qualquer vazio que coubesse em mim.

Quando doía,
não era dor:
era drama.
Quando eu reclamava,
era vitimismo.
Aprendi cedo
a engolir sentimentos
antes que alguém dissesse
que eu estava exagerando.

Meus irmãos gritavam mais alto,
quebravam mais coisas,
ocupavam mais espaço.
O do meio, o mais difícil,
recebeu colo em excesso,
atenção dobrada,
como se o amor fosse um prêmio
para quem dá mais trabalho.

E eu?
Fiquei quieta.
Aprendi a merecer afeto
sendo fácil.
Sendo compreensível.
Sendo grata.
Mesmo quando algo em mim
pedia socorro —
em silêncio.

Hoje, no amor,
minha ansiedade aparece
com cuidado demais,
palavras medidas,
e o medo constante
de ser intensa demais.

Não é ciúme,
é receio.
Não é cobrança,
é medo de perder.

Carrego um receio silencioso
de depender,
porque no fundo
ainda busco validação
como quem pede permissão
para existir
sem pedir desculpas.

Já disse a ele
sobre meu medo de abandono.
Não nasceu agora.
Veio de casa.
Veio das vezes em que fui ouvida
só quando não incomodava.

Tenho amor,
mas também tenho feridas.
Tenho entrega,
mas carrego alertas.
Não sei sempre explicar
nem organizar o que sinto,
e ainda assim
sinto —
mesmo com medo
de parecer dramática.

Não quero amar por carência.
Não quero ficar por medo.
Quero escolher.
Inteira.
Mesmo ainda aprendendo
a confiar
que meus sentimentos
não são exagero,
são história.

Estar só é como beber o mate lavado: falta o amargor que dá sentido, sobra o vazio que a água não preenche.

"Compreendo o sujeito como um processo consciente que emerge do corpo e da mente, capaz de observar, regular e atribuir sentido às próprias experiências, sem estar totalmente determinado por elas."

⁠No cajado da sabedoria, o entender 'e raso, o compreender; profundo. Tal como a relva que alimenta as ovelhas, mas o ruminar, acaba por sacia-las.

“Não tenha medo de falhar,
veja cada erro
como um passo em direção
ao sucesso."

"Meu coração
te reconheceu...
como lar."

“Quem aprende a se valorizar ensina o mundo como deve ser tratado.”

"Me trate como opção, viro lembrança."

As máscaras que caem de um viram a real face do outro, tome cuidado como age.

- Espelhos de Carne

⁠A filosofia vê a caverna como conceito de escuridão e ignorância, luz e conhecimento.
A teologia vê a caverna como sinônimo de fraqueza e medo. Ausência de Deus.
Ao meu ver, ambas dizem a mesma coisa, com roupagem diferente.