As Pessoas Sao como Ondas

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Nossos cálculos mais perigosos são aqueles que chamamos de ilusões.

Tem dias que tudo está em paz e agora os dias são iguais.

Palavras são bonitas para quem acredita. Atitudes são importantes para quem observa.

São as palavras e as fórmulas, mais do que a razão, que criam a maioria de nossos julgamentos.

A consciência e a covardia são, na realidade, a mesma coisa. A consciência nada mais é que a firma dessa razão social. E isso é tudo

São tudo pequenas coisas e tudo deve passar.

(...) porque são os atos e não as palavras que podem salvar.

Os conceitos e princípios fundamentais da ciência são invenções livres do espírito humano.

Criaturas são belas, mas todas perderam a razão, exceto uma. Só o curinga do jogo não se deixa iludir.

Mulheres são habilidosas em desdenhar
daquilo que mais ardentemente desejam.

Meus dias são um só clímax: vivo à beira.

Clarice Lispector
Água viva. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.

São as minhas confissões, e, se nelas nada digo é que nada tenho que dizer.

A experiência do ser
“As ações são as portas e as janelas do ser. E a experiência de nossa existência não é possível sem alguma experiência do saber ou alguma experiência da experiência.”

Quando reparo no comportamento das garotas, me pergunto: “Elas são muito atiradas, ou eu é que sou tapada demais?”.

Pode não parecer, mas mudar e amadurecer são duas coisas bastante diferentes.

Pode ser que eu não tenha tantas histórias assim, mas as que eu tenho, são as melhores e em momento algum eu vou ter vergonha de contá-las.

Palavras são erros
E os erros são seus
Não quero lembrar
Que eu erro também...

Não me vanglorio de ter amado. Sei, sei demais quão pouco duráveis são as emoções, por mais que vivas que sejam ou que tenham sido, para pretender obter de seres perecíveis e inexoravelmente compromissados com a morte um sentimento que se pretende imortal. Tudo que nos comove no outro não lhe é dado senão pela vida. A alma envelhece como a carne e é, mesmo para os melhores de nós, apenas o desabrochar de uma estação, um milagre efêmero como a própria mocidade.

Eu vejo idosos em pensões, em supermercados
e eles são magros, e eles são orgulhosos, e eles estão morrendo
eles estão famintos e eles não dizem nada
tempos atrás, entre outras mentiras
eles foram ensinados de que o silêncio era bravura
agora, depois de trabalhar a vida toda,
a inflação os aprisionaram
eles olham em volta
roubam um uva
mastigam-na
finalmente, fazem um pequena compra, o dia valeu a pena.
outra mentira que lhes foi ensinada:
não roubarás
Eles preferem a fome à roubar
(uma uva não os salvará)
e em quartos minúsculos, enquanto leêm anuncios de mercado
eles sentirão fome
eles vão morrer sem fazer barulho,
retirados de seus albergues
por jovens garotos loiros de cabelos compridos
que vão deslizar para dentro
e se afastarão do meio fio
estes garotos,
olhos bonitos,
pensando em Vegas e bucetas e vitória
é a ordem das coisas:
cada um sente o gosto de mel,
depois o da faca.

Os dias são outonos: choram...choram...
Há crisântemos roxos que descoram...
Há murmúrios dolentes de segredos...
Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!
E ele é, o meu amor, pelos espaços,
Fumo leve que foge entre os meus dedos!