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As Pessoas Sao como Ondas

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Não são os rebeldes que criam os problemas no mundo, são os problemas do mundo que criam os rebeldes.

Bom dia pra todas as mulheres lindas de bonitas ,sempre pensando que todos os dias são seu,mais hoje é especialmente dedicado a vc ,é vc ai mesmo que chora, que ri ,que cai mais nunca desiste de ser vc mesma parabéns universo femenino.

É fácil virar escravo das ideologias, elas nos fazem crêr que seus dogmas são frutos do nosso próprio pensamento, tornando-nos militantes dos interesses de quem as criou.

Os melhores dias são todos aqueles que tu consegue se levantar da tua cama, tomar teu café da manhã com tua família e consegues sorrir, porque esse sorriso foi o primeiro presente que Deus te deu.

Há coisas na vida que não exigem explicações, porque são silenciosas. E só podem ser explicadas pelo coração.

Existem momentos que são só nossos, em que tudo que queremos é ficar assim; bem q-u-i-e-t-i-n-h-o-s...

O que é saudade?

Saudade é jardim, poesia são flores, veredas na constelação do rascunho do poeta, que borda à revelia da razão cada verso, na tentativa de decifrar o indecifrável

Saudade é um sentimento que muda o semblante das estações, instala uma sintaxe de estrelas e expõe seus vincos com a alquimia dos sonhos.

Saudade e a serena correnteza do rio que soluça na varanda do mar, numa espécie de espetáculo de lembranças e vastas recordações.

Saudade e a chave que destrava a linha divisória dos sentimentos mais patéticos, suave e dilacerante a sublimar a sombra das ausências, e assim dissolver a fragrância errante do necessário amor.

Esta é uma síntese da minha definição de saudade.

"Existem momentos que são únicos, nos marcam de tal modo que jamais serão esquecidos ou apagados...
Um perfume... uma música... conseguem nos transportar no tempo, retornando àquele momento e sentindo aquela mesma sensação... Nostalgia? Eu diria apenas que esse é um presente reservado a quem realmente viveu e vive cada momento, em sua total plenitude."

Palavras inflamam mas são as atitudes que nos humanizam.

Homens são todos iguais, os que se dizem diferentes são os que mentem ainda mais!

Nunca desista dos seus sonhos; fé, coragem e perseverança, são as palavras chaves para que eles sejam alcançados

Eu sei você sabe oque é frustação, são máquinas de fazer vilão eu penso mil tretas vou enlouquecer...

Os sonhos são arrasadores sempre que não se convertem em realidades. Porém, na maioria dos casos, são os sonhos simples os que provocam maior sofrimento, por parecerem tão pessoais, tão razoáveis, tão fáceis de realizar. Aquelas coisas que a pessoa está sempre prestes a tocar, mas nunca suficientemente perto para as possuir, uma situação capaz de destruir a vontade.

Nicholas Sparks
SPARKS, N. Três Semanas com o meu Irmão. Lisboa: Presença, 2004.

Escapismo e conformismo são erros opostos, mas nenhum dos dois é uma opção cristã.

Obstáculos difíceis de serem superados são os que mais demandam tempo, paciência e persistência. Nenhum obstáculo é impossível de ser vencido. É tudo uma questão de força de vontade!

Todas ações são sementes de uma grande plantação,agora nós escolhemos o que colher.

Acho Melville, por exemplo, extraordinário. Agora, Madonna e Michael Jackson são muito burros, limitados, medíocres. É ofensivo dizer que representam a cultura americana.

O amor e o perdão são almas gêmeas.

Os sonhos que para alguns são uma coisa boa mas para outros são meros desesperos.

Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie - nem sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida.

Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as ideias, as imagens, trémulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de ideia bruxuleia, malhado e confuso.

Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa selecta o passo célebre de Vieira sobre o rei Salomão. «Fabricou Salomão um palácio...» E fui lendo, até ao fim, trémulo, confuso: depois rompi em lágrimas, felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das ideias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive, aquele assombro vocálico em que os sons são cores ideais - tudo isso me toldou de instinto como uma grande emoção política. E, disse, chorei: hoje, relembrando, ainda choro. Não é - não - a saudade da infância de que não tenho saudades: é a saudade da emoção daquele momento, a mágoa de não poder já ler pela primeira vez aquela grande certeza sinfónica.

Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.

Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.

Fernando Pessoa
PESSOA, F. Livro do Desassossego por Bernardo Soares. Lisboa: Ática. 1982