As Conclusões a que Cheguei não

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ÚLTIMO TURNO. 2

Cheguei cedo, saí tarde.
Fui sombra no chão da fábrica.
Fui número, fui carga, fui alarde
De um sistema que nunca abriga.

O último turno não tem luz,
Só o som da máquina que não dorme.
O suor que escorre e me conduz
A um fim que nunca se conforma.

Não há aplauso no meu adeus,
Nem lembrança no meu lugar.
Só o vazio que me fez
E outro corpo pra ocupar.

Mas sigo, porque parar é cair.
E cair é deixar de existir.




Jerónimo Cesarina

Não cheguei pronto, mas fui forjado pela disposição. A vida me obrigou atravessar por tempestades, mas aprendi que meu espírito é o mastro mais forte.

Não cheguei a falar de amor, nem prometi nenhum “felizes para sempre”. Mas agi como se amasse. Cuidei, senti saudades, cheguei de surpresa, roubando sorriso. Talvez tenha mesmo faltado algum: — Eu te amo! Mas eu também nem ligo, ainda estou aprendendo sobre o amor.⁠

Primeira textinho de improviso:
Curioso e engraçado...
Quando cheguei aqui e li:
"Esta coleção não tem pensamentos." e pensei em mim como alguém que colecionava pensamentos quando na verdade precisaria esvaziar a mente.

“Monólogo do Inescolhido - Ato III”


Cheguei ao ponto em que não peço mais.
Não há súplica, não há oração, não há sequer o gesto de estender a mão.
Eu entendi, ninguém vem.
E essa ausência não é acidente, é destino.
Há algo de terrivelmente claro nisso, o amor é um banquete e eu nunca tive assento à mesa.
Passei a vida à porta, ouvindo risos, sentindo o cheiro do pão quente, mas sem jamais ser chamado a entrar.
No começo, eu batia.
Depois, esperei.
Agora, apenas caminho em círculos, acostumado ao frio que sempre coube a mim.
E não é que a solidão seja inimiga, não mais.
Ela se fez carne da minha carne, me moldou os ossos, me ensinou a calar.
Eu sou feito dela e ela de mim.
Não nos suportamos, mas não nos largamos.
O amor?
Talvez exista, mas não para todos.
Talvez seja como a luz do sol, que aquece o mundo, mas deixa algumas frestas eternamente na sombra.
Eu sou uma dessas frestas.
E não há tragédia nisso, apenas constatação.
Estou cansado, sim.
Mas já não é o cansaço da espera.
É o cansaço de quem aprendeu a andar descalço sobre pedras e já não sente dor nos pés.
A dor virou hábito, a falta virou pele.
Se algum dia alguém me escolher, não saberei mais o que fazer.
Meu corpo, acostumado ao vazio, talvez não reconheça o toque. Talvez até recuse.
E assim termino... Não como quem implora, mas como quem aceita sua condição.
Não sou escolhido.
Nunca fui, nunca serei.
E isso, por mais cruel que seja, é também a minha forma de existir.

Hj refletindo sobre minha vida cheguei a conclusãoque
"As minhas deliberações, forjadas ao longo do caminho, culminaram em um abismo de desilusão, fruto das minhas próprias escolhas. Mas foi nesse precipício que Deus, em sua infinita sabedoria, permitiu que eu me despedaçasse, para que, das ruínas, eu pudesse erguer-me novamente, reconstruído e renovado.
A queda foi um convite à reflexão, um chamado à introspecção e ao autoconhecimento. E é na quietude do silêncio que encontramos a sabedoria para trilhar novos caminhos, forjar novas amizades e cultivar um novo modo de pensar.
A vida é um ciclo de morte e renascimento, e é nas cinzas do passado que encontramos a semente do futuro. Que eu possa, pois, erguer-me das ruínas, com a sabedoria dos que aprenderam com os erros e a humildade dos que foram reconstruídos pelo amor divino."
E quero agradecer a vcs 3 por fazerem parte desta minha reflexão pois sem o caráter, bondade, sabedoria e luz ainda estaria na escuridão com grande apreço agradeço a tio mal , Liz e Alex! Obrigado por fazerem parte da minha vida!!
Pianco

Me atrasei. Cheguei tarde demais para o beijo, não consegui a pole position para o seu bem querer. Mesmo estando lá quase todo o tempo, foi minha ausência quem você fez valer. E permanecemos sós, mesmo ao alcance de perdoar.

Já vou

Já fui..o que nunca fui..
Me doei..empenhei..chorei
Alimentei -me de esperança
Cheguei perto..onde não se alcança
A vida não sorri igual
Fiquei longe..e sempre fiz o bem..nunca usei o mal
Afinal...a luta está no final..
Onde muitos nunca se esforçaram...e ganharam..muito mais ou igual .
Sei que a dor..vai passar..
Sei que as cores vão voltar..
A pintura da razão..vai.me alegrar
Porque quem nunca acreditou
Ficou parado..e não se salvou..


António José Ferreira

🌼🍀🌹❤️🌻🙋🙋🙋🌻❤️🌹🍀🌼

Eu cheguei numa fase que eu tenho preguiça de contar o meu lado da história.

⁠Cheguei à fase da serena desistência,
De explicar-me em vão, de buscar aceitância.
Deixo aos outros a trama da minha história,
Pois sou além do que enxergam em minha glória.

Que pensem o que quiserem, que julguem à vontade,
Minha essência resplandece além da superficialidade.
Quero é que todos sigam seu próprio destino,
Enquanto trilho meu caminho, sem me deter no desatino.

Nada me é dado, mas tudo é conquistado,
Com suor, lágrimas e cada passo ousado.
Sou autor da minha saga, protagonista do meu enredo,
E na calma da aceitação, encontro meu maior segredo.

⁠"Cheguei em conclusão"


Que viver apenas o amor próprio! é se afogar em solidão.


compartilhar o amor a dois é a única forma de ser feliz.

Cheguei ao fundo do poço,
pensando ser o fim,
onde tudo parecia condenado,
sem cor, sem rumo, sem fim.


Foi então que desenharam palavras,
mas palavras enganam
quem não tem exemplo,
quem segue qualquer vento, qualquer chama.


O fundo do poço não destrói,
não paralisa, nem cala.
Quem o conhece de verdade,
renasce com nova alma.


Porque o fundo do poço,
não é morte nem prisão,
é chão firme de recomeço,
onde se ergue o coração.

"Uau... Adivinhem quem cheguei? Acertou quem disse, pensou ou desejou que fosse Eu ou Mim, oTímido. Bom Dia Geral. Beijos no Pâncreas e/ou no Duodeno, a escolher. Não tem quem mande 'Beijo no Coração'? Pois então!"
Texto Meu 0851, Criado em 2017


USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Eu cheguei a pensar tanto por você que quase esqueci de mim.
Perdi-me em mapas de desejo, tracei rotas onde só havia silêncio,
fiz do teu nome um refrão que batia no peito como maré.
Um sentimento louco, desbravado, sem porto nem retorno,
criou jardins onde não havia promessa, acendeu faróis em noites vazias.
A cada passo eu inventava um abrigo, mesmo sabendo que o vento não trazia teu cheiro.
Afinal você não ofereceu nada, e ainda assim me dei inteiro,
como quem planta flores na beira do abismo esperando que cresçam.
Doei-me em versos, em esperas, em pequenas rendições ao teu olhar ausente.
Mas há força no que sobra quando o tempo não chega:
aprendi a colher a minha própria luz, a regar o que pulsa dentro de mim.
Transformei saudade em coragem, silêncio em canção, ausência em caminho.
Hoje guardo o que fui por você como um livro que me ensinou a ler,
e não mais como prisão. O amor que me fez esquecer-me virou lição e ternura.
Com a doçura de quem sabe que merece ser verdadeiro.
Tem caminho que não volta, vai encontrar alguém que se escolheu primeiro,
um coração que ama sem se perder, que oferece afeto sem se anular.
Seguirei amando-me, doce e forte, com a paz de quem se reencontrou.

Sou venezuelano, cheguei no Brasil sem falar português, só com 20 reais, sem conhecer ninguém é trabalhando conquistei carro, casa, apartamento... vítima da sociedade não existe.




- Luis Gonzalez Angelino

Cheguei à fase em que só quero comigo gente que saiba sofrer sem sofrer. Quero espécimes que não morram nos tempos de sonhar... E que além disto, não tenham vício de chegar somente nos pontos de arremate, assim que o resto já foi feito.
Não quero, enfim, aquela espécie de gente que dorme na hora de viver, porque hoje, busco a certeza de conviver com pessoas... jamais com sombras, vultos, muito menos fantasmas ou zumbis... Aqueles que já cumpriram seus dias de nem se sabe o quê.
Posso resumir meu querer ao desejo de me sentir no mundo... e o mundo, meus caros, é um lugar de gente viva... Não de quem esqueceu de se decompor, pois na verdade vive morto.

Hoje refletindo sobre a minha pessoa, cheguei a conclusão de que não posso esperar nada de ninguém, pois muitos incrédulos do que uma pessoa do bem pode fazer pelo outro a cada dia aumenta mais. Assim como fico chateada por não me entenderem, eu também tenho que entender que muitos estão tão doídos por dentro que não conseguem mais distinguir quem é do bem ou do mal. Então,somos no total 7,2 bilhões de pessoas diferentes no mundo, e aquela pessoa que você jura ser cínico pode estar sendo realmente verdadeiro. Cuidado com comparações, você pode estar condenando alguém que talvez seja o único que te diz o que precisa ser dito, mas por não ser o que tu quer ouvir, você acaba cometendo uma injustiça e o universo mais cedo ou mais tarde te cobrará por isso!!!

Não estou me vitimizando.
Vitimar-se não me cabe — eu não preciso disso.
Cheguei até aqui sozinha,
e se for preciso, sigo sozinha.
Achismo é achar.
Ver é enxergar.
E eu enxergo.
Graças a Deus, eu tenho um Deus que me protege,
que não permite que ninguém me use por muito tempo,
nem como escada, nem como prazer,
nem como fuga das próprias carências.
Da vida, eu só quero uma coisa:
ser melhor do que fui ontem.
E não permitir que ninguém me coloque
numa prisão emocional
onde eu precise pedir permissão pra ser quem sou.
Meu passado eu devo a mim —
às escolhas que enfrentei,
às dores que superei.
E o meu futuro também depende de mim,
da coragem de continuar,
do amor-próprio que aprendi a construir.
E sobre isso, eu sei:
quem se conhece, se protege.
Quem se respeita, não aceita migalhas.
E quem anda com Deus
não se perde em caminhos que não levam à paz.

⁠Cheguei a conclusão que o dinheiro compra amor, mas, naquelas pessoas que são ambiciosas, avarentas que se vendem e se entregam na luxúria e lascivia em troca de bem estar financeiro e conforto. Não deixa de ser uma prostituição passiva.

Eu não comecei pela filosofia.
Eu cheguei nela por insistência.
Insistência em entender por que certas ideias organizam o mundo e, ao mesmo tempo, machucam as pessoas. Insistência em perceber que nem todo conhecimento liberta — alguns apenas sofisticam a violência. Insistência em não aceitar respostas prontas, principalmente quando elas vêm embrulhadas em moral, salvação ou promessa.
Quando olho para trás, vejo um caminho estranho, não linear, mas coerente.
Começa com Sócrates.
Ele diz que nada sabe, mas inaugura um tipo de saber que desautoriza todos os outros. Tudo passa a ter que ser explicado pela razão. O mito vira erro. O sofrimento vira falha de compreensão. A vida passa a precisar fazer sentido para ser aceitável. Ali, algo se perde: o simbólico, o trágico, o que não se resolve.
Platão organiza esse erro. Cria um outro mundo, perfeito, verdadeiro, e rebaixa este aqui a rascunho. O corpo vira suspeito. A vida concreta vira insuficiente. A salvação é sempre fora, depois, acima. A singularidade já não importa tanto quanto a ideia.
Quando chego a Nietzsche, algo finalmente quebra. Ele não quer consertar o mundo, não quer substituir um Deus por outro, não quer fundar um novo ideal. Ele apenas desmonta a mentira e vai embora. Não promete nada. Não consola. Diz, em essência: a vida é isso — e agora aguenta. É duro, mas é honesto. E pela primeira vez não me sinto sendo conduzida.
Marx aparece com uma denúncia importante: a desigualdade, a exploração, o sofrimento material. Mas comete, para mim, o mesmo erro de Sócrates. Acredita demais na própria teoria. Acha que descobriu a causa última e que, a partir disso, o mundo pode ser reorganizado. Troca Deus por História, fé por sistema, salvação por revolução. Quando essa filosofia sai da estante e vira prática, vira também morte, imposição, gente reduzida a meio. Talvez o erro não tenha sido pensar — mas aplicar como verdade final.
Depois vem Foucault. Ele explica com precisão como funcionam os dispositivos de poder, os ambientes de privação de liberdade, a autoridade travestida de cuidado. A obra é brilhante. Mas algo me incomoda profundamente: ele ganha status falando sobre o cárcere, enquanto quem viveu o cárcere permanece invisível. Pior — o sistema aprende a linguagem da crítica, se apropria dela, e continua violentando de forma mais sofisticada, mais limpa, mais aceitável. A tortura não acaba. Ela se educa.
É aí que algo se esclarece para mim:
o conhecimento não é neutro.
Ele pode abrir horizontes, sim — mas também pode reforçar estruturas injustas, legitimar desigualdades e camuflar violência.
Eu sei disso não por teoria.
Eu sei disso no corpo.
Privação de liberdade não é conceito.
É porta fechando.
É decisão retirada.
É palavra desautorizada “para o seu bem”.
É cuidado que dói.
É tortura institucional que depois ganha nome bonito.
Quando alguém que nunca viveu isso fala com autoridade, é celebrado.
Quando quem viveu tenta falar, é silenciado, patologizado, desacreditado.
Isso me ensinou algo fundamental: há saberes que não cabem na teoria. Há verdades que não se transformam em conceito sem perda. E há experiências que, quando viram objeto de estudo, já foram traídas.
A tragédia grega me ajudou a entender isso melhor do que qualquer sistema filosófico posterior. Na tragédia, o sofrimento não tem moral da história. Não há redenção. Não há aprendizado edificante. Em Édipo Rei, tudo acontece, o horror se revela, e nada melhora. Ainda assim, há catarse. Não porque a dor é resolvida, mas porque ela deixa de ser solitária. O sofrimento não vira culpa individual. Ele vira condição humana compartilhada.
A tragédia não diz que a vida vale a pena.
Ela diz que a vida não precisa valer a pena para existir.
E isso, estranhamente, alivia.
No fim desse percurso, eu não virei filósofa acadêmica, nem teóloga, nem militante de nenhuma verdade. Eu virei alguém com anticorpos. Anticorpos contra mentira elegante, contra promessa de salvação, contra sistemas que dizem saber demais sobre a vida dos outros.
Eu pensei o dia inteiro. Questionei Sócrates, Platão, Nietzsche, Marx, Foucault. Atravessei filosofia, cristianismo, tragédia, poder, sofrimento. Meus neurônios pediram demissão. Ficaram só dois — Tico e Teco — repetindo: aguenta.
E valeu a pena.
Não porque encontrei respostas, mas porque alcancei clareza. Uma clareza sem conforto, sem missão, sem necessidade de contar para ninguém. Porque nem toda descoberta quer plateia. Algumas só reorganizam silenciosamente a forma como a gente vive, lê, escuta e não se deixa enganar.
Eu não vou sair por aí explicando isso.
Não por medo.
Por discernimento.
Nem todo mundo quer atravessar esse tipo de pensamento. E tudo bem. Eu atravessei. Isso basta.


Monalisa Ogliari

ENTÃO, NADA DO QUE EU FUI CONTOU?

Eu não fiz promessa.
Fiz presença.

Cheguei sem alarde, sentei no chão da dor alheia, ouvi histórias repetidas
como quem respeita feridas abertas.

Eu estendi a mão sem contrato, sem registro, sem a necessidade de ser lembrada.

Mas há quem confunda apoio com obrigação invisível. Há quem só reconheça o vazio porque o vazio combina com a própria identidade.

Eu fui ponte, e ainda assim disseram
que não havia caminho.

Talvez porque atravessar
exigisse responsabilidade.

Não me dói mais não ser citada.
Dói perceber que algumas pessoas
precisam apagar o amor recebido
para continuar chamando de injustiça
a própria escolha de não mudar.

Hoje eu recolho minha presença.
Não como castigo, mas como cuidado.

Quem transforma companhia em nada
não perdeu alguém, perdeu a chance
de se tornar maior do que a própria dor.