As Atitudes Ficam para quem as Pratica
Quem pratica o mal carrega em si o medo daquilo que pode limitar o seu poder de destruição. Pois, todo o mal sabe, ainda que silenciosamente, que existe algo capaz de o conter. Reconhecer esse limite é, por vezes, o único caminho para desarmar os desígnios da maldade. Furucuto, 2026
"É triste assistir a má vontade para a prática do bem e
assistir a boa vontade para a prática do mau."
"A prática do silêncio é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento humano, promovendo o fortalecimento mental e o equilíbrio emocional."
Criar algo, de dentro pra sair pra fora,
Você fabrica uma ideia
e põe em prática
imagina, tenta,
e faz, até se concretizar.
Fica claro, você tem certeza...
A imaginação, é uma das coisas mais belas do ser humano.
É conquistar um objetivo, um sonho,.
Você pode realizar qualquer sonho.
Incrível, você pode ver
com olhos abertos os olhos fechados, e sentindo o brilho do sol..
as estrelas, mas se ela não estiver lá... você pode ver com os olhos da alma.!
É por isso que as coisas imaginárias são mais fáceis de ver do que as reais.!
Imagine, acredite, sonhe,
conquiste, e realize.
...
Sonia Solande da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
NA SEARA DO AMOR:
O DISCÍPULO É RECONHECIDO PELO QUE SENTE E PRATICA.
Marcelo Caetano Monteiro.
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”
— Jesus, João 13:35, Bíblia de Jerusalém
Introdução:
A marca do verdadeiro trabalhador do Cristo.
Jesus, em sua sublime pedagogia moral, legou à Humanidade não apenas um código de virtudes, mas o sinal distintivo de seus verdadeiros seguidores: o amor fraterno vivido com autenticidade. A frase “Os meus discípulos serão reconhecidos por muito se amarem” é uma síntese interpretativa fiel do Evangelho segundo João 13:35. Esse ensinamento ecoa na Doutrina Espírita como pilar da regeneração do homem de si para as sociedades universais.
Com Jesus e Kardec aprendemos amor como Identidade Espiritual.
No Espiritismo, o tema do amor como reconhecimento do discípulo fiel é central.Em O Evangelho segundo o Espiritismo, especialmente:
Capítulo XI – Amar o próximo como a si mesmo,
Item 4: “Fora da caridade não há salvação”, reafirmando que o amor ao próximo é o verdadeiro sinal da elevação moral.
Item 13: Os Espíritos nos dizem que “o amor resume a doutrina de Jesus inteira, porque esse é o sentimento por excelência.”
Em O Livro dos Espíritos, encontramos o fundamento dessa moral elevada:
Questão 886: Quando Kardec pergunta qual o verdadeiro sentido da caridade, os Espíritos respondem: “Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”
O Evangelho segundo o Espiritismo:
Capítulo XVII - Sede perfeito.Os bons espíritas “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações."
A frase retoma a mesma ideia do Cristo: é pela conduta amorosa diária, nos esforços empreendidos com o real desejo de se melhorar que se reconhece o discípulo.
Na Revista Espírita, edição de julho de 1865, há um texto de Allan Kardec intitulado O egoísmo e o orgulho – causas do sofrimento, no qual ele ressalta:
“Enquanto o homem não colocar o amor ao próximo acima de suas vaidades e interesses mesquinhos, não poderá dizer que segue a Cristo.”
Léon Denis: A Dinâmica do Amor no Coração do Trabalhador.
Em O Problema do Ser, do Destino e da Dor, Léon Denis aprofunda o ideal cristão sob a luz da razão:
Capítulo XX – O Dever, ele escreve:
“O amor é a força suprema que rege os mundos; o dever é a aplicação do amor. Quem ama,serve. Quem serve, realiza o bem.”
Em O Grande Enigma, no Capítulo XVI – O Culto do Belo, Denis aponta:
“O verdadeiro discípulo do Cristo é aquele que faz da sua vida um apostolado silencioso,irradiando a luz do bem por onde passa.”
Joana de Ângelis: A Psicologia do Amor como Alimento da Alma.
Na obra Vida Feliz (Divaldo Franco – Espírito Joana de Ângelis):
Mensagem 45:
“Ama sempre,mesmo quando não sejas correspondido,porque o amor é fonte que desata correntes e dissolve as algemas do sofrimento.”
Em Jesus e Atualidade, capítulo 1 – Discípulos de Jesus:
“O discípulo real do Mestre é o que ama sem impor,serve sem exigir,permanece quando todos partem,e se sacrifica em nome do bem.”
Joana nos apresenta o amor não como emoção instável,mas como decisão de doação contínua, que é o verdadeiro critério de reconhecimento espiritual.
Raul Teixeira: O Trabalhador da Seara de Coração Humilde.
No livro Na Seara do Mestre (Espírito Camilo – psicografia de Raul Teixeira):
Capítulo "Discípulos de Ontem, Servidores de Hoje",encontramos:
“Jesus não busca especialistas em letras, mas corações dóceis e voluntários.O sinal é o amor:quem ama,não cansa de servir.”
Raul reforça o caráter prático do amor no cotidiano das casas espíritas, no acolhimento, no passe, na escuta fraterna formas pelas quais o discípulo se revela.
Aplicações na Seara: O Amor como Ação
A seara de Jesus não é feita de teorias, mas de mãos estendidas,gestos anônimos e sacrifícios discretos.Os trabalhadores espíritas são convidados a ser reconhecidos pelo que sentem,mas principalmente pelo que praticam em silêncio,com doçura,renúncia e espírito de cooperação.
Quem se oferece ao serviço na Seara do Cristo deve trazer no coração a sua insígnia: a bondade ativa.
*Conclusão Consoladora.
O verdadeiro discípulo não é o que fala mais,nem o que se destaca aos olhos do mundo,mas aquele que ama discretamente,que perdoa com sinceridade,e que serve mesmo quando incompreendido.
Lembremos as palavras do Mestre:
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.”
(João 13:35)
Que cada gesto nosso,cada palavra e cada renúncia seja como uma pétala de luz ofertada ao Cristo,para que a seara floresça onde houver espinhos.
“Na obra do bem,não importa o tamanho da tua missão,mas que tenhamos a nossa no cerne íntimo imantado ao tamanho do nosso amor.”
Referências:
Bíblia de Jerusalém – João 13:35
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI, itens 4 e 13.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, questões 886 e 917.
KARDEC, Allan. Revista Espírita, julho de 1865, artigo O egoísmo e o orgulho – causas do sofrimento.
DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor, cap. XX – O Dever.
DENIS, Léon. O Grande Enigma, cap. XVI – O Culto do Belo.
JOANA DE ÂNGELIS. Jesus e Atualidade, cap. 1.
JOANA DE ÂNGELIS. Vida Feliz, mensagem 45.
CAMILO (espírito), psicografia de Raul Teixeira. Na Seara do Mestre, cap. “Discípulos de Ontem, Servidores de Hoje”.
Percorro, deliberadamente, os caminhos que me conduzem à felicidade, sustentado pela prática cotidiana das virtudes que escolhi cultivar.
A fé que carrego é prática, não espetáculo, ela traduz-se em levantar e refazer, é ação silenciosa e persistente.
A disciplina foi o músculo que treinei, quando nem eu acreditava, a prática falou, agora o corpo do ofício é robusto.
A coragem que guardo é prática diária, não espero grandes provas, faço as pequenas, elas somam uma vida inteira de bravura.
Meus limites foram redesenhados pela prática, hoje sei até onde posso rasgar sem perder a trama, a ousadia ganhou contorno seguro.
A fé é idioma de quem espera em silêncio, aprender a calar é ouvir o divino, quem pratica esse idioma ouve caminhos, esperar em paz é conversa com o além.
A sua vida é um testemunho: o amor que você pratica é a única evidência que será considerada no final.
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