Arrancar do meu Peito
"Nunca perca a sua fé, ela é o seu coração fora do peito, seu cérebro fora da cabeça, seus pulmões fora do corpo, seus olhos que te fazem enxergar"
Eu já procurei um amor-perfeito encontrei um vazio frio no peito.
Já quis uma felicidade percebi que e raridade.
Não queria esta, sozinho com uma taça e meia de vinho.
Querê e um pensamento. Que vagar no tempo
envolve tristeza esperança e sentimento,
envolve-te por pouco ou muito tempo ate cai no esquecimento.
O Ciclo da Cura
A alma se quebra em grãos de areia,
E o peito, no escuro, tateia e anseia.
Dói? Sim. Mas o tempo não aceita pular:
É preciso o deserto para a fonte encontrar.
Atravessei as trevas que moravam em mim,
Aprendi que o fim é só o começo do sim.
Cuidar-se é prece, o amor próprio é morada,
Luz que se acende no fim da jornada.
Me refaço, renasço, permito o novo,
Sou o barro, a chama e o próprio renovo.
Pois quando o coração se torna seu próprio lugar,
O universo entrega o que a alma soube esperar.
Não é uma despedida, é só uma hipótese — dessas que a gente pensa baixinho quando o peito lembra que é finito.
Se um dia eu fo, aliás, quando eu for, quero ir sem inventar desculpas. Já pedi perdão demais por ser intenso, por sentir demais, por não caber nos silêncios que esperavam de mim. Cansei de negociar minha essência pra parecer leve.
Não quero ser lembrado por “ter sido bom”, quero ser lembrado por ter sido real. Por ter misturado ternura com acidez, fé com ceticismo, coragem com medo, e mesmo assim, ter seguido. Quero que alguém, em algum momento, perceba que viveu com um pouco mais de coragem depois de cruzar comigo. Isso já me basta. Não deixo herança: deixo faísca. Se ela acender em alguém, sigo vivo.
E se perguntarem o que aprendi, direi: aprendi a me atravessar sem mapa. A perder com dignidade. A me refazer sem plateia. E a amar sem manual — porque o amor, no fim, é o último idioma antes do silêncio.
(Douglas Duarte de Almeida)
Há um ruído antigo em mim — não sei se nasce do peito ou das paredes internas. Um som que pergunta, sem mover a boca, se minha presença é respiro ou incômodo. Não pergunto aos outros; pergunto ao silêncio. E ele sempre responde: depende.
Depende de quê?
Talvez da sombra que ainda carrego — essa que aprendeu a duvidar do que é oferecido com ternura, como se o afeto tivesse validade curta.
E não é por falta de amor; não faltou.
É que, em algum ponto sensível da minha história, aprendi que tudo pode virar silêncio sem aviso. Cresci assim: não desconfiado das pessoas, mas das marés. Meio alerta, meio cético, inteiro faminto do que é seguro.
Há em mim um eco que hesita diante do amor mais evidente — não por falta de provas, mas por excesso de memória. Uma parte minha vigia a porta mesmo quando não há perigo.
E o curioso é que eu sei que sou querido.
Mas há uma porção antiga — leal às dores que sobreviveram — que pergunta: “e se for só gentileza?”
Às vezes imagino que essa dúvida é um animal. Mora em mim. Cheira o amor antes de deixá-lo entrar. Rosna quando alguém chega perto demais — não por recusa, mas por medo de desmanchar.
E a cura?
Talvez seja deixar esse animal cansar.
Permitir que o amor chegue devagar, até o corpo entender que não é ameaça: é colo.
Ou aceitar que essa dúvida é profundidade — alguns de nós amam em camadas, e o afeto precisa atravessar labirintos para chegar ao centro.
E no meu centro existe um lugar que sempre soube que sou amado.
Mas às vezes ele cochila — e o mundo fica estrangeiro.
Basta um olhar verdadeiro para tudo despertar.
E eu lembro, mesmo que por instantes:
não estou sendo tolerado, há morada nos amores que me abraçam.
(“O lugar onde o amor cochila”)
“Forja-me Outra Vez”
Quero voltar…
Ao primeiro amor que queimava no peito,
À chama que ardia sem jeito,
Ao clamor que subia sem medo,
Ao som do Teu vento, perfeito.
Me ensina a buscar como antes,
Com olhos fechados e alma aberta,
Que o pranto volte a ser constante,
Que minha adoração seja liberta.
Faz de mim, de novo, flecha Tua…
Mas não uma qualquer — forjada na fornalha,
Onde tudo começa: no fogo que purifica,
Que não apenas queima,
Mas transforma.
A bigorna me espera.
Sou o metal sem forma,
Toco o martelo do Teu querer,
Cada pancada me molda —
Não para ferir,
Mas para fazer florescer.
Quando penso estar pronto,
Tu me mergulhas na água.
Há vapor…
Há choque…
Mas é vida nova que brota!
Do calor do Espírito à água da Palavra,
Me sela com força e graça.
E ainda assim, não é o fim.
Vem a lima…
A pedra que afia com paciência.
Cada toque tira o que não presta,
Cada traço revela o que resta.
E o fio da minha alma,
Agora cortante e precisa,
Se prepara… não para ferir,
Mas para cumprir a missão.
Pois a flecha precisa recuar,
Antes de avançar.
Precisa confiar,
Antes de voar.
E quando enfim sair do arco da Tua vontade,
Que eu atravesse o impossível,
Ultrapasse a carne,
E alcance o alvo do Teu coração.
"A dor é o mapa que o destino desenha no peito de quem não desiste. Se você souber ler as marcas, verá que cada ferida aponta exatamente para onde você deve seguir."
— Ginho Peralta
O desgosto é uma noite profunda da alma,
uma sombra que pousa silenciosa sobre o peito
como se o mundo perdesse, por instantes, a própria cor.
Mas até a noite mais escura
carrega em si o sussurro de uma aurora.
Assim também é o desgosto:
um véu que desce,
não para sufocar,
mas para revelar o que estava invisível na luz.
Ele chega quando a alma está madura o bastante
para compreender o que ainda não queria aceitar.
E no seu amargor, há um convite secreto:
o de voltar-se para dentro,
onde mora um sagrado que não se abala.
O desgosto dobra o ser humano por fora,
mas desperta, por dentro, aquilo que jamais se dobra:
a centelha divina,
o fio luminoso que liga cada coração ao eterno.
A dor, então, deixa de ser ferida
e se torna passagem.
A queda vira caminho.
O silêncio vira oração.
Porque cada desgosto,
por mais duro ou injusto que pareça,
é também um gesto misterioso da vida
guiando-nos de volta ao essencial —
ao que não depende de ninguém,
ao que não se quebra,
ao que é nosso desde antes
de qualquer tristeza.
E quando o espírito percebe isso,
o desgosto não some,
mas se transforma:
vira sabedoria,
vira força,
vira luz que, lentamente,
começa a brilhar onde antes havia apenas sombra.
Respirar em Silêncio
Quando a ansiedade bate,
não pede licença, invade.
O peito aperta, o tempo falha,
e até o ar parece fugir da sala.
Há dias em que respirar
vira arte de reaprender,
como se o mundo exigisse
um novo jeito de viver.
Inspirar, contar até três,
expirar, deixar ir de vez.
No compasso da respiração,
tento achar minha direção.
O corpo treme, a mente grita,
mas há beleza na luta quieta.
Cada suspiro é resistência,
cada pausa, uma nova crença.
Então respiro, fundo, lento,
abraçando o desalento.
E descubro, entre o caos e o medo,
que há poesia no próprio enredo.
Evans Araújo
LUA EM LÁGRIMAS.
Chorou a lua
Quando soube da minha partida
Uma grande dor,
no peito uma ferida
Caiu lágrimas do céu
Como melodia ao vento
Quando você se foi,
me deixou um grande sofrimento
Chorou a lua...
Por que não vou poder mais voltar
Não viu minha partida
Nem despida pode dar
Pela distância, pelo momento
Me causou dor e sofrimento
Com você, não vou poder mais contar...
Persona.
Em um jaguara bem forrado,
Com uma pequena jóia em seu deitar.
O peito bem forjado, não ofusca seu olhar.
Em um projeto rimoso de poesia satírica,
Morre a verdade.
Verdade oitiva.
Escondendo frases em idioma secreto,
Refém do caderno incerto.
Jóia rara em peito fraco, razão de descaso.
Verdade
Um caso?
Há pessoas que no lugar de um músculo de carne a bombear sangue trazem no peito uma granada a estilhaçar por onde andam resquícios de mágoa e ressentimento.
Deus não habita no estrondo do mundo,
Ele mora na pausa que o peito faz.
É o mestre do tempo.
Que fia o silêncio e borda a paz.
A Sua perfeição não é linha reta,
É o jeito que o rio contorna a pedra.
É a mão invisível, oamor que transborda onde o medo não medra.
DeBrunoParaCarla
Ferir por dentro
Dói acordar com o peito em pedaços.
Dói sorrir quando o coração sangra.
Ninguém vê a batalha escondida,
apenas a máscara que disfarça.
O silêncio engole o grito,
e a alma arde em segredo.
Ser forte não é não sentir,
é continuar de pé,
mesmo sangrando por dentro
Naldha Alves
Doer até o osso
Doer não é só lágrima,
é silêncio que grita.
É acordar com o peito rasgado
e ainda assim vestir coragem.
É morder o próprio choro
para não desmoronar
diante do mundo.
Ninguém vê a noite sem fim,
apenas aplaudem quando
você se levanta.
No fundo, ser forte não é
vitória, é sobreviver
sangrando,
com a alma em carne viva.
Naldha Alves
Dou saltos de alegrias no peito quando te beijo vai de assunto em assunto,
de emoção quando sinto seu calor
como batidas irregulares
de um coração apaixonado.
GOTINHAS DE AMOR 🌈
por Rosana Figueira
Gotinhas de amor caem devagar,
tocam o peito, fazem cuidar.
No olhar da criança, um mundo a brilhar,
e cada gesto simples ensina a amar.
Na escola, no abraço, no jeito de ouvir,
é que a infância aprende e começa a florir.
Porque amor pequenininho, quando cai no coração,
vira rio de ternura…
e acolhe qualquer mão. 💛
Tem dias de sol no peito,
outros de chuva no olhar,
mas por trás de toda nuvem
o céu nunca deixa de estar.
