Arrancar do meu Peito

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Aquieta a saudade
Dentro do peito
Porque se ela fugir
Vai atrás da sua presença...
Ausência que mata!
Os dias sem sentido
As horas que passam
Sem os ponteiros marcarem
E a dor agoniza
Na falta que você faz...
Eita vida difícil!
Morar fora do teu peito
E viver para te amar...

Ouro em teus olhos, breve encanto para um ás de copas no peito, no entanto, oro por mais copas em um elo aberto — num céu que chora ao canto das espadas da figueira.

Por mais ouro que haja na mãe-árvore, será que vale mais que as mil copas do meu naipe? Nada mais será de tanta valia quanto o rei dos ouros das amadas, que, por um breve, quase instante, fez nascer paus na Bem Montanha.

Pirraça! Que alarde da derrota... Nada mais resta em minha mão, senão o fruto da ilusão (de um grande jogo sobre a nação).

Guardo no peito esse amor por você como quem guarda o segredo mais precioso do mundo; um tesouro que só o meu coração sabe cuidar.

Não importa o tempo ou a distância: guardo no peito esse amor por você, vivo e intacto, em cada batida.

O mundo lá fora é barulho, mas aqui dentro, no silêncio do que sinto, guardo no peito esse amor por você como minha única certeza.

Juro que não vou mais chorar,
Embora a dor ainda seja um mar.
Guardo o que foi no peito apertado,
Um amor lindo, hoje, passado.
​Teu nome é um espinho a ferir,
No silêncio que escolhi para seguir.
Mas cada lágrima que agora seco,
É um adeus que à saudade ofereço.
​O palco da vida precisa de sol,
Não desta peça fria, sem farol.
Juro, de novo, que não vou mais ceder,
Vou aprender a ser, sem você.

Há amores que não viram passado, viram poesia guardada no lado esquerdo do peito.

O nó no peito é a prova de que o laço foi inesquecível, mesmo que tenha se partido.

A mente é um mar dentro do peito,
quando o vento das pressas sopra forte, as águas se revoltam, turvas de pensamento, e a verdade se esconde no fundo.


Mas o silêncio tem mãos pacientes.
Ele senta à beira da alma
e espera a tempestade cansar,
até que o caos vire apenas ondas.


Então tudo se aquieta.
E no espelho calmo da mente
as respostas surgem sozinhas,
como estrelas refletidas na água.

SUBMERSA EM MIM


A chuva lá fora transborda o que carrego no peito. Sob o toque das gotas, perco-me em correntes submersas, vendo que, nesse oceano, não há margem para voltar — apenas o agora, profundo e infinito. Um mergulho intenso que só eu sinto.
Lu Lena

ENVERGADURA DA ALMA


Aninho os meus sonhos no peito
e envergo a alma para que se encaixe
neste corpo que, aos poucos, perde
a elasticidade da juventude.


Na penumbra do quarto,
escorrem pensamentos borrados
que pintam vitrais disformes
do tempo.


As pálpebras, levemente cansadas, estendem-se em cortina de voal esvoaçante,
que me levam ao útero materno onde, em posição fetal, adormeço.


Lu Lena / 2026

O amor é oração quando a boca se cala, no peito, o pedido vira ponte e passo, sentir atravessa o desejo e a graça, assim o coração faz igreja silenciosa.

A verdadeira celebração não faz barulho, ela acontece dentro do peito. O reencontro com a própria alma é o mais silencioso e poderoso dos milagres. Deus festeja em silêncio, e o céu se abre no instante em que você se perdoa.

Quando o peito pesa, lembra, até a rocha mais dura guarda fendas onde o broto insiste em nascer.

Levo no peito a chuva passada e o sopro de um verão.

Quando o peito aperta até sufocar, Ele não só vira abrigo, mas sussurra a paz e sincroniza o ritmo da minha respiração.

Quando a vida contrai e sufoca, a fé em Seu amor dilata o peito e me impele, irresistivelmente, a continuar.

O impossível é a montanha que desafia o peito, um grito contra o abismo, a prova crua da coragem que não se rende.

O medo ronda, mas não governa, é sombra frágil diante do peito em chamas, um invasor que nunca tomará morada.

A tragédia íntima nunca é fotografada para a posteridade, aquele momento exato em que o peito se transforma em zona de guerra sísmica, onde o coração não pulsa, mas sim explode em mil estilhaços contra as paredes da carne, é um espetáculo reservado apenas para o sofredor e, talvez, para a entidade maior que nos assiste do alto, as palavras que hoje soam como testemunho de vitória nasceram da gagueira desesperada de quem acreditava ter chegado ao ponto final irreversível, onde o único horizonte visível era o negrume denso da ausência total de saída, um beco escuro com a placa de "Fim da Linha" piscando incessantemente.