Arrancar do meu Peito

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Quem diria?

Quando nos esbarramos, sequer olhei para você. Você não fazia o meu estilo e realmente acho que você nunca fez. Você gostava de música nacional e eu só ouvia Indie Rock. Seus amigos me chamavam de pirralha e você no começo não discordava deles. Você me olhava de longe, disfarçando. Seus amigos me odiavam, mas depois de um tempo isso já não mais acontecia com você. Não mesmo. Quando conversamos pela primeira vez, eu te achei engraçado. Você tinha uma estranha mania de gostar de me fazer rir. E conseguia. Eu tinha visto em você um amigo, você tinha visto em mim um amor. Seus amigos odiaram tudo isso. Mas eu parecia tão frágil. Eu te fazia sentir mais forte e você de alguma maneira gostava disso. Aos poucos eu fui me acostumando com você e você foi se viciando em mim. Você costumava a me chamar de anjo, mas eu nunca soube voar.
Hoje sei que eu fui uma espécie de enigma em sua vida, mas enigmas não foram feitos para serem descobertos e decifrados, foram? Se foram, você não consegiu. Você sempre me cobrou respostas, mas eu nunca consegui atender a seus pedidos e isso acabou com a gente. Tenho certeza que você culpou as mudanças, mas elas não mudaram nada. Eu sempre tive medo do arrependimento, nunca te enganei, apenas deixei as coisas de lado. Mas uma coisa eu aprendi, mesmo que consigamos esquecer alguma coisa, alguma coisa nunca nos esquecerá.
Aos poucos a magia foi acabando, você me culpava por não ser mais a mesma e eu permanecia em silêncio. Talvez esse tenha sido meu único erro. Mas agora é tarde para arrependimentos. Eu não sou a mesma de antes e nem quero mais ser. Você me chamava de egoísta, dizia que eu me julgava perfeita... Mas era mesom você quem sempre errava. Você sabia que nunca encontraria alguém como eu e isso foi o que te prendeu a mim por muito tempo. Não ache que escondeu isso de mim. Dizem que o desprezo e a saudade podem trazer um pouco de nostalgia. Por isso meu bem eu escrevo todos os dias para que você se esqueça aos poucos de mim.

Meu único amor, nascido de meu único ódio! Cedo demais o vi, ignorando-lhe o nome, e tarde demais fiquei sabendo quem é

O tempo?", disse um personagem meu:
"precisamos fazer dele nosso animal de estimação,
ou ele nos devora.

O seu olhar é como uma partitura, de onde o meu olhar dedilham as notas musicais que vem do seu sorriso.

No fundo eu era assim! Eu que caminhava pelo mundo, insulado em meu desprezo! Eu, que sentia o orgulho da inteligência e compartilhava de pensamentos de Demian! Isso é que eu era: lixo, escória, bêbado e mesquinho, repugnante e grosseiro, uma besta selvagem dominada por instintos asquerosos. (…) Eu, que havia dominado a música de Bach e as belas poesias! Dominado pelo asco e pela indignação, ouvia ainda o meu próprio riso, um riso ébrio, desenfreado, que fluía aos borbotões, estúpido. Aquilo era eu!
(Demian)

Eu sempre fui tão boa, até conhecer pessoas que despedaçaram meu coração, as pessoas são tão duras, elas te quebram ao meio e agem como se não estivesse acontecido nada, mas eu não me importo mais, aprendi a ser forte, ontem eu posso ter chorado muito, mas hoje já me refiz, estou aprendendo a me adaptar nesse ninho de cobra chamado de “mundo”, aqui as pessoas vivem apenas de aparência e querem me fazer ser assim também, mas eu não vou mudar minha essência por causa de pessoas ordinárias, sei que não posso generalizar todas as pessoas, pois assim como eu sei que existem pessoas verdadeiras, que não perderam sua essência.

Se eu adormecer não me acorde.
Deita ao meu lado, segura minha mão e entra no meu sonho.

Por meu campo perceptivo, com seus horizontes espaciais, estou presente em meu meio, coexistindo com todas as outras paisagens que se estendem além, e todas essas perspectivas formam juntas umas única onda temporal, um instante no mundo.

Eu juro na cruz de meu Senhor Jesus e pelo ferro que eu seguro que eu te dou minha fidelidade e prometo-lhe minha lealdade. Se alguma vez a minha mão for novamente levantada contra você em rebelião, então peço que este ferro santo possa perfurar meu coração.

Vou por o nome do meu filho de Agenor pra ver se ele nasce como Cazuza ou Cartola. Caso contrário, será só um pobre coitado com o nome feio.

Minhas músicas são da revolução, meu coração sofre por minha geração.

Ainda vejo em teu olhar, um sorriso cor de sonho e um eu te amo todo meu.

Larga a mão de ser bonzinho, meu amigo, ainda não aprendeu
Que se dar a mão querem o pé, dar amor querem a fé
Te jogam em campo e exigem que cê seja o pelé
Pelo amor, com uns amigos sangue-suga até o fim

Se os corpos se tocarem, lábios se beijarem, rezo pra que seja meu par ideal,
Se as lágrimas rolarem, e que se machucarem, torço pra que tudo tenha um bom final,
Se vai acontecer ou não, é só deixar o tempo te dizer, te dizer,
Se vai acontecer ou não, é só deixar o tempo te dizer, te dizer.

O que a gente tem, meu bem, não precisa de títulos nem nome, simplesmente é.
O que a gente tem é uma baita fome do agora, que esta sem pressa de ir embora, que transcorre entre o tempo e simplesmente está.
O que a gente tem, meu bem, se alimenta de sorriso, abre as janelas dos olhos e deixa o sol bater. Por isso, o que eu mais preciso é simplesmente deixar correr. Ser abraço apertado e abrigo infinito, beijo que demora no meu sonho mais bonito, ser simplesmente tudo o que eu queria ser.

Meu jeito de gostar é assim, infantil, exagerado e maluco. Gosto de ponta cabeça e do avesso. De cima da nuvem e debaixo da árvore. Mesmo que o sol esteja ardendo, queimando a pele. Mesmo que a chuva seja só de lágrimas. Não se assuste, então. Se o meu gostar correr pelos labirintos da alma e te florir em poesias banais. Em versos ridículos e sem qualquer sentido.

Mas o problema é que você, meu caro, nunca saberá nem eu lhe poderei nunca dizer como se traduz, em mim, aquilo que você me disse. Não falou turco, não. Eu e você usamos a mesma língua, as mesmas palavras. Mas que culpa temos nós de que as palavras, em si, sejam vazias? (...) Ao dizê-las a mim, você preenche-as com o seu sentido; e eu, ao recebê-las, inevitavelmente preencho-as com o meu sentido. Pensávamos que nos entendíamos; de facto, não nos entendemos...
(in "Um, Ninguém e Cem Mil")

Sinceramente, sempre fui apaixonada pelo mês de Outubro. Não só porque é o mês do meu aniversário, mais por que o mês em si sempre foi muito bom, coincidência? quem sabe. Mas Outubro me encanta, me acalma, me renova, curioso não? Seria mais provável tudo isso em Dezembro não é? Onde dizem que é um circulo se fechado, e um ano novo vindo, com tudo novo, com sua fé renovada, enfim, todo aquele blá blá blá de sempre. Mas para mim, Outubro é o meu mês, onde eu ganho força, mudo-me em todos os sentidos. Como se fosse eu fosse um conjunto de "folhas" e que tivera chegado o momento de cair, e renovar-se. Tudo que fora seco, velho, sem vida, caísse ao chão, e "folhas" novas nascessem.

E que venha Outubro, porém, que eu faça à diferença. Porque nada muda, se eu não mudar.

Como você não sabe quantas estrelas tem no céu,você também não sabe o tamanho do meu amor por você.

Eu me importo se tem guardanapo na mesa para meu amigo limpar a boca. Eu me importo se me esqueço o aniversário de alguém importante para mim. Eu me importo se alguém querido sai de casa e não leva uma blusa mais quentinha, e eu me importo em acompanhá-lo até a porta, e em lhe dar um beijo, e em desejar bom dia. Eu me importo se é o casamento de alguém especial e eu não posso honrar o convite. Eu me importo em ser eficiente, mesmo que eu seja uma só. Eu me importo em dar flores, e em escolher uma embalagem bonita e um laço que combine. Eu me importo se uma pessoa manda uma mensagem e eu não consigo responder. Eu me importo se a atenção que eu gostaria de dar não é recebida por quem eu amo. Eu me importo se não faço do dia de quem está comigo mais especial. Eu me importo com palavras duras, embora as diga, já que, como a flecha, não há como retornar com elas, mas ainda existem as desculpas, e eu me importo quando não as peço. Eu me importo com a roupa que vou usar hoje, e se ela está passada, e se meu perfume está na medida e não vai invadir o espaço alheio. Eu me importo com o que vou escrever para um amigo que é comprometido, pois quem está com ele pode interpretar equivocadamente, e eu posso envolvê-lo em um transtorno desnecessário. Eu me importo se tem alguém doente e eu não sei dar assistência. Eu me importo em presentear, e me importo se o presente, por mais simples que seja, vai agradar, e me importo se ele virá acompanhado de um cartão. Eu me importo se o amor não é correspondido, porque pode não haver uma segunda chance, e uma terceira, e uma décima. Eu me importo com momentos não vividos, eles não voltam mais. Eu me importo com escolhas irresponsáveis, porque a outra opção poderia ser muito, muito melhor.
Eu simplesmente me importo.