Arrancar do meu Peito
(Re) encontro
Estavas tu
A minha espera
E eu furtivamente
Ia ao teu encontro.
Meu coração
Da angústia
Fez-se euforia
Na sofreguidão
Daquela espera
"Todas as vezes em que perdi meu chão, caí mesmo! Não fiquei tentando agarrar-me a qualquer coisa, o "qualquer coisa" nunca valeu a pena. Me deixei sentir o que de fato estava acontecendo, para assim conseguir me reerguer firme, cada vez mais forte ."
Ando como um pedinte, sem ter a quem pedir, atravessando meu deserto solitário. Mas eu vejo um oásis bem próximo adiante. E logo ao amanhecer, depois que eu descansar e vencer este dia, chegarei lá. Eu creio!
Esquecer
Ah, este meu dilema
de esquecer ou não esquecer
Esquecer me parece doloroso
Os gozos, os cheiros, os sabores
Medo de esquecer as doçuras da vida
No entanto, um me seria oportuno
Aquele, em relação a você .
Sou meu início, meio e fim. Porém, minhas limitações me direcionam na conformidade do que ainda sou capaz de realizar. Minha fé é a força que Deus plantou em meu coração, e nela encontro meu equilíbrio, minha paz.
Gritos da alma
De maneira profana e ardilosa agora meu espírito clama
Não se sabe ao certo o que ele deseja, mas eu choro
Choro desconsoladamente, o choro dos não compreendidos
Sofro por está colhendo os frutos amargos da minha pior colheita
Onde estarão aquelas mãos que sempre me confortam
Onde posso encontrar o abraço do consolador de outrora
Sinto-me tão só, tão perdida, desprovida de sonhos e esperanças
Seria eu agora incapaz de reerguer-me, de superar com sempre fiz?
Por onde vaga meu espírito que agora perde-se de mim?
O que pensar agora, se estou a vagar, prisioneira de meus próprios medos?
Como posso eu agora ser liberta da escuridão que me invade?
Minha mente escureceu-se, minh’alma gélida, meu espírito...
Seria a morte em mim, nesta sensação de terror que me domina?
Oh, minha paz....! Dói não sentir mais a brisa no rosto!
Os suspiros cada vez mais distantes, mais ausentes, só silêncio
Um silêncio que não traz paz, um siLêncio de terrível desespero
É este o silêncio que trago dentro de mim agora, desalador
Quero ainda gritar, mas nada consigo, nada consigo sussurrar
Que pavor terrível! Que angústia! Deus! Eu consigo pensar...
Deus! Eu clamo a Tua misericórdia... é o que penso agora...
Um toque suave... o ar entra em meus pulmões, alívio!
Sinto uma brisa a me tocar, uma boa sensação me invade
Respiração profunda e suave, um sussurro: _você esta viva!
Sinto-me outra vez, meu espírito voltou e eu estou bem.
Riso
Deixei livre
nas corredeiras,
meu riso.
Assim
será sempre novo,
sempre rio .
Se rio,
ou riacho,
se me derramo
nas cachoeiras
serei sempre riso novo.
No horizonte distante, meu céu se estende azul,
Um oceano sereno, onde a paz é a luz.
Nuvens brancas como plumas, flutuam sem pressa,
Em um céu azul, a vida é uma promessa.
O sol dourado pinta o céu com seu calor,
E a cada amanhecer, renova-se o esplendor.
As estrelas, pontinhos de luz a brilhar,
Decoram o céu azul, como pérolas a dançar.
Nesse vasto firmamento, a esperança se espalha,
E a beleza do universo, minha alma embala.
No silêncio celeste, encontro meu refúgio,
Sob o manto azul do céu, sinto-me em pleno sortilégio.
Oh, céu azul, guardião dos meus sonhos,
Em tuas profundezas, encontro meus arranjos.
E quando a noite chegar, e as estrelas brilharem,
Sob teu abraço celestial, meus sonhos se realizarão.
Faust
Gato aquele que fazia meu dia,
Cada fantasia contada com alegria,
Cada miado pedindo por mais–
Por mais ração, por mais diversão, por mais vida.
Qual bela poesia poderá te salvar?
Do vazio que carregava nas ruasm
Caminho em meio à multidão,
Como se fôssemos iguais.
Hoje, no silêncio que habita na calada da noite,
A cada sentença, uma antiga memória perturba.
Parece até que foi hoje,
Que acariciei tua barriga fofa.
Parece até que foi hoje,
Que derramei meu ser em ti.
Me pergunto se você sentiu dor...
Você sentiu dor?
A morte é algo que toma tudo de ti,
Toma tudo que tu sente.
E quando me vi diante de você,
Me senti tão indiferente.
Gato aquele que descartei,
Como cadáver,
Na mata da alma.
E, na ausência de empatia, me pergunto:
Qual o problema comigo?
O que tem de errado em mim?
Eu nem chorei quando te vi ali no chão–
Seu sangue ainda fresco, mas meio seco.
Seu cheiro indicava que foi recente.
A morte te faz pensar.
Pensar...
Que não quer morrer.
Mãe é o plural e o singular,
um tesouro do maior valor,
em nosso coração sempre irá ficar,
Mãe, meu primeiro amor !
Desejo Feliz Dia das Mães à todas, biológicas ou não.
Em todo lugar há flores,
beija - flor,
vai , voa e leva contigo
o meu pensamento
para onde fores
Invejo teu voo
e tudo que vês e não posso,
ah...beija - flor
és um poema de asas
que não escrevi ...
12 de janeiro de 2.009
Veio um verso de amor
que a brisa logo soprou
com ciúmes e mau humor
do meu verso não gostou
Disso eu já bem sabia
faço simples versos de amor
que nenhum coração extasia
ou bate feliz em clamor
Como poeta sou uma
e para escrever sou atleta
posso ser um verso de espuma
ou uma pedra que te acerta
Quando a tarde vai embora
meu coração se entristece
fica aguardando nova aurora
s noite toda em prece
Assim como a lua conheço meu rumo,
não desvio e vou em frente,
sou luz, às vezes sou um vazio,
mas também sou crescente
Sigo a amplidão e espio
a paisagem toda, quase morta
em calor ou em arrepio
e isso quase nem importa
Como sentinela obedeço
os passos em uma missão
à qual sempre agradeço
e faço tudo com bom coração
Uma noite , talvez lua minguante,
só um pouco de mim restará,
estarei no céu, bem distante,
mas um pouco de minha luz ainda verá
Vento, vento, de onde vens?
estás sempre ao meu redor,
que segredos trazes em teus lamentos,
seriam saudade de algum amor,
ou canseira de viver tanto ao relento,
arrastando folhas e mágoas
de quem te percebe e dá valor?
