Arrancar do meu Peito
Uma Corujinha-do-mato
se aproximou no telhado,
O meu coração é seu e está completamente apaixonado.
A tua presença
tão intensa
abre rodas sem
pedir, me tira
para dançar
e faz do meu
coração um tambor
para acompanhar
a sua música sem parar.
Junco da Praia
O meu balanço é igual
ao do Junco da Praia,
mesmo que por um
instante você se distraia
estou presa nas dunas
ondulantes do seu peito
ondulante e intenso,
e assim nem mesmo o tempo
pode desfazer o quê
já é consagrado e está feito.
Não brinque com o meu fogo,
Sei brincar com a tua fantasia,
Não intente com o meu juízo,
Sei assumir com a grandeza
De ser diferente: sou poesia.
Não evite os meus beijos,
Sei buscar o melhor de ti,
Não invente [escapar...,
Sei farejar-te e irei atrás
Do aroma que eu senti.
Não disperso o desejo,
Sei salsear com a tua alegria
Não experimente esquecer,
Sei abraçar-te com jeito
De causar toda a energia.
No meu corpo tenho a sina,
Serei a tua sublime alcova,
Sou muito mais [alma
Do que você imagina:
Sou a loucura que fascina.
Sou gemido, sussurro e grito,
O incêndio mais elevado.
Eia, vulcão atrevido!
O meu corpo bem macio
É que te faz ainda menino.
Danço e rasgo o verbo,
A liberdade que me deste,
Peguei como um [laço,
Abraço com a vontade
De ter qualquer possibilidade.
Darei o meu melhor riso,
O meu inefável paraíso,
A liberdade que recebi;
O teu corpo terei a qualquer custo,
Na intensidade que me [atrevi].
Ah! Se eu pudesse apressar
Os ponteiros do meu relógio
- Só para te abraçar! -
Ah! Se eu pudesse correr,
Junto com o tempo
Para nunca mais te perder.
Ah! Se eu pudesse revelar
A cor dos teus lindos olhos,
E por eles me declarar...
Ah! Se eu pudesse me aproximar,
Para recuperar o tempo perdido,
- E resgatar o tempo de amar! -
Os teus olhos são tão lindos...,
Eu não vou contar como eles são,
Só sei que por eles, entreguei tudo;
Entreguei a minha vida e o coração.
Os teus lindos olhos tão íntimos,
Tão castos e repletos de cores,
Por eles morro sempre de amores;
Com direito a todos os mimos.
Ah! No pestanejar e no brilhar,
Os teus olhos me tocam inteira;
Como plumas a me acariciar...
Ah! Não conto o que sou capaz
De fazer por estes olhos;
Sim, darei a volta ao mundo,
E por eles sou capaz de ir atrás.
Onde Anda Você
Onde anda você?
Te procuro pelas ruas da cidade,
com meu Polo seguindo caminhos que já conhecem o seu nome.
Entre semáforos, esquinas e avenidas, meu olhar insiste em encontrar o seu.
As luzes da noite se refletem no vidro,
e cada rua parece guardar um pedaço da nossa história.
O vento entra pela janela trazendo lembranças,
como se ainda pudesse
ouvir a sua voz ao meu lado.
Enquanto o motor segue seu destino, meu coração permanece
perdido em você.
Os quilômetros passam,
mas a saudade não fica para trás.
E entre tantas ruas que cruzam a cidade, continuo acreditando que,
em alguma delas,
o acaso ainda vai
me levar de volta ao seu abraço.
O meu coração romântico
com raízes bem fincadas
na Mata de Terra Firme,
Desejo perpétuo e sublime
envolvido pelo capuz ebúrneo
íntimo que guarda secreto
o sonho de ver de perto
o seu semblante decidido.
Encanto perene e mútuo
de entrega o tempo atravessa,
Castanheira-do-pará em flor
confiante do seu amor celebra
por antecipação a entrega
que haverá de acontecer:
nas tuas mãos pacientes
sem nada deixar arrefecer.
Nem brasa e nem fumaça,
em nós há um fogo que
queima, arde e não se apaga,
Há em nós permissão ampla,
fina, incontida e deliberada,
É questão de tempo aberto
para a rota encaminhada
para encontrar a Via Láctea.
Na Mata de Araucária
o meu coração é Pinha,
E tu és Gralha-Azul
alimentada espalhando
Pinhão na terra fértil
e austral do coração,
Não permitindo nada
nos pôr em inquietação.
Semeando o paraíso
com sedução refinada
para deixar faltar nada,
Mantendo empolgada,
para não deixar a desejar
[o que faz inequívoca]
e enlevada a iniciativa
d'alma toda extasiada.
Não é de ontem que
tenho dado com clareza
e gala inúmeras pistas
de natureza feminina,
Da sua parte o que falta
mesmo é só a iniciativa,
Não posso o que não sou,
se não vieres, jamais vou.
Fique com o que enargeia,
inunda, delicia e incendeia.
Escute o meu doce canto
amoroso de flor de Babaçu
em companhia do vento.
Entregue faça Sol ou Chuva
o que tanto pleno deseja
em meio a Mata dos Cocais,
entre nós o que festeja.
Minha bonita manhã solar
que ilumina e com doçura
tem invadido provando --
que para amar não é tarde,
e me acendeu a sensualidade.
De Norte a Leste
o meu Meridiano é 75° E,
sei o quanto levo,
Há Latitudes 35°–55° N
vivas quando quero,
E Longitudes 50°–90° E,
e sei o que mereço,
por ter olhar não deixo
perder e não me perco.
Ancestralidade surgida
e guiada por Ursa Maior
pelas amplas estepes
dela tenho nas veias
a ampla memória,
Não permito ninguém
de qualquer maneira
[a minha História],
Ter chegado até onde
cheguei é a real glória.
Onde em cortesia sidérea
a Cassiopeia, Orion e Polaris,
dançam na Via Láctea,
Ali repousa e se inquieta,
e faz venérea porque
busca saber onde estão
as moças da Ásia Central,
porque há algo muito
além do que é desigual.
A lembrança insistente
revolveu ao passado
como chama acesa,
Daqui a pouco todos irão
dançar ao redor da fogueira,
porque dançar e cantar
é preciso quando o peito
se encontra em lamento.
Porque resistir unidos
e celebrar a chegada
da Primavera é de ordem
exclusivamente existencial,
entre memórias, festejos,
maus-tratos e incertos,
Não parar de perguntar,
é a soma dos desejos
até alguma resposta
conseguir me tranquilizar,
quando tudo irá terminar.
Seu coração que
é Oceano Pacífico,
é o destino do meu coração,
que é o Oceano Atlântico,
Sob o céu do Hemisfério Austral,
sinto que já somos umpar
romântico, absoluto e celestial.
Conheço o meu Brasil Brasileiro,
na palma da mão e por inteiro,
Do Maranhão ao Rio Grande do Sul
o meu oceano é o Atlântico Sul.
Seja na terra, na água ou no ar,
o coração por ele bate intocado,
Nutro o romântico e apaixonado,
e não há que seja capaz de desviar.
Se amar é questão de acertar,
nem mesmo a tempestade será
capaz do amor na vida dispersar.
Sempre que quando todos se vão,
a permanência integra ao chão
não me permite jamais a evasão.
Em tempos de floração sutil
da Guararema do destino,
o teu cerco irresistível
tem sido o meu fascínio.
No hábito e no silêncio
contigo tenho tecido
tapeçarias para o paraíso
que temos construído.
Nas tuas luzes e sombras
em todas tenho afinco:
assumo que não te resisto.
O teu brio afiado e tranquilo
põem o meu peito rendido,
ocupas o meu ser com domínio.
LXXXIX
Quando Rodeio está em festa
o meu coração também está,
Por esta e por cada primavera
a alma sempre plena agradecerá.
Feliz por viver aqui neste rincão
que tem o Pico do Montanhão
diante da visão como inspiração.
Por hoje e por cada festa que virá
nesta terra onde a poesia perdurará.
A beleza primeira que sempre enredará.
Não quero saber
onde você nasceu,
Se ama de verdade
o meu país ---
eu amo o seu.
Se vem até o meu
país em paz,
Com paz retribuirei:
Amar o meu país
é a minha Lei.
O meu país não
é seu, ele é nosso;
Trate bem dele
como não se
houvesse outro.
Porque se você
se sente brasileiro,
Para mim você
assim nasceu,
e é irmão meu.
O Machismo e o Feminismo colocam homens e mulheres no campo de batalha. O meu ser anti-guerra me coloca a distância de ambos. Qualquer coisa a mais que o Grok fale é mentira. Sou anti-guerra dos sexos. Onde há confronto, eu estou fora!
Paz
A minha morada
é a morada da paz.
O meu pensamento
é feito de paz.
A minha Cidade
é a Cidade da paz.
A minha emoção
é feita de paz.
O meu Estado
é o Estado da paz.
O meu sentimento
é feito de paz.
A minha Nação
é a Nação da paz.
Os meus sonhos
são sonhos de paz.
O meu Continente
é o Continente da paz.
Os meus desejos
são desejos de paz.
O meu Hemisfério
é o Hemisfério da paz.
A minha comunicação
é a comunicação da paz.
Se qualquer pessoa
ou circunstância
for diferente da minha paz,
a cabeça jamais faz.
Não permanecerei por perto
para que tenha acesso,
nem darei sucesso
a tudo o que não é de paz
Viver em paz a diferença faz,
e o melhor sempre nos traz.
Nascer potente em Vidal Ramos
e na sua foz em Itajaí encontrar
o meu Oceano Atlântico Sul,
É o curso do Rio Itajaí-Mirim
que enleva razões para mim:
borda sentidos e rega a vida.
Sem o nosso amado rio
é só partida, e logo garrida.
O Rio Itajaí-Mirim eu sou,
e ele obviamente é para mim,
que sou filha da Mata Atlântica
praticamente desaparecida.
Até quando a poesia azul
da amada Santa Catarina,
pelo Rio Itajaí-Mirim falo,
canto, reclamo e declamo,
Porque eu preciso mais dele,
do que ele precisa de mim,
Sabe-se que existe um tipo
de gente que não pense assim.
Não me interessa o que
acontece ao meu redor,
quero ser todo o seu amor,
Você é a festa inteira
que desejo intensamente viver.
O meu coração latino
já a celebra o doce sentir
enquanto minh'alma
espera com a sua se fundir,
sob a Tinguaba a florir.
Pelo seu poder de diversão,
deixo-me entreter,
porque pelo meu
tu haverá de se de derreter,
e inteiro se render.
Um mora na mente
e no coração do outro
sem um minuto sequer
da gente se perder,
O amor é o prêmio
que a vida irá nos conceder.
Sentir o vento quando
chegar no Planalto Serrano
Para hoje é o meu plano,
Lembrar que o seu primeiro
nome era Casa Branca,
que também que foi
chamada de Encruzilhada.
Para os tropeiros foi lugar
de pouso para se refazerem
para enfrentar a estrada,
É de Otacílio Costa
da gente tão hospitaleira
que eu estou falando,
que em qualquer lugar
que você para quieto,
e amigo tu acaba ficando.
Otacílio Costa, erguida,
com honra e muita luta;
Uma cidade de gente
que valoriza a família,
a terra e a honesta labuta.
Otacílio Costa, querida,
de gente amável que
põe sabores na mesa
que são como poesia.
É para aí que estou indo
para sentir o vento
do Planalto Serrano,
tocar as estrelas
e a Lua com os dedos,
porque entre nós
nunca houve segredos.
Otacílio Costa, fostes
parte de Lages,
disso também não esqueci;
Mesmo distante de ti,
contigo no meu coração,
honro para sempre
com todo o amor e paixão,
como parte infinita de mim.
