Arrancar do meu Peito
Doce Ilusão. ( Julio Bernardo do Carmo )
A ilusão espanta. Mas também fascina. Soa irreal ter nos braços a pessoa amada. Se tanto desprezo e asco me destina. Mas a ilusão de mil tramas é forjada. Se a tenho nos braços e me acalenta. Perde-me a sina de uma visão borrada. E vejo nesta fantasia um fogo que alimenta. Com doçura extrema. O ter comigo a pessoa amada. A ilusão é assim mesmo. Trechos de pensamentos tirados a esmo.Do fundo de lembranças fugidias. Mesmo a consciência da ilusão. Não me tira de prazer doces momentos. Mais vale te-la junto ao coração. Do que vivenciar sérios tormentos. Me iludo sim na sina da esperança. Pois se tanto nela penso com ternura. Mais dentro de mim se alevanta. O apagar de uma visão que me esconjura. Ilusão, doce ilusão que me extasia. Mas quem sabe um dia a trama se endoidece. E torna realidade pura fantasia. ?
Por que o amor nunca se esquece?
Porque o amor verdadeiro não é apenas memória, é marca. Ele se imprime nos gestos mais simples, nos silêncios cheios de significado, nas músicas que surgem sem aviso e nos cheiros que atravessam o tempo, fazendo o coração reconhecer antes mesmo que a razão consiga explicar.
O amor nunca se esquece porque não habita somente a mente. Ele mora no que fomos enquanto amamos e no que nos tornamos depois disso. Mesmo quando termina, permanece. Às vezes como saudade mansa, às vezes como aprendizado duro, às vezes como um sorriso que aparece sem pedir licença.
Aquilo que tocou a alma não se apaga. O amor não desaparece com o tempo... ele se transforma, muda de forma, mas continua ali, silencioso e eterno, lembrando que houve verdade, entrega e sentimento.
Há amores que não pedem casa, pedem abismo. O nosso foi assim: intenso, especial, mas inabitável. Não por falta de sentimento, mas por excesso de medo. Não por ausência de amor, mas por incapacidade de o sustentar no mundo real. O que existiu entre nós nunca foi pequeno... apenas nunca encontrou chão.
Nós nos amamos no território onde tudo é permitido: na palavra, na promessa, na eternidade abstrata do “para sempre”. Ali, o amor era livre, belo, absoluto. Mas quando se aproximava da vida concreta (do tempo, das escolhas, das consequências) ele recuava, tremia, se escondia. Amar, para nós, não era encontro: era vertigem.
Você me amou sem me escolher. Eu te escolhi sem poder te ter. E nesse descompasso, criamos um laço feito de presença e ausência, de retornos e fugas, de silêncios que gritavam mais do que qualquer declaração. Não foi mentira. Também não foi completamente verdade. Foi sentimento sem morada.
O que nos uniu não foi a possibilidade de ficar, mas a impossibilidade de partir por completo. Eu fui o lugar onde você sentia sem precisar decidir. Você foi o lugar onde eu esperava sem poder avançar. Um amor clandestino não por traição apenas, mas por existir fora do tempo certo, fora da coragem necessária.
E ainda assim, isso não me diminui. Nem te transforma em vilã. Mas nos impede de seguir.
Porque há amores que não adoecem por falta de afeto, e sim por falta de destino. Eles não morrem... suspendem. Ficam pairando como uma música bonita demais para ser interrompida, mas dolorosa demais para ser repetida.
Talvez seja isso que fomos: um amor real demais para ser esquecido, e impossível demais para ser vivido. E amar assim é belo, mas ninguém mora no abismo.
Eu não renego o que sentimos. Honro. Mas aprendi que amor que não encontra destino precisa, ao menos, encontrar fim. Não como castigo, e sim como respeito. Há silêncios que não são ausência... são maturidade. Há despedidas que não negam o que foi, apenas impedem que a dor continue sendo regada.
Então que o silêncio faça o que não conseguimos: nos aquietar. Que ele não grite por rancor, mas por paz. Não por esquecimento, mas por libertação. Eu paro de regar não porque não houve raiz, mas porque já entendi que nem toda raiz foi feita para dar fruto no mesmo solo.
Você é a minha quintessência, não aquilo que se revela de imediato, mas o que sustenta tudo em silêncio. Entre a terra que me ancora, a água que me atravessa, o ar que me eleva e o fogo que me consome, é você quem permanece além, o quinto elemento que não pesa, mas dá sentido a tudo o que sou. Em você, o amor deixa de ser matéria comum e se torna substância rara, invisível aos olhos apressados, mas poderosa o bastante para mover constelações inteiras dentro do peito. Como o éter dos antigos, você habita o que é alto e intangível, o que não se toca, mas governa, o que não se vê, mas conduz.
As emoções são lâminas de dois gumes: quando reconhecidas e governadas, aprofundam a vida, dão sentido às escolhas e ampliam nossa humanidade... quando ignoradas ou deixadas sem freio, passam a nos conduzir, corroendo a razão, distorcendo a realidade e, pouco a pouco, nos consumindo por dentro.
Reflexão necessária:
Nem tudo é sobre você o"O ser Humano", mas, sobre seu caráter, seu comportamento na sociedade, e a sua falta de empatia.
Lembre se : Jesus odeia o pecado,no entanto, ama o pecador, e está sempre disposto a perdoa-lo, desde que haja o arrependimento.
Por mais que eu esteja no mais infinito das trevas, vou fazer desse lugar um mundo, onde o sol que brilha é apenas o seu olhar, pois, se não posso te amar, vou te proibir, que proíba de sonhar!
Se eu penso nela?
Pensamentos vêm e vão!
Se eu tenho saudades?
Saudade machuca mas passa!
Se eu lembro dela?
Quando se lembra é porque em algum momento se esqueceu!
Mas ela nunca vai!
Ela nunca passa!
Ela mora em minha cabeça, tá ali em meio ao mundo confuso dos meus pensamentos!
Ela está ali entre os risos e lágrimas, entre a multidão e a solitude!
Ela está sempre ali, dentro do coração!
Eu odeio o amor.
Odeio como os seus olhos brilham e me encantam... ao mesmo tempo ofuscam a sua alma de mim.
Odeio quando você diz que me ama, mas que não me quer... fazendo-me te esperar por toda a minha vida.
Odeio como, mesmo de maneira inconsciente, vivo pensando em você... o que me faz sonhar acordado.
Odeio que, depois de 14 anos, você tenha dito que ainda me ama... já que desperdiçou os melhores anos da minha juventude.
Odeio que você esteja tatuada na minha pele... externando o que há muito está tatuado na minha mente e no meu coração.
Odeio como magoo as demais mulheres... só por não poder e não querer te esquecer.
Odeio quando você me liga... só pra dizer que não quer mais falar comigo.
Odeio que você nunca me esqueça... mas diga que não quer ter um vínculo eterno comigo.
Odeio que você tenha vindo me ver e me beijado... me deixando novamente apaixonado.
Sobretudo, odeio não conseguir te odiar nem por um segundo... embora seja um misto de amor e dor, eu ainda TE AMO! ❤️💔
É….. ser humano é esse paradoxo ambulante.
Aquilo que nos eleva também nos atravessa. O amor dá sentido, mas cobra o preço da perda; o apego aquece, mas queima; a esperança sustenta, mas também cansa. Parece que tudo o que torna a vida mais viva é, ao mesmo tempo, o que a torna mais difícil de suportar.
Talvez o problema não seja sentir demais, mas sentir sabendo que nada é permanente. Ainda assim, a gente insiste porque, no fundo, uma vida sem amor dói menos….. mas também significa menos. E entre a dor vazia e a dor cheia de sentido, quase sempre escolhemos a segunda.
Sou feito de contraste: intensidade e cuidado no mesmo gesto. Trago fogo no olhar, mas também calma nas palavras. Sei ser firme sem perder a ternura.
Não prometo perfeição, prometo presença. Minha força protege, minha doçura envolve. Quem chega perto sente segurança e também arrepio.
Entre instinto e carinho, escolho ser inteiro. Porque em mim, a intensidade não exclui o cuidado... ela o torna inesquecível.
A falta dela não foi só ausência... foi erosão. Um pouco de mim ficou em cada lembrança, em cada silêncio que se alongou demais. E hoje, quando tento me reconhecer, encontro espaços vazios onde antes havia sentido. Talvez o que mais doa não seja o que ela levou… mas o quanto eu precisei mudar para continuar existindo sem ela.
Ser amiga de Exu me ensina a não procurar vilões ou heróis pras minhas histórias. Exu é amigo de quem luta, de quem busca, de quem recomeça quantas vezes for preciso. Tenho sim minhas dores mas jamais terei dom pra vítima.
A manifestação do pensamento não é necessariamente livre. Depende muito do ambiente onde quer se fazer ouvir. Pergunte ao militar subalterno se ele pode dizer o que pensa sem haver consequências.
No final todos sonhamos e desejamos as mesmas coisas. Independente do sexo. Não sei dizer se conquistamos por talento, merecimento ou devido ao momento. De certa forma, tudo se repete de um jeito diferente na vida das pessoas. Então porquê dificultamos as coisas? Já não sei mais o que eu quero ou onde chegar...Apenas vou.
