Eu sempre fui racional demais. Não me comovia. Nada me perfurava. Era preto no branco e bastava. As coisas mudaram quando o conheci. Sofri por pouco. Me preparei para muito, chorei por menos. Foi a frustração da minha vida.
Não escrevo por escrever. Não tenho auto piedade. Não me comovo. Não me reprimo. Continuo, ainda que a vida me encha de pancadas ao longo do caminho, crendo nos meus passos e de mente erguida, consciente de que farei mais por mim do que qualquer outra pessoa faria.
Dolorosa é essa ideia de continuar. Estou cansada de planejar idas e vindas, recriar caminhos e escolhas que outrora não me moveram. Lutar por algo é uma prova de amor próprio, uma forma de não aceitarmos o nosso fracasso e seguirmos em frente.