Aprender Ler
ARMA COMO SÍMBOLO EQUIVOCADO EM EDUCAÇÃO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Fico bem preocupado ao ler nas paredes de uma escola, que a educação é a melhor arma para vencer a ignorância... é arma para se alcançar um futuro digno; conseguir vencer na vida. É arma contra isso; arma para mais aquilo; para ser uma pessoa do bem; um vencedor. Aí você dirá que se trata de figura de linguagem, como se não houvesse outra. Poderia dizer que a educação é o melhor meio, dispositivo, caminho, ferramenta... e uma série de outras classificações ou figuras de linguagem disponíveis no vasto vocabulário de nossa língua riquíssima em recursos. Uma das mais ricas do mundo.
Mas a violência está no inconsciente. A mesma que nos faz dizer que matamos a cobra e mostramos o pau; matamos dois coelhos em uma cajadada só. Também matamos um leão por dia, e muitas vezes, à unha. Quebramos tudo, como metáfora de fazer sucesso. Arrebentamos; esfregamos na cara; brigamos por objetivos; damos a cara a tapa e classificamos trabalho como luta; batalha.
Infelizmente, não arrancaremos do imaginário popular as metáforas relacionadas a outros casos... mas pelo menos na escola, chega de armas, reais ou imaginárias. Chega dessa fomentação enviesada ou transversal da violência entre jovens estudantes, especialmente nestes tempos em que o próprio presidente da república legaliza, enaltece, fomenta e justifica a violência, como resposta pessoal à violência, dada pelo cidadão comum. Se nossos filhos e alunos não crescerem com essa imagem a martelar na mente, mesmo como figura infeliz de linguagem, eles terão mais chances de não serem adultos violentos.
A arma é a própria ignorância que supomos vencer, quando a usamos como símbolo de poder contra a ignorância. E a utilização continuada desse símbolo tem tudo para levar um cidadão às vias de fato, em algum momento da vida, com a materialização do que não será mais uma citação retórica; metáfora ou símbolo, e sim, a consumação fatal do que foi plantado no imaginário fértil de meninas e meninos.
Ler é escutar com os olhos aquilo que o silêncio dos outros tenta dizer. Quem cultiva a paciência diante das palavras escritas desenvolve um ouvido para o invisível — capta nuances, escuta entrelinhas, entende o não-dito. Já quem fala demais, muitas vezes o faz para calar o mundo, como se o som da própria voz bastasse. Mas o verdadeiro dom está em ouvir — ouvir com o corpo, com a alma, com os olhos. Falar pode ser arte, mas ouvir é sabedoria. E em tempos de tanto ruído, saber ouvir é revolucionário.
A diferença do poema e da poesia é grande...
Acalme-se, eu irei explicar, você pega no poema e ler, na poesia você sente, cheira, ouve, ver, enfim, com a poesia você se delicia. o poema, ele faz diminui o problema, mas o que cura a dor da alma é a poesia. sabe por quê? porque ela está carregada de amor e ela é imortal. a poesia não tem fim, não morre, já o poema acaba quando o poeta para de escrever...
As estórias me encantam, ler me leva longe. Me transportam para exatamente onde o autor quer me levar. Mas minha imaginação corre na frente e geralmente eu passo do lugar.
Toda a confusão encontrada ao ler a Bíblia. é a não aceitação do que ela diz e a herança da desobediência de Adão.
Ler é ampliar horizontes; mas o ato de ampliar é o riscar de um caminho sobre o papel, custando, para isso, a tinta que se usa.
Li o livro de Steve Jobs e não quero ler mais nada. Igual a quando comemos uma coisa gostosa e evitamos beber água para não sair o gosto da boca.
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