Aprendendo a Viver com os Erros
"Honrar os antepassados não é repetir os seus erros, mas elevar as suas virtudes a um novo patamar de excelência."
Deixe de ser hipócrita e aprenda a lidar com os erros e as fraquezas dos outros, ou você já se esqueceu de que também é falho e fraco?
Tentativa e erro é um conselho sábio, mas apenas quando os erros não iguala o número de tentativas, quando cada falha serve de aprendizado e não de peso, e quando persistir ainda tem mais valor do que temer o fracasso
Já fui menor que meus erros, sou maior que minhas correções, a autoexigência agora vem com compreensão, o balanço me mantém em pé.
No chicote das lembranças, a gente avança para o fim da estrada, impulsionado pela dor dos erros que não podemos mais corrigir.
Os erros que no passado eram motivo de exaltação, hoje são testemunho de libertação; nunca fraqueza.
Sempre que
oTempo Trabalhado estende o tapete paraa Arrogância desfilar, erros são Ignorados —Minimizados ou Romantizados.
Quando o “tempo de serviço” passa a ser usado como 'Currículo Moral', algo se perde à beira do caminho.
A experiência, que deveria ensinar humildade, acaba estendendo um tapete vermelho para a Arrogância desfilar a fantasia de mérito.
E, nesse espetáculo, os erros deixam de ser mestres severos para se tornarem figurantes das conveniências.
O que antes exigia revisão, agora se justifica pela “bagagem”.
O que cobrava correção é minimizado pelo “histórico”.
E o que deveria causar constrangimento acaba sendo romantizado como traço de personalidade ou preço do sucesso.
Assim sendo, o tempo deixa de lapidar e passa a blindar.
Mas tempo não absolve falhas, só as revela com mais nitidez.
Quanto mais longa a caminhada, maior deveria ser a capacidade de reconhecer tropeços e aprender com eles.
Quando isso não acontece, o problema já não é o erro em si, mas a vaidade que lhe empresta as sandálias medonhas para desfilar.
Porque Experiência sem Autocrítica não é Sabedoria — é apenas a repetição confortável dos mesmos equívocos, agora amparados pelo tic-tac do relógio.
Não é sobre ter 10, 20 ou 30…
É sobre ter plena consciência de que errar é um risco inerente aos que se entregam, aos que fazem, aos que vivem.
E corrigir erros é permitir-se muito mais humano!
Não justifique os seus erros nos erros dos outros,pois apontar os erros dos outros não irá justificar os seus erros!
Eles não sabem pedir desculpas, se embaraçam, se estilhaçam e se atropelam .
Medo de que os erros se repitam tentam ensinar o máximo que podem, a verdade é que impor é um objetivo e amar é lei.
Vejo o medo, frustração e insegurança em seus olhos que se oprimem atrás de uma carcaça rude mas, que se desfas rapidamente com qualquer dor ou arrependimentos que sentimos.
O quão amáveis e rigorosos são, o quão ajudam e atrapalham nossa vida, o quão importantes, verdadeiros e humanos são !
O que Deus quer de nós, para nós?
Será que o livre arbítrio que nos leva aos erros prepondera o livre arbítrio quando buscamos acertar?
Cada um de nós temos o teto de vidro, muitas e muitas vezes somos apedrejados, massacrados.
Os erros, as mentiras, as bobagens do passado sujamn esse vidro de lama e poeira.
Deus, sabiamente, na hora certa, deixa jorrar o seu amor através da água mais pura e límpida em cima de nós, para lavarmos a alma e esfregarmos para sempre esses momentos de dor, aflição e tristeza pelo que outrora cometemos.
Água pura e cristalina para enxergarmos através da janela da nossa alma as infinitas oportunidades de transformação que Ele nos oferece.
E o que muitas vezes fazemos? Fechamos a torneira das bençãos enviadas, muitas vezes por medo, ou por descrença em nós próprios e em nossa capacidade de superar os desafios da vida, passamos rapidamente um pano seco de amarguras, conformismos e desesperanças, deixando a vidraça da nossa vida ainda mais turva.
Deus, a cada dia, oferece uma nova chance de limparmos nossas vidraças, para enxergarmos de outra forma a vida, para liomparmos o passado de coisas que fizemos de errado, como um grande aprendizado.
Errar, fundamentalmente, faz parte desse processo de Deus e propósito de vida.
Ter coragem de reconhecer os erros e modificá-los significa reconhecer a pura essência de Deus dentro de si. Ele, com sua capacidade infinita de amor e perdão, não corrobora com a ideia da nossa resignação. A felicidade desta vida é para ser buscada nesta vida. Abrir mão de ser feliz é abrir mão da proposta de Deus para nós. É abrir mão da própria encarnação, é morrer para a vida, em vida.
