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Não somos seres perfeitos por natureza, mas, podemos sempre conquistar a perfeição com as nossas atitudes.
A pior de todas as batalhas de nossas vidas, travamos com o nosso próprio ser, pois, quando pensamos que nos conhecemos o suficiente, descobrimos que pouco ou nada sabemos de nós mesmos.
O céu se rasga ao cair da noite, sobre as nossas cabeças renasce a lembrança de outros tempos em que tudo o que fizéssemos se transformava em vivência perfeita.
O mundo que se fecha em nós, nunca esteve aberto nas nossas cabeças, pois, somos a realidade do mundo que exteriorizamos e que todas as outras pessoas pouco ou nada conhecem.
Os nossos olhos nos tornam escravos das nossas atitudes, mas, nem sempre nos mostram o caminho certo de que devemos seguir para alcançarmos a felicidade.
O preço do bem estar da humanidade actualmente, passa por abdicarmos das nossas satisfações pessoais e, deste modo, aceitarmos com veemência, a orientação das autoridades sanitárias, que nos impõem que fiquemos em casa, de modo a evitamos a propagação massiva do coronavírus.
Temos pressa de alcançar o normal para as nossas vidas, mas, não conseguimos perceber que a nossa vida nunca teve de facto um normal e, que nós e as nossas escolhas diárias é quem tornamos o nosso viver como sendo normal ou anormal aos olhos de quem nos contempla.
Os contos que descontam das nossas mentes, falarem da nossa vida, nos transformam em heróis ou vilões, no entendimento do mundo que com curiosidade quer saber que tipo de humano somos, mas, a verdade é que não buscam a realidade sobre nós, nas oportunidades que têm para nos interpelar.
O tempo consome as nossas certezas, quando a idade nos cobra por amizades sinceras, que nos têm sem competição, mas, que nos querem e têm-nos como parceiros da vida e para a vida.
Mais sensato que o tempo, são as nossas convicções, que nascem num tempo e espaço determinado, mas, morrem conosco no dia do nosso último suspiro.
Os cantos do Natal já ecoam nas nossas mentes, a nostalgia das alegrias e tristezas vividas durante o ano se refletem a cada passada das horas dançando nas nossas esperanças, mas, um silêncio se esconde nas nossas falas e, nos lembra que seremos felizes no novo ano que nos renova.
Eternizamos as nossas alegrias como marcas do tempo, mas, não damos valor a nossa alma em dias de tempestade.
Escrevemos as nossas vitórias na memória dos que ficam, mas, partem conosco, as alegrias de uma dor não partilhada com o mundo que nos julga e que nos condena sem contraditório.
Os nossos sonhos se desenham nas margens do rio Kwanza, onde muitas das nossas alegrias foram vividas, nos encontros dos nossos desejos e, que hoje foram arrebatados pelo vento e pela seca do cacimbo.
As nossas atitudes nem sempre refletem aquilo que somos, por isso, acompanhemos as mudanças do tempo, e, permitamo-nos crescer na maturidade.
Grudamos o nosso sonho em nossas mentes, mas, sofremos o desalento, por não conseguirmos realizar os nossos propósitos com reverência.
As armas silenciaram-se como sinônimo de paz e os antigos combatentes, batem as nossas portas clamando por ajuda, para travarem a guerra da desconsideração a que são alvos pelas novas gerações.
Além de sermos protagonistas das nossas próprias histórias, com lutas, derrotas e conquistas, compartilhamos um palco comum onde todos têm a mesma relevância.
