Apenas
A Escuta que Cura
Há uma força que não se impõe —
apenas se oferece:
a escuta.
Não a que responde rápido,
nem a que prepara defesa —
mas a que se inclina,
inteira,
para caber o outro.
Escutar é abrir espaço
onde antes havia ruído.
É suspender o próprio peso
para sustentar o que chega.
Há dores que não pedem conselho —
pedem presença.
E, quando encontram abrigo,
começam, por si, a se reorganizar.
A escuta verdadeira não interrompe —
acolhe.
Não julga —
compreende antes de concluir.
E nesse silêncio habitado,
algo sutil acontece:
o que estava fragmentado
encontra forma.
Porque ser ouvido —
de verdade —
é uma das experiências mais raras
e mais restauradoras que existem.
— E quem aprende a escutar,
torna-se instrumento de cura
sem precisar dizer quase nada.
Ir. Paulo Tondella
A Construção
A construção — não é apenas erguer,
é sustentar.
É o apoio que se revela
na hora dos embates da vida —
seja no campo da ciência,
na família,
ou entre amigos verdadeiros.
É ali — onde as certezas vacilam —
que aquilo que foi bem edificado
não cede.
Porque há algo que se forma por dentro —
e isso não se vê de imediato:
cura…
transformação…
e uma força silenciosa
que reorganiza o caminho.
A construção verdadeira não faz ruído —
mas sustenta travessias.
E assim, pouco a pouco,
vai moldando o homem
no caminho do seu aperfeiçoamento.
— Não como quem termina uma obra,
mas como quem se torna.
Ir. Paulo Tondella
Entenda, não é "não te valorizar", escolhi apenas não sofrer com a sua desistência.
Você escolheu não acontecer, eu escolhi não sofrer.
Repare no Entorno...
Reclamem não,
apenas orem e agradeçam
pelo que recebem e conquistam.
Pois alguns de nós
nascem sem as menores
chances de conquistas.
Existe um mundo dos excluídos,
em cada esquina existe um ou mais.
Mas o mundo moderno
nos ensinou a "coisificar" o semelhante desprovido,
não os "reconhecemos como pessoas de direitos".
Apenas os ignoramos diariamente com
a nossa soberba, com a nossa pequenez humana.
Quando saírem de casa, olhem ao redor,
amplie a visão do coração e o
mundo da exclusão surgirá a sua frente.
Peça forças aos céus para se levantar,apenas aos céus...
Não espere que alguém lhe dê a palavra que precisa para continuar,as vezes pode se decepcionar e isso poderá te destruir.
Passado.
Serve apenas para que as
coisas fiquem por lá.
As outras, as que devem
nos acompanhar,
chamam se Presente.
Poema Sede Insaciável
Queria apenas um pouco de ti,
mas o pouco não me bastou...
Quis sentir mais, quis me encher,
mas o teu amor só pingou.
Como chuva rala no chão,
eram gotas que vinham e iam...
E quanto mais eu pedia,
menor elas se faziam.
Minhas folhas foram murchando,
minhas raízes se desfazendo...
Fui morrendo aos poucos,
sem o amor que estava querendo.
Autora: Mirian Maria Julia
Convite ao Agora
Não te condeno ao esquecimento,
apenas escolho, enfim, recomeçar.
O tempo não apaga o que sinto,
meu amor ainda teima em aqui morar.
Pelas horas que passam, entre frestas e saudades,
vejo um tempo que não ousa retornar,
mas avisto um futuro que urge,
uma alegria pronta para nos contagiar.
É um novo instante, um pulso firme,
a vontade acesa de outra vez tentar.
Que seja amor, que seja brasa,
ou apenas o riso que vem nos resgatar.
O que importa é a vida em movimento,
é o fôlego novo de quem sabe recomeçar.
Hoje o destino tem o teu nome,
e o amor, enfim, se faz presente.
Vem! Despoja-te do medo de ser feliz,
deixa que o agora nos oriente.
Posso ser o teu melhor reflexo,
posso ser o teu mais profundo prazer.
Posso ser apenas o que sou,
ou o que em ti eu vier a colher.
Podemos ser o "nós" que o tempo adia...
Vamos habitar o presente?
A vida acontece agora,
e o resto é apenas travessia.
Poesia de Islene Souza
A verdadeira realização não nasce apenas do ato de acreditar ou de repetir afirmações positivas, pois a palavra dita apenas pela boca, sem o respaldo do espírito, é um som vazio. O universo não opera por desejos intelectuais, mas sim por meio de leis fundamentais de energia, frequência e vibração. Para que algo extraordinário se manifeste, é preciso haver uma sintonização profunda e absoluta, onde o que você faz, o que você diz e, principalmente, o que você sente, ocupem o mesmo espaço vibracional. Muitos se perdem ao tentar projetar uma imagem de riqueza, beleza ou sucesso, mas permanecem desconectados internamente da frequência dessas realidades; eles acreditam com a mente, mas não ressoam com o coração. O alinhamento real exige que você pare de apenas "tentar" acreditar e passe a ser a própria frequência do seu objetivo. É essa congruência total que elimina as interferências e transforma o indivíduo em um ímã vibracional, pois o universo não responde ao que pedimos, mas sim à exata medida da energia que sustentamos e emitimos de dentro para fora.
O maior milagre
O maior milagre não está apenas no extraordinário, mas no que pulsa silenciosamente dentro de nós a cada instante.
Há uma ingratidão sutil — não contra Deus, mas contra nós mesmos — quando esquecemos que nossa existência é fruto de uma longa tessitura entre o tempo, a matéria e o sopro do eterno. A ciência descreve esse processo como evolução: do pó das estrelas à complexidade do corpo humano, da simplicidade das primeiras formas de vida à consciência que hoje reflete sobre si mesma. Já a teologia, com linguagem mais profunda que literal, declara: “formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida” (Gênesis 2:7). Não são discursos opostos, mas perspectivas distintas do mesmo mistério.
O homem, portanto, é simultaneamente barro e transcendência. Carrega em si a memória do universo e o sopro do divino. Aquilo que a ciência chama de organização biológica extraordinária, a fé reconhece como imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26). Somos, por assim dizer, máquinas vivas — mas não apenas máquinas: somos consciência, vontade, espírito.
Ao longo dos séculos, evoluímos. Dominamos o fogo, inventamos a roda, desvendamos leis físicas, químicas e matemáticas. Expandimos nosso domínio sobre a matéria, mas, paradoxalmente, nos tornamos vulneráveis àquilo que não se mede: a ética, a compaixão, o sentido. Crescemos em conhecimento, mas muitas vezes nos perdemos em sabedoria. Pois o avanço técnico não garante a elevação moral.
E é nesse ponto que a teologia confronta a ciência não para negá-la, mas para completá-la: o problema humano não é apenas biológico ou social, mas espiritual. Como diz o texto sagrado, “o coração do homem é enganoso” (Jeremias 17:9). Assim, aquele que foi criado para refletir o divino torna-se refém do egoísmo, da ganância e da ilusão do “ter” sobre o “ser”.
Entretanto, há um limite que nenhuma evolução conseguiu ultrapassar: a morte.
A ciência a estuda, a adia, a compreende parcialmente — mas não a elimina. E talvez isso não seja uma falha, mas um sinal. Um lembrete inscrito na própria estrutura da existência de que o homem não é absoluto. Como afirma o sábio: “tu és pó, e ao pó tornarás” (Gênesis 3:19).
A morte, longe de ser apenas o fim, é também uma linguagem. Ela fala da transitoriedade, da dependência, da finitude. E, paradoxalmente, aponta para o que transcende. Se tudo em nós fosse apenas matéria, a morte seria apenas um desligamento. Mas o homem a teme, a questiona, a transcende em pensamento — porque há nele algo que não se conforma ao fim.
Assim, a morte se torna um dos maiores sinais da nossa própria dimensão divina: ela nos limita, para que não nos iludamos como deuses; e, ao mesmo tempo, nos provoca a buscar o Eterno.
E então compreendemos: o maior milagre não é apenas a criação do homem do pó ou da costela, nem apenas sua evolução ao longo dos milênios. O maior milagre é este instante — o agora — em que respiramos, pensamos, sentimos.
A chama da vida que arde dentro de nós não é explicada plenamente nem pela ciência nem pela teologia isoladamente, mas pela convergência de ambas. Cada batida do coração é um fenômeno biológico; cada consciência desse batimento é um mistério espiritual.
Viver, portanto, é o milagre contínuo.
E enquanto há fôlego, há a presença invisível daquele que, segundo as Escrituras, “nele vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17:28).
Por isso, despertar para a própria existência é, talvez, o ato mais próximo de tocar o divino.
Atila Negri
Aprendi com um grande gestor que não erramos, apenas nos enganamos — e sempre podemos corrigir o caminho.
Hoje faltam palavras para expressar o que estou sentido...
Apenas sinto as lágrimas escorrem por minha face no silêncio do meu quarto. "
Não deixe que o medo te impedir de viver momentos mágicos. Alguns desses momentos, acontecem apenas uma vez na vida."
Que paz esteja presente em sua vida, não apenas nesta época de festas natalinas, mas que ela possa ser sua missão de vida, para esse novo ano que vem surgindo no horizonte!"
Mãe e pai: dois nomes que carregam apenas três sílabas, mas cujo significado atravessa séculos. Ainda assim, por mais que desejemos, não podem viver três séculos ao nosso lado.
A falta que essas duas pessoas nos fazem quando partem é imensurável; não existe analgésico capaz de aliviar ou acalmar essa dor.
É nesse momento que surge outro nome, também composto por três sílabas: Deus. São as orações constantes e a graça de Jesus Cristo que nos sustentam e nos guiam dia após dia.
Nós, filhos, jamais aprenderemos a viver plenamente sem a presença dos nossos pais. Felizes aqueles que ainda os têm, pois, depois que eles partem, o mundo jamais volta a ser o mesmo.
Transmita aos seus filhos apenas o amor; todas as outras emoções, guarde para si e paute suas ações na razão. Que seu filho veja em você um princípio de ordem no caos da existência, e não uma fonte de turbulência para o seu coração.
