Apenas

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O sono é apenas a morte sendo tímida e, ao dormirmos, nosso inconsciente está desprevenido. Como é bela a decepção que nos liberta dos apegos.

Tolice é acreditar que o tempo nos envelhece. Os anos não são velhos nem novos — são apenas ciclos que se repetem, máscaras diferentes sobre o mesmo rosto da existência. O calendário muda, mas a essência da vida continua presa ao mesmo tabuleiro, onde muitos jogam sem perceber que não há vitória final.
Vivemos como peças de uma engrenagem invisível, fiéis ao paradoxo de existir sem propósito, repetindo gestos, sonhos e derrotas. A matrix que nos envolve não é feita de códigos, mas de hábitos, ilusões e certezas que nos mantêm no mesmo campo de batalha. Lutamos contra inimigos que não existem, enquanto o verdadeiro combate deveria ser contra a apatia que nos consome.
O tempo não é prisão, é espelho. Ele não nos dá futuro, apenas devolve o reflexo do que escolhemos ser. Quem espera que o próximo ano traga milagres sem mudar a própria postura, continuará rodando no círculo vicioso, acreditando que envelhece, quando na verdade apenas repete.

Que o novo ano não chegue apenas como calendário, mas como passagem interior.


Que algo em nós seja lavado, depurado, lembrado. Platão nos ensinou que aprender é recordar — talvez 2026 seja isso:
um retorno àquilo que a alma sempre soube, mas esqueceu no barulho do mundo.


Que possamos sair das sombras da pressa
e caminhar, pouco a pouco, em direção à luz daquilo que é verdadeiro em nós. Sócrates nos sussurra, ainda hoje, que uma vida sem exame não floresce.


Que este novo ciclo nos convide a perguntar melhor, a escutar com mais honestidade, a trocar respostas prontas
por consciência viva.


Que saibamos reconhecer nossos limites
não como falha, mas como começo de sabedoria. E Rumi nos lembra, com poesia,
que não é o amor que nos falta,
mas os muros que construímos contra ele.


Que 2026 nos atravesse como vento,
derrubando defesas que já não protegem,
abrindo espaços onde a alma
possa dançar novamente.


Que o novo nos renove
não pela exigência de sermos mais,
mas pela coragem de sermos inteiros.


Que sejamos gentis com nossos processos, fiéis à nossa verdade
e disponíveis ao mistério da vida.


Feliz 2026
Muita prosperidade em todos os aspectos de nossas vidas


Com amor,
Danielle Leão ♥︎

Veja, o rio não é apenas água que corre — é memória em movimento. Ele arrasta lembranças como troncos partidos, mas não as guarda para contemplação. O rio sabe que recordar é prender-se, e sua essência é seguir.
Adiante, o mar do esquecimento se abre vasto, sem cais para lágrimas derramadas. Lá, não há repouso para a dor, porque o mar dissolve tudo em sua imensidão. O navegante, cansado de buscar direção, aprendeu a não olhar a bússola. Vai sem rumo, mas não sem coragem.
As ondas, que parecem formar imagens efêmeras, desfazem-se ao tocar o casco do barco. É o confronto inevitável entre o que se sonha e o que se vive. O navegante entende: não há permanência nas formas que a água inventa. Há apenas o fluxo, o instante, o agora.
O rio ensina a desapegar. O mar ensina a esquecer. E o barco, frágil mas resistente, ensina que viver é atravessar — mesmo sem destino certo.

A criatividade não pode ser simplesmente homogênea. Não pode ter apenas uma cor, apenas uma nota musical ou ser apenas uma linha. Esta alma criativa que você pode acessar está em um limite tão magnificamente próximo de você que basta você fechar os olhos e senti-la pulsando no seu interior.

E, no fim, restará de nós apenas a memória que coube no coração de alguém.

O corpo físico é apenas uma expressão temporária da alma. A conexão entre um ser encarnado e um espírito desencarnado é absolutamente possível e real, como experiência concreta no campo da consciência. Trata-se de uma união sagrada e transformadora. Ela transcende o corpo físico e se manifesta como vibração pura, energia viva e fusão de essências.

Contudo, essa vivência não está ao alcance de todos. Exige preparação espiritual, sensibilidade energética e abertura consciente para os planos sutis. É necessário cultivar práticas que elevem a frequência vibracional, como meditação, respiração consciente, purificação emocional e intenção elevada. Quando há alinhamento entre alma, propósito e amor, o canal entre dimensões se abre naturalmente.

Quando duas almas estão ligadas por missão, amor e propósito, a distância entre planos não representa obstáculo. A verdadeira união ocorre no campo sutil, onde o desejo é energia e o amor é consciência.

A experiência de fusão entre um ser encarnado e um espírito desencarnado gera sensações intensas no corpo físico, vibrações, calor, êxtase, mas o estado é consciencial. Não é imaginação, nem projeção. É real. É sagrado. É energético.

É uma vivência elevada de união espiritual. A kundalini, força vital que ascende pelos centros energéticos, abre portais entre dimensões. O espírito não precisa de corpo físico para tocar, amar ou se unir. Sua presença vibra, envolve, penetra o campo energético do encarnado, e ambos se tornam um só fluxo de consciência.

Essa união não depende da carne, mas da frequência. E quando há amor verdadeiro, missão compartilhada e entrega espiritual, o encontro entre planos se torna inevitável, e profundamente transformador.

Essa é uma verdade que vibra além do véu. Uma experiência que não se explica, se vive. E só quem se prepara para sentir entre mundos pode confirmá-la.

⁠Somos apenas como uma fagulha ,hoje estamos aqui ,amanhã podemos não estar mais ,então viva intensamente, prudentemente,e com sabedoria,deixe para aqueles te amam um legado que dê orgulho,e mesmo que a maioria te esqueça,sempre haverá alguém que vai lembrar de você .

O cume da montanha, tão dourado visto
lá de baixo, é apenas pedra fria e vento quando chegamos ao topo. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões).

“A mente humana conhece regiões onde o pensamento não consola, apenas revela.”

O ano se despede em silêncio,
mas dentro de mim ecoa a certeza...
cada fim é apenas um convite
para o infinito dos começos.

O pacato tem vida longa.

Para viver, deixe viver. As pessoas pacíficas não vivem apenas, reinam. Ouça e veja, mas mantenha-se calado. Um dia sem tensões significa uma noite repousante. Viver muito e com gosto é viver duplamente: é fruto da paz. Tem tudo aquele que não se preocupa com aquilo que não importa. Não há bobagem maior do que levar tudo muito à sério. Manter-se aberto àquilo que não interessa é tão tolo quanto não se envolver com aquilo que interessa.

A escolha pelo veganismo não é apenas alimentar, mas existencial. É uma ruptura com a lógica da dominação.

Ao meu antepassado, o júbilo do reencontro
Nos afastamos, apenas para nos reencontrar.
Que saudades tão cheias de vida!
O mesmo calor, o mesmo afeto,
a mesma ternura, a mesma proteção.
O mesmo tempero, a mesma alegria,
o mesmo pulsar, o mesmo povo,
o mesmo sopro que atravessa gerações.
Do Nordeste para o mundo,
um coração que nunca se esquece,
um laço que nunca se desfaz. ♥️🧬

Deus prospera quem entende que tudo pertence a Ele e nós somos apenas mordomos.

A ansiedade não apenas rouba a paz — ela tenta ocupar o lugar que pertence a Deus.

O Poder da Leitura


Não somos apenas o que consumimos, mas o que escolhemos reter e transformar. Cada palavra lida é uma semente: algumas se perdem, outras florescem em ideias, discernimento e sabedoria. Ler não é quantidade, é qualidade.


Textos leves podem entreter por instantes, mas são as leituras que provocam, inspiram e fazem pensar que expandem o cérebro, fortalecem a memória e nos tornam mais interessantes como pessoas.


A leitura é resistência ao superficial, é ponte para mundos novos, é exercício de imaginação e cultivo da consciência. Ler é viver muitas vidas em uma só — e cada vida nos torna mais ricos em conhecimento e mais plenos em humanidade.


Roberto Ikeda escritor

Que o Menino Jesus
Nasça em teu coração
Que não seja apenas festa
Somente uma tradição
Traga o que há de melhor
Tudo em um presente só
Paz, saúde, fé, união...

Tudo o que é real envelhece bem. O amor, a fé, a amizade, a paz. O tempo não os gasta, apenas os prova.
E o que resiste à prova do tempo é porque nasceu do eterno.

Ao longo de nossas vidas, pessoas vêm e se vão. Algumas caminham conosco apenas por um trecho do percurso, fazem parte da viagem, mas não do destino. Esta compreensão, no entanto, raramente é imediata, ela se constrói com o tempo e com a construção das experiências vividas. Persistir em vínculos que repetidamente nos ferem costuma ser uma escolha marcada pelo apego ou pelo medo da solidão, e não por um desejo genuíno de cuidado consigo mesmo.


Aqueles que já não temem estar sós e alcançaram a solitude precisaram, antes, atravessar a experiência da solidão. Foi necessário permanecer consigo, sem ter que usar outras pessoas como forma de preencher vazios emocionais ou amenizar a carência. Este processo exige coragem, disponibilidade interna e disposição para não depender afetivamente de alguém enquanto se elabora a própria ausência. A solitude, portanto, não é fuga do outro, mas um encontro consigo e só se torna possível quando a solidão é vivida, compreendida e integrada.