Apenas
“Chamar-me de 'boca de sacola' é apenas reconhecer que carrego comigo as realidades que muitos preferem ignorar."
"Uma mente que cria abre asas e aprende a voar, enquanto uma mente que copia apenas rabisca um desenho raso do voo de quem já está voando."
Para algumas pessoas, amar é apenas um jogo onde não importam os resultados, contanto que possam estabelecer suas próprias regras.
Muitos preocupados com tantos tons de cinza e eu apenas desejando mais "cor" em minha vida.
Os tons, com certeza eu saberei mostrar, tantos quanto forem necessários, afinal, para uma boa pintura é necessário primeiramente uma tela de qualidade.
Mulheres Meio Ananda
Nós, mulheres meio Ananda,
queremos ser sentidas, não apenas vistas.
Queremos alguém que decifre nossos silêncios,
que ouse atravessar o mistério por trás do olhar,
e encontre, ali dentro,
a vastidão de um universo que pulsa.
Falamos da vida — sim, falamos —
mas não nos resumimos a palavras.
Há em nós um canto que nem mesmo sabemos entoar.
Um desejo sem nome,
uma sede de viver com leveza e fúria,
com beleza e verdade,
tocando com os olhos, os dedos, a alma,
as maravilhas que o mundo esconde.
Nós, mulheres meio Ananda,
aprendemos a nos amar com o mesmo cuidado
que um dia esperamos receber.
Nos amamos no espelho e no silêncio,
nos cuidamos como se fossemos jardim —
flores e espinhos, sol e sombra.
Desejamos ser amadas assim:
sem podas, sem medo, inteiras.
Nossos sonhos — mesmo os mais banais —
carregam o peso doce do coração.
Somos de instantes e de eternidades.
Queremos o alto de um prédio em Nova York,
e também um chalé rústico,
banhado pelo pôr do sol,
ao lado do mar,
com um cabrito chamado Tobias
e um golden de olhar fiel.
E ainda que não leiamos sempre,
amamos a ideia de uma biblioteca —
não pelas palavras, mas pela beleza quieta que ela carrega.
Afinal, o que queremos, nós, mulheres meio Ananda?
Queremos viver com sentido,
rir com o corpo inteiro,
colecionar momentos que fiquem na pele.
Queremos lembrar por que estamos vivas,
ser compreendidas sem precisarmos nos explicar.
Queremos — apenas isso —
ser felizes.
Desde que te conheci, fiquei fascinada. É difícil explicar, porque não se trata apenas da tua aparência — embora eu precise admitir: existe algo quase hipnótico em você. Cada detalhe seu parece milimetricamente perfeito, como se tivesse sido desenhado com uma precisão absurda. E eu, que já te desenhei algumas vezes, posso dizer com certeza que foi um privilégio ter a chance de observar cada detalhe do seu rosto, conhecer teus traços, teus contornos, a nuance da sua expressão.
Se eu soubesse desenhar corpos, seria outra honra. Não por vaidade, mas pelo desejo sincero de prestar atenção a cada parte sua, como quem contempla uma obra-prima moldada com cuidado e reverência.
É claro que falo disso com um olhar artístico, como qualquer artista faria. Sem sombra de dúvidas, todos nós nos regozijamos ao nos deparar com algo tão visivelmente belo.
Mas o que mais me toca em você vai além da estética. Existe um tipo de beleza que não é só física — é uma imensidão que transcende o que os olhos veem e atinge algo muito mais profundo. E você carrega isso. É encantador como a magnitude da sua aura transborda e invade o ambiente, deixando tudo mais agradável e interessante.
Você é como um livro, cheio de conteúdo, e olhando pela capa, tem um mistério que provoca em qualquer um uma vontade absurda de lê-lo, descobrir mais.
Às vezes, a gente se encontra em um daqueles momentos raros onde o tempo desacelera e a conversa flui, sincera, leve, profunda. E eu aprendo tanto com você. É incrível como, quando paramos pra trocar ideia, a gente realmente se encontra ali, num instante que parece fazer sentido. Não tem superficialidade.
Você desperta em mim uma admiração singular, daquelas que não se pede, não se provoca — simplesmente acontece. E um dia, quero ser pelo menos metade do que você é, se puder absorver só uma fração dessa força que você carrega, já vou me sentir mais inteira.
Continua vivendo tudo com essa intensidade absurda, essa luz que te faz ser quem é, e não deixa que nada nem ninguém apague esse fulgor. Que a vida te leve longe, mas que sempre sobre tempo pra gente treinar junto, conversar mais, e ter esses momentos que, sem a gente perceber, viram memória boa.
Audaciosamente,
de: Ananda
para: Minha musa inspiradora (MN)
Ela não tinha coração, apenas um vácuo,
como um espectro inexorável.
Ígneamente abissal, ele surgiu lhe provando sua humanidade.
Com desvelo, a fez colocar a mão sobre o seu peito e sentir as batidas de seu coração,
aquele que habitava seu âmago de forma silente.
Com um vaticínio, a fez acreditar, e sentir,
que a cada batida soava um eflúvio poético, cheio de sentimentos;
junto ao coração dele, se fazia uma melodia de fogo, ardente, sedenta, fatal.
Era visceral a sintonia dos dois.
Era indelével aquele momento, jamais algo a faria o esquecer.
Jamais ela imaginaria que aquele sentimento sibilante evoluiria para um sibilo ensurdecedor.
Ele a hipnotizou, sem nem mesmo perceber, a fez acreditar na perenidade, no sentimento eterno, na química permanente, na felicidade.
Ao se encostarem, a luz que crescia, transcenderia qualquer sublime camada que o universo pudesse colocar.
Ela não podia procurá-lo, tocá-lo. Mesmo com o sentimento em crisálida, ela não sabia traduzi-lo em palavras.
Então ela o observava. Mesmo antes de qualquer despertar no seu interior, ela observava, ansiando sentir as energias que em sua volta permaneciam, já que não era capaz de desfrutar de um sentimento próprio.
Ela o enxergava, o via, muito além do que era capaz de se alcançar fisicamente. Ela enxergava sua alma, sentia que era capaz de ver sua luz e sua sombra, sua energia.
Bom, ela não esperava nada, só queria desfrutar da humanidade que ele despertou nela. Nenhuma utopia. Parecia maravilhas. Mas um tormento estava por vir.
A humanidade, sentir, não é só felicidade, paixão, amor — era tristeza, decepção, raiva, ódio também.
Seus sentimentos transbordaram à beira de seu abismo emocional. Sua impulsividade lhe privou de observá-lo. Apesar de seus erros, ele teve sua parcela de culpa.
Ela jamais imaginaria que a perenidade de sua paixão e felicidade, que ele a prometeu de forma tácita, seria perecível após um repentino exílio.
A epifania de que ele era muito mais do que ela imaginava. Ele era mais do que sua paixão lhe permitia enxergar.
Ardiloso, encheu seu coração de névoas. O mesmo coração que antes ele deu cor, ele o dilacerou.
E, como anátema, ele permeou.
Não quero ser impaciente e viver apenas com um sentimento de dor e perda.
Minhas verdades são sinceras, sou um ser especial trago em meu coração heranças do passado e reúno preciosidades do presente para satisfazer-me no futuro bem próximo.
Meu tempo é insensato com o meu fazer controlando meu coração e dizendo-me que tenho hora para os meus sentimentos.
Querer sem a força do coração é apenas ilusões.
Eu preciso que você dirija-me preciso aprender que eu não sou feito de papel.
Meus sentimentos se movem como a imperfeição dos anjos.
Tenho erros compusivos, portanto procuro enterna-me no paraíso.
Não quero ter a terrível frustração de não viver uma historia de amor e arriscar ser feliz.
Apenas ter a lucidez que se faz sentido, porem não quero um amor inventado.
Viver essa incapacidade aprisiona o instinto e traz um levíssimo entendimento.
Realmente, justa é a humildade de um sentimento puro e verdadeiro que direciona a felicidade.
Para conosco apenas começamos por que para ser irmão não precisamos ter o mesmo sangue;
Precisamos um do outro para caminhar lado à lado e juntos rirmos do que é irônico;
Choramos no que emociona nosso coração, lutamos pelo que se faz justo ao nosso querer;
Sem saber se eterno será, mas estamos sempre juntos para confirmarmos a origem da amizade;
Te adoro muito amigo e não seria uma vida maravilhosa sem você;
Não sou vazio apenas sensato com as indiferenças, não sou sem falta de atenção apenas realista, não sou hipócrita e sim me amo com todas as letras;
Não sou egoísta, mas sim preservo o que tenho de valor e com toda certeza nunca fui insensível apenas me defendo de ataques insolentes;
Se não seu pedir nada é por que ninguém percebeu minha pessoa culta e bondosa que demonstro ser;
Tudo não faz sentido ao coração, eu sei apenas quero ter alguém que corresponda a meus carinhos sem interesse algum;
Todo lado que não fora percebido em meu interior, eu tento descrever para que possam me ter em detalhes para não mais ser esquecido;
Agora eu vejo que tudo se perdeu de mim fazendo-me não saber para onde ir mesmo tendo a direção de onde eu vá;
És parte ainda de mim quando demonstro meus sentimentos em versos reais e verdadeiros para com o agradar do meu próximo;
Talvez se o existir for o inverso da imaginação para seu próprio escrever;
Não apenas um reflexo, mas o talento da alma indagando ao coração pelo inesperado e a invenção;
Versos que transbordam o meu interior por alguma fatalidade, gritam em silêncio o timbre do meu próprio eu;
Sou eu, sou versos poéticos e o que me vê para justificar a satisfação;
Podem tentar o quanto quiserem me apunhalar pelas costas, pois minha resposta é apenas uma: faça direito com o teu melhor, que eu ainda continuo de pé assistindo sua ruína;
Que a nossa felicidade não tenha receio de se adentrar em nossas vidas, não apenas rodeiem nossos corações;
Não quero depender do que não me cabe para me sentir acuado, mas sim quero a ousadia unida com a minha coragem e convidar a minha felicidade adentrando de surpresa em nossa história;
Que a simplicidade se apresente com imensa força e guarde toda esperança ilimitável em cada um no interior do coração;
Não se engole sapos da vida por querer, apenas se faz necessário para não agirmos de forma que nos faça se arrepender;
Não sou força e muito menos perfeição para que pense que sou a solução da vida, sou apenas mais um entre milhões de pessoas que correm atrás do entendimento para chegar até a felicidade;
Se eu vejo nos meus, cumplicidades eu também percebo fidelidade na amizade para com a minha vida;
Percorro e trilho o meu caminho com maior segurança e confiança por saber que velam por mim;
Não tenho nada, apenas a gentileza e o coração transbordando de sentimentos justos e verdadeiros no qual se faz pleno aos olhos alheios;
Eu me direciono para o mundo aqui em baixo que ergue minha ciência que não deixa o proceder escorrer em certo erro;
Sem presa de encontrar a felicidade, mas seguir com infinita determinação para se alcançar a plenitude e chegar próximo a perfeição;
