Aparência
A velhice revela a ilusão de quem apenas correu atrás de aparência e dinheiro e a verdade para quem viveu de amor.
Tudo o que faz voltado à aparência é perda de tempo, porque com o tempo a aparência se perde e morre;
Tudo o que faz voltado ao amor é ganho de tempo, porque com o tempo o amor se espalha e vive.
A aparência nunca deve ser julgada nem interpretada pela expressão de um rosto.
Aquele que julga reflete, sem perceber, as próprias palavras como um espelho: diante da sua face, elas revelam o peso do seu próprio coração.
A história de uma pessoa não está na capa de um livro. Ela é vivida e deixa seus rastros gravados nas páginas da vida.
Apaixone-se pelo caráter, porque a aparência muda, o corpo envelhece e o dinheiro acaba, mas o caráter permanece.
Veja além do corpo físico e do que a sociedade, que vive de aparências, dita.
Pois a vida é muito mais que uma clínica de estética.
O mundo é vasto e a alma necessita mais do que botox e reflexo nos espelhos das academias; pense fora da caixinha e seja feliz!
Tudo o que faz por aparência, vaidade, ego, se torna em vão com o tempo;
Tudo o que faz por amor, fica presente para sempre.
Além do Visível
Na travessia da vida, encontrei olhares que valorizavam aparências... mãos que mediam valores na superfície breve das coisas.
Mas meu coração, abrigo sem grades nem vitrines, anseia por aqueles que sabem ver aquilo que a pele não revela... aquilo que não cabe em molduras.
Desejo os que tocam a essência, os que valorizam a vida... os que enxergam o invisível, como quem vislumbra horizontes no brilho de um olhar.
Que se aproximem de mim, não os que julgam vitrines, mas os que conseguem transformar pequenos instantes em grandes momentos.
Porque a essência não se mede em molduras, mas na coragem de despir-se das aparências, reconhecendo que viver é o maior tesouro... livre como verdades que não precisam de vitrines.
A essência não se mede em molduras,
mas na coragem de despir-se das aparências...
reconhecendo que viver é o maior tesouro...
livre como verdades que não precisam de vitrines.
Cada época tem sua luz e sua sombra.
Antes havia mais formalidade e romantismo na aparência.
Hoje existe mais liberdade, mas também mais confusão emocional.
O ser humano, no fundo, continua com os mesmos sentimentos:
amor
ciúme
medo
desejo de ser amado.
A coisa mais difícil do mundo é olhar para outro ser humano sem julgá-lo pela aparência, pelo caráter ou pela inteligência. Julgamos o tempo todo, muitas vezes sem perceber. Quem afirma nunca julgar talvez esteja apenas julgando sem perceber.
No fim, a publicidade não vende coisas, ela vende relevância temporária com aparência de eternidade.
