Aparência
Deixa as aparências de lado,
não se faça espelho —
porque espelho frágil, quebrado ao vento,
não sustenta verdade nenhuma.
Sê tua própria essência,
não reflexo do que esperam,
não imagem moldada por olhares alheios.
Caminha com passos firmes,
mesmo que o mundo tente te vestir com máscaras,
mesmo que vozes externas ecoem padrões e exigências.
A beleza está naquilo que floresce de dentro,
na chama que não se apaga,
na coragem de ser inteiro,
mesmo quando a maré insiste em te fragmentar.
Não te reduzas ao brilho passageiro,
nem às sombras que outros projetam sobre ti.
És raiz, és tronco, és fruto —
não apenas reflexo.
Onde há muito subjetivismo, a ordem vira aparência: cumpre-se o ritual da norma, mas o resultado depende do humor, da interpretação e de quem decide, abrindo espaço para o favorecimento em detrimento da regra.
Cuidado com a falsa espiritualidade e as aparências. Muita coisa falada, que passa por boa fé, nada mais tem do que comodismos criminosos.
Alessandro Lo-Bianco
Muito cuidado com a falsa espiritualidade e aparências. Muita coisa falada, que passa por boa fé, não são mais do que comodismos criminosos.
Alessandro Lo-Bianco
A partir de uma idade nós paramos de notar a aparência das pessoas e começamos a reparar aquelas que nos fazem bem de verdade, e isso se torna subitamente belo.
Estando a vaidade acima de tudo, abaixo dela permanecem a falsa aparência e a hipocrisia, que deturpam a virtude das pessoas.
Não são as aparências que importam mas nossa verdadeira essência. Algo que não é possível de ser visto pelos olhos, senão pelo coração.
Autor: Ney Paula Batista
Se quem vive de aparências fizesse o mesmo esforço para poder viver a própria essência existiria menos gente infeliz e recalcada.
A falta de beligerância não diz nada
É apenas uma aparência de paz
A mente se movimenta numa encruzilhada
Tentando manter a respiração no interno caos.
O destino brinca de ter direções diversas
Mas há pontos nos quais se cruzam,
Num desses que traz recordações adversas
Verdades e decisões colidem e pressionam.
O fluxo já não parece ser como antes
Pois seus assuntos se tornaram incontornáveis,
Para que a máquina consiga seguir em frente
É preciso desbloquear a barreira erguida pelos execráveis
A falta de beligerância não diz nada
É apenas uma aparência de paz,
A mente se movimenta numa encruzilhada
Tentando manter a respiração no interno caos.
Quando os bloqueios são rompidos
Os pensamentos rumam fluidos.
Quando a verdade é posta no volante
Nenhuma encruzilhada mais é torturante.
Sinceramente, essa história de querer se sentir superior por causa de dinheiro, aparência ou posição… pra mim, não faz sentido nenhum.
O CÓDIGO DAS APARÊNCIAS, A ELEGÂNCIA DO VAZIO
Nunca fui eu quem viu o mundo de um jeito errado. Foi o mundo que se acostumou a olhar torto e chamar de normal o que o desnutriu.
Sempre observei com calma e clareza as vaidades humanas, essa fé cega nas aparências, esse culto ao tecido, à marca, aparência cara.
Percebi cedo que o tratamento muda conforme a roupa.
Se estou de acordo com o figurino, sou tratado como alguém digno de escuta.
Mas basta vestir o que é confortável, o que é meu, e já sou confundido com alguém menor, sem valor.
O traje é um passaporte social.
Quem veste o uniforme da convenção entra. Quem veste a própria pele é barrado na porta.
O mais curioso é que os mesmos que exigem elegância não conseguem enxergar educação no olhar sincero, nem grandeza em um corpo simples.
Confundem brilho com valor, perfume com virtude, mentira com sabedoria.
E nessa inversão de sentidos constroem o vazio que os engole e consomem seus filhos, vendem status, compram aprovação e chamam o aplauso de propósito.
Tristes dos que vivem da casca, só percebem o abismo quando o chão cede, e o chão sempre cede, porque foi feito de vaidade.
A sociedade adora o disfarce.
É por isso que respeita quem finge e rejeita quem sente. O código das aparências é a religião do vaidoso, onde o espelho é altar e a consciência é silêncio.
Mas há quem se negue a ajoelhar.
Há quem saiba que a roupa não sustenta caráter e que o corpo, por mais enfeitado, não abriga verdade alguma se a alma estiver ausente.
Não é rebeldia, é lucidez.
A roupa que visto não muda o que sei.
A aparência que esperam não define o que sou.
O mundo pode continuar se engomando, eu sigo sendo humano.
Prefiro o desconforto da autenticidade ao conforto de uma farsa bem passada.
Porque, no fim, o corpo fica, a roupa apodrece, e o que resta é o que ninguém viu, a dignidade que sustentou o silêncio, a verdade que não precisou de terno e a coragem de não caber no falso figurino.
Daqui não se leva nem o corpo, muito menos a fantasia.
As aparências e vestes que usamos
não falam quem somos.
Mas a necessidade de aprovação e julgamento alheiofaz parecer que falam e, dita o silêncio que nos calha.
Muitas pessoas estão renunciando a sua autenticidade em prol da aparência física, transformando-se em produtos moldados em academias e salas de cirurgia, este caminho que infalivelmente as levarão ao vazio!
Quem valoriza mais a aparência do que o conhecimento, cuidado: pode acabar perdendo seu emprego para a inteligência artificial.
Pessoas medíocres esbanjam aparência, mas não sustentam por muito tempo por falta de caráter. Para esses tipo de indivíduos, Jesus condenou dizendo: hipócritas!
(Jefferson Santos)
"A vida boa é a que nasce em nós.
Não se perca na ilusão da aparência alheia.
A realidade que sustenta é aquela que você vive, não a que o outro ostenta."
