Apagar a minha Estrela
Minha mente é uma máquina que não perdoa, funciona em silêncio, mas nunca repousa. Arquiva dores com precisão cirúrgica, como se cada ferida fosse sagrada. Não esquece, não apaga, apenas acumula. Faz da mágoa um mapa, do trauma, um relicário. E cada lembrança mal curada vira engrenagem, girando sem fim no escuro.
O fulgor do teu olhar incendeia minha alma, e rendido a ti, desvencilho-me do tempo, tornando-me criança outra vez, entregue ao espanto da descoberta.
Se eu sei que Deus é minha segurança é nele que deposito a minha confiança, então depositei minha vida no lugar certo.
Para onde eu fui na minha dor?
Desci até o mais íntimo do âmago da minha alma, me escondi no colo do meu mestre e lá me aquietei junto ao meu senhor!
Não tenho tempo, desculpem aos que me invejam! Minha energia esta focada em ser útil para pessoas que precisam de ajuda, de fato quero me tornar melhor, não tenho tempo em notar um mundo que vive preocupado em aprovação e aceitação de um ego inflado e ao mesmo tempo um coração vazio.
A minha cor define os meus valores quando sei que a minha identidade está inserida nela.
Sei de onde vim, por que vim e para o que vim.
A minha cor, é uma forma de me dizer sobre o núcleo existencial de mulheres fortes e lindas da minha linhagem!
O racismo é sobre o outro truncado, que não enxerga a totalidade sobre os verdadeiros valores!
Aprendendo a doutrinar minha ótica imperfeita, porém, não deficiente. Aprendendo também, a filtrar o eco que silencia gestos violentos refletidos no cotidiano.
Admito claramente, sou um ser comum e encantador, enquanto os "rotulados" seres únicos, são indispensáveis.
Sou tão doce e feroz, quanto o tédio dos agressores intelectuais.
De instinto efêmero e capaz.
Talvez, de sabedoria que em um instante faz-se atual e em outro momento, já ultrapassada.
Sou de voz pequena e pouco aplaudida, mas minha rouquidão alcança a surdez dos que amam.
Sou bem mais feliz com as minhas tristezas, que muitas alegrias desfilando façanhas.
Nasci a pouco tempo na cultura, e já penso em nascer de novo amanhã. Pois é lindo a luz que arte me obriga.
tenho minha própria sombra e altura, não preciso de figurações.
A minha conexão com você é tão forte quanto a imagem de um mundo
caindo aos pedaços em um cenário apocalíptico. Todavia, não é o mundo cinza e devastado que nos representa, é simplesmente aquela plantinha verde no centro de todos esses fins.
Talvez saibamos que todo fim é um começo, e estamos nos permitindo
durante todo esse caos, descobrir se seremos apenas mais uma parte no fim ou uma essencial no começo.
Apesar das minhas resistências, dividir os afetos com você tem se mostrado algo pré-existente em mim. Pura verdade, não obstante, dos apuros de ver destroços declinarem o nosso entorno, o medo de tudo isso nos perceber e nos encerrar, as vezes nos preocupa. No entanto, há beleza no ato de cair. Antes mesmo que o imaturo caminhe, ele se arrisca em algumas quedas, que para ele é repentino, mas para o mundo é calculável. Ali coincide um tombo. E lembramos das mãos, quase como se fosse uma extensão da nossa completa proteção. Essas mesmas mãos que resistem unidas diante desses escombros, que encontramos no meio da nossa coletividade.
Aquela planta lá do início, enquanto alguns fins se orquestram, simboliza as nossas mãos, a nossa conexão, e a nossa fé. Quando o assunto é “o amanhã” estamos sempre numa corda bamba; é a mais pura verdade. Então que seja esse o nosso destino, enquanto o presente não provar o contrário. Vamos apreciar as quedas durante o período do voo, pois voar é liberdade. Um dia crescemos e apesar dos declínios, depois, quem sabe, aprendemos
que a nossa natureza não precisa de construções que não possuam alma e vida. E no meio desse mundo cinza caindo aos pedaços, a única coisa viva, não importa o que aconteça, será sempre aquela planta entre o caule e as nossas mãos.
@poeticainterstelar
Palavras para a minha versão mais obsoleta;
Arroja-se de tuas invenções.
Encante as quimeras.
Equilibre teus instintos utópicos. Se cure. Suba a torre mais alta de si mesmo, se jogue, se inunde da felicidade que é ser você e aproveite a vista de cima do palco...mas jamais aceite o medo.
Decido direcionar minha energia apenas para aquilo que encontra eco e reciprocidade em meu caminho.
Tenho honrado as responsabilidades espirituais que o Senhor me confiou? Minha vida tem encorajado os outros na fé ou contribuído para o desânimo daqueles que caminham ao meu lado?
Nos desafios da vida, minha alma busca refúgio na presença de Deus, onde encontro paz e força verdadeiras?
Nos momentos difíceis, tenho reclamado ou permanecido em gratidão, confiando que Deus governa minha vida?
