Apagar a minha Estrela
Me intriga os psicos.
É uma chatice imaginar que alguém possa conhecer minha mente.
Me deixa com medo. Insegura. Indecisa.
Me desarma e acabo sem defesas.
Cheque mate pra mim.
Minha religião não é formada por homens nem se governa por um, porque não enxerguei até hoje um que suportadas e se mantivesse em perfeita capacidade para tanto, somos vãos demais para compreendermos com perfeição e doutrinarmos sobre o criador.
Minha religião se encontra no universo em sua harmonia, em sua sinceridade e pureza infinita através de todos os tempos;
Somente ela conseguiu manter-se pura e incorruptível à tudo;
Ela é o meio de estarmos em Deus e ele conosco presente, pois no caos não há espaço para a luz e o perfeito e nosso criador, se comunica conosco, cada um, de formas misteriosas, onde eu o enxergo através dela..
Amar um lugar. Amar as pessoas desse lugar. Amar a sensação desse lugar!
Minha alma vibra carnaval e vibra Rio.
Meu corpo vibra música e samba e vibra a terra do samba e do mpb: Rio!
Minha visão ama os lugares de cores vivas, tons brasileiros e paisagens e passeios históricos, requintados, aconchegantes: e tudo isso é PURO RIO!
Que falta sinto de casa. Porém, que saudade me faz só de imaginar sair deste lugar!
Não preciso mais ir pra parte alguma do mundo: Rio de Janeiro é um lar!
de povos, de pessoas, de história, de cultura!
quão indescritível lar, carioca.
Shiiiiado, alto astral, good vibe, bossa nova e festa.
Para todos, qualquer um que conhece o Rio dirá igual: este lugar é um imenso e diversificado LAR!
Drumond amou sua Itabira e eu, como Tom Jobim ao dizer "NÃO SE MORA NO RIO, SE NAMORA O RIO" seguirei ENAMORADA por este lar sempre e sempre até poder voltar e redescobri-la como a cada vez mais; e a cada vez mais, me apaixonar por esta cidade!..
Anjo meu, foi tão bom lhe ver flutuando sobre minha vida, foi tão real quando o vento passou sobre mim e senti o seu perfume, foi tão leve quando vi seu sorriso apenas em um retrato, mais para mim sua presença estava cada vez mais perto, anjo meu me proteja , não sou anjo mais garanto q meu amor é teu.
Sinto muita falta da minha infância humilde, a gente não tinha internet, não tinha vizinhos por perto e nem televisão, não tínhamos problemas.
Minha história é isso, uma colcha de retalhos emocionais onde fé, dor, memória, solidão e lucidez coexistem como os fios que sustentam uma alma ferida, mas viva.
Sou prisioneiro dos meus pensamentos.
Dentro da minha mente, a dor se repete em ciclos infinitos, como se cada lembrança fosse uma cela reforçada, sem grade visível, mas impossível de escapar. Tento lutar contra
a voz interna que insiste em rotular cada segundo como tortura, mas percebo que só reconhecendo e acolhendo esses pensamentos posso começar a libertar-me.
Talvez eu seja transgressor da minha mente, sendo infesto com minha existência. Sinto-me invadido por pensamentos que me repelem, como se minha própria consciência fosse inimiga, uma traidora que me enche de dúvidas sobre o direito de continuar existindo. Essa sensação de infecção mental corrói meu senso de identidade, questionando se ainda há algo de puro em mim para resgatar.
Não me recordo de não ter sofrido em alguma etapa da minha vida, tudo que tenho recordações, de uma forma ou outra, estava enfrentando algo, passando por algo, essas recordações me fazem ver o quão tive que ser forte para me manter de pé, o quão suportei coisas para não proferir minha raiva, quando tratado como um objeto, vou continuar nessa linha, não tenho escolha. As memórias de cada sessão dolorosa ou de cada olhar de piedade se misturam em meu passado como um mosaico de batalhas vencidas e perdidas, reconhecer que cada cicatriz, visível ou não, foi conquistada a ferro e fogo me mostra que minha força é menos sobre ausência de fraqueza e mais sobre a resiliência que surge quando “não ter escolha” se torna um chamado à sobrevivência.
Você merece todo amor que tenta dar aos outros, mesmo quando minha voz falha ao declarar gratidão, percebo que meu desejo de cuidar excede minha capacidade de me receber amor. Reconhecer meu valor não como alguém que “uma hora vai desistir,” mas como
sujeito digno de afeto, tem sido batalha diária que contradiz a voz interna que insiste em me desmerecer.
Minha autossuficiência vacila diante do medo de não haver quem me chame pelo nome. Ainda assim, ao me lançar na solitude, descobri forças que o silêncio guardava em segredo.
Aprendi a me afastar dos olhares que ferem, não mudo o outro, mas escolho onde repousa minha energia. Preservar-me, às vezes, é dizer adeus ao que já foi essencial.
Quando minha mente se perde, ainda que por breves instantes, os pensamentos se tornam lâminas que cortam por dentro. No silêncio que a noite veste, o tribunal interno desperta, cada lembrança de derrota, uma acusação sussurrada, condenando meu valor, pedindo que me renda à sombra. É um ciclo que me aprisiona, uma dança de espectros onde a vigilância torna-se escudo e lança, uma vigília eterna para deter o veneno antes que ele corrompa o último lampejo de luz.
Minha voz, ferida e firme,
rasga o silêncio das telas frias,
onde almas se perdem na superfície, e o vazio dança disfarçado. Palavras são flechas lançadas na sombra da indiferença.
