Apagar a minha Estrela
Comungo da ideia vertida pela minha mente, segundo a qual, a mulher é o reflexo dos varios sentidos que compõem o corpo de um homem, pois, mesmo que o homem não exteriorize a sua inquietude, a mulher rapidamente o cura da sua dor interior.
A um passo do mistério do nascimento de Cristo e a minha alma explode de grande emoção pela magia sublime do NATAL, o meu desejo se engrandece, por querer ver a alegria e o sorriso estampar-se no rosto de todas as famílias da minha Angola sofrida.
O eco do choro do Deus Menino já se agudeza na minha mente, sobre o sorrir encantado dos meus filhos, prometo o amor incondicional por tudo de belo que a vida me tem proporcionado, para me solidarizar com os corações de todos os que amam viver em alegria juntos seus entes.
Escondo a minha essência no deserto da minha vivência, tal sofrida a alma da minha solidão, que consome intensamente o coração, que me adorna de tristeza.
Ouço a voz da minha alma plantada no silêncio moribundo da noite, sem pressa, me deixo embalar nas fantasias contadas pelos meus sentimentos, que me coroam como o rei do meu coração.
A caneta tornou-se a minha cultura, a minha arte, embora não sendo pintor, tornei-me escultor de letras, escondido no meu casulo me esforço para voar pelas labaredas dos meus pensamentos.
Escrevo o tempo, no tempo em que o desejo e o prazer se apossam da minha alma, sem tempo para parar, me deixou embalar no espaço trazido pelo suspiro quente e suave da tua boca, que vai contra a lei da gravidade.
Respiro entre o sopro das tuas forças nasais e fortifico a minha vivência, mesmo quando não estás por perto.
A minha alma se entrega a ti sobre as trevas trazidas pela noite, quando o meu corpo sem pressa se deixa consumir pela mágica doçura dos teus abraços.
Pensei em embarcar pelo mar da vida, acalentado pelo pôr do sol dos dias que correm, minha alma rejeita continuar a vagueiar pelo mundo, quando não mais vivo me encontrava.
Ofereço a minha alma a melodias do tempo que já se foi, mesmo inocente, sentia na pele a ira voraz de um mundo sem precedentes, ao qual pertenço, mesmo quando já não cá quero estar.
Sopra o vento da tristeza do suspiro do meu povo em direção a esperança, minha mente se atordoa por não ter noção por onde me pegar para ajudar o meu País a desenvolver.
A minha vida tem o nome que me consome de alegria, um nome de tamanho significado, que KAYLA FONSECA, se torna insuficiente para descrever o amor intenso que tenho por ti minha filha, te amar dói tanto, que tenho medo não existir para te proteger.
Meu mundo escondeu-se no coração da minha filha, entre sorrisos longos e protectores, descobri na minha KAYLA FONSECA a certeza, de que o amor não se sente, apenas se vive, por isso, és a minha VIDINHA, aquela que não sinto, mas, que vivo.
Sou o pecado não confessado das atrocidades causadas ao teu coração, mesmo quando renuncio a minha existência, escondida no desejo que tenho de te tornar presente quando não tenho por perto o sabor dos teus beijos.
Nos melhores dias da minha vida, és tão - somente a lenda contada entre muitas noites sonhadoras e o privilégio de te amar.
VIDA
Na minha vida eu sofro muito,
Cada hora,
Cada mínuto ,
E cada momento.
Se você olhasse em mim você veria uma pessoa de coração,
Mais para outros veriam ao contrario,
Mais um dia eles veriam a solidão que existe em mim.....
A GRANDE PRESENÇA
A minha grande presença,
Presença de amar,
Presença de pensar,
Presença de orar.
Sua presença já basta para mim,Porque você é tudo em mim....
Livro fechado e livro aberto
Quebrei minha vara
fechei o meu livro,
Não será por excluir,
Mais por que a vida me lamentou.
Ganhei um gato
abrir meu livro,
Não será por felicidade,
Mais por alegria.
Nem aberto,
Nem fechado,
Nem comprido,
Nem pequeno,
Nem grande,
Nem menor,
Nem descupa,
Nem mentira.
Será por que motivo?
E porque que tem algum motivo?
Livro fechado ou aberto,
Fique de olho aberto,
E fique esperto.
Coleção
Na minha vida fiz uma coleção,
de livros, esperanças,
que guardava no coração.
As histórias,a paz,
e as paredes,
e eu deitada
naquelas redes.
Quando eu escutava
as canções.
E lembrava
das prevenções
que tive de tomar.
Quando eu ouvia
um boato,
de um tal
de orfanato,
que eu tive de morar!
Cadê os meus pais?
Pra onde eles foram?
Me deixaram pra trás?
Que dó da pequenina.
Chorava as noites,
as tardes e enfim...
que dó da menina,
que olha o seu fim!
Mas fazendo uma coleção,
Da sua vida,
da sua direção.
pra onde foi até então.
Hoje ela cresceu,
pros outros respondeu.
Um livro ela escreveu,
por que tudo aquilo aconteceu.
A pobre menina,
encontrou os seus pais,
pra cara deles,
não quis olhar mais,
por tudo aquilo que eles haviam feito.
A pobre menina,
passou todos os anos,
procurando um jeito,
pra construir planos,
que foi assim que aconteceu!
Olhando as fotos,
revivendo a infância
vendo que hoje
não tem mais circunstância.
Então....
A pobre menina,
já virou uma mulher,
que já vê a vida,
do jeito que quiser.
Esta mulher já virou idosa.
Nó céu já está.
Deus a amou,
como ela quis te mar!
