Apagar a minha Estrela
Para: Enfª Carolina
Amiga, minha melhor amiga, sabe quando a gente conversava na hora do almoço, pelo Face, nos consultórios? Hoje acordei e vi sua mensagem e bateu vontade e saudade e resolvi te falar uma coisa kkkkkkkkkkkk!
Não sei tudo sobre a vida, mas o que já vivi me fez ter a certeza do quanto ela tem sido especial. E você ajudou a torná-la assim...
Quantas vezes seu sorriso foi a alegria na minha dor? Quantas vezes eu chorei de saudades, quantos conselhos, confissões, segredos...
Sem contar as inúmeras vezes que eu provoquei discussões e sentimentalismo só para ouvir você dizer que me adorava mesmo assim.
Pode ser que um dia o tempo passe, mas, se a amizade permanecer, um dia iremos nos lembrar de tudo que vivemos!
Tanta coisa nós já vivemos juntas, a sua amizade é a melhor história, que vou guardar pra sempre no meu coração!
Ser seu amigo é esquecer distâncias, é saber que, mesmo a quilômetros, há alguém pensando em você!
Estou aqui para agradecer a Deus por ter você como amiga, que às vezes até parecia uma mãe, e te falar que você é a melhor amizade que poderia me acontecer há 4 anos e alguns dias atrás que eu pude ganhar, obrigado por me proteger todo esse tempo, por me passar coragem, por me dar força e, principalmente, felicidade! Te desejo um excelente dia! Até breve!
Quando sei que minha presença não é desejada e por respeito a mim e principalmente ao outro eu tenho coragem de me afastar... Isso é amor próprio!
Quando sei que devo seguir, e sigo mesmo machucada, sabendo que alguns não estarão ao meu lado... Isso é força interior!
São só palavras, minha dor enrustida, minha garganta comprimida, meu romantismo escondido. São só palavras, que eu não digo pra não chorar, que escrevo pra não agonizar, pra superar, pra perdoar, pra suportar.
Certamente irei demonstrar quando a raiva inquieta rasgar minha garganta. Mas nunca espere que eu diga que estou com ciumes, alguns sentimentos ardem e se nao sao notados morrem com a gente, e não, não é orgulho, é um sentimento mudo, mútuo e não quero te-lo dominando meu corpo e saindo da minha boca.
Pode tirar tudo o que tenho mas por favor não tire quem eu amo,pois estará tirando minha vida!!!
By: Jay Red Cash
E o DOMINGO chegou! O ciclo se renovou e a semana recomeçou!
E eu, na minha simplicidade vou agradecendo a Deus pela oportunidade de iniciar mais uma semana, pela oportunidade de abrir meus olhos e viver mais um dia, pela graça de escrever mais um capitulo no livro da vida... Deus abençoe meu dia, o seu e de todos! Bom Diaaaaaa e Feliz Domingo! Priscilla Rodighiero
“Sinto você em todos os lugares q eu vou, sinto a sua vida presente na minha e sinto que não consigo mais viver sem ter você.”
Não desejo e nem terei alegria em ser santificado após minha morte... Minha alegria está em não ser sacrificado em vida! (Donizete de Castilho, 13.02.2014)
Que vejo em minha frente? Estou parando...
Um guarda, uma faixa, pedestres passando.
Penso então: O Senhor Jesus está voltando!
Será que realmente estão se preocupando?
Nada! É a maioria como gado atravessando
seguindo seu destino, cagando e andando...
Eu sou feliz porque ele existe em minha vida. Agradeço por isso. Sou feliz por poder vê-lo, mesmo que ele não me veja. Sou feliz por vê-lo sorrir e por vê-lo feliz. Sou feliz quando ele está feliz. Sou triste quando ele está triste. Ele nem sabe que eu existo. Não tenho importância nenhuma para ele. Mas isso não tem importância para mim. O me importa é que ele existe e que eu o amo, mesmo ele subtraindo meus sentimentos.
Por toda a minha vida
Parte 1:
Era meu último ano na minha escola. Estudei ali desde o início. Eu tinha um professor. Era lindo. Querido. Encantador. Conheci ele ainda no ensino fundamental. Mesmo criança, eu já sabia apreciar as pessoas lindas. Ele era, além de lindo, super atencioso, querido e extrovertido. Já no ensino médio, comecei a descobrir que eu gostava dele. Gostava muito. E no meu último ano na escola, eu tinha certeza de que seria horrível continuar a viver sem ele. Eu não conseguiria suportar a saudade dos bons tempos, a saudade dele. Então eu decidi. No dia da nossa formatura, ele ia me amar.
Por toda a minha vida
Parte 2:
Era o dia da formatura. Passei a última semana estressada com preparativos e provando vestidos e sapatos. Até que em fim, estava tudo pronto. Essa noite seria a última. A última em que eu estaria com ele. Então ela tinha que valer a pena. Eu ia fazer com que valesse.
A noite chegou, a formatura também. Eu vestia um vestido bem curto. Era lindo. Era um verde bem vivo, da cor da natureza. Cheio de brilhantes. Minha maquiagem e meu esmalta também eram verdes. O sapato, também.
Estávamos todos lá. Meus amigos e eu. Estava tudo muito bom, até eu perceber a ausência dele. Não o encontrava em nenhum dos lados. Já estava ficando com medo. Beber seria uma boa solução. Peguei um copo, dois copos, três copos, e perdi a conta. Todos estavam bebendo e dançando. Eu estava fazendo o mesmo.
''Na rua do meu silêncio''
Canto já só em minha solidão,
Na quietude desta minha rua,
Onde amores passam corridos
Como pássaros perdidos,
Acalentados pelo brilho da lua
Que os abraça em nuvens d'algodão
Na rua do meu silêncio,
Passam figuras risonhas
Do passado à que pertenço,
Contando histórias tristonhas.
Conservo no olhar uma tristeza incomum
Que veio de não sei de onde,
Mas que me é um grande tormento,
Sento-me nas calçadas do sofrimento,
Procurando a minha sombra que se esconde
Dentro de mim não indo a lugar nenhum.
Na rua do meu silêncio,
Há vozes que ecoam pelo ar,
Pensando que me convenço
De que devo um dia falar.
''Dei-te uma rosa encarnada''
Ao ver-te a passar pela minha viela,
Com teus cálidos passos de princesa,
Um vestido de chita com uma fivela
Dando a teu corpo forma e maior beleza,
Trazias nos braços uma sexta de palha,
Da minha roseira, tirei com a navalha
Uma rosa encarnada que a ti se igualha,
Por ser tão formosa e avermelhada
Como tua pele macia e morena,
Dei-te uma rosa encarnada
P'ra pensares só em mim, serena.
Na imensidão dos teus olhos negros,
Deleitei meus sonhos de criança,
Só por ti, escondi meus medos,
Para no meu oculto amor, pôr esperança,
Pus-te a rosa nos teus negros cabelos
Quantas noites sonho em vê-los,
Pois são a razão dos meus pesadelos,
Em tuas mãos atirei meu coração
Quando deitei-te o meu primeiro olhar,
Não sei se esta noite, vens ou não,
Mas sei que de ti a rosa jamais sairá.
Por toda a minha vida
Parte 4:
Peguei mais um copo de bebida. Voltei ao lugar onde eu estava antes de sair. Era tranquilo ali naquele canto. E eu podia ver todo mundo, sem quase ninguém me ver. Estava ali encostada na parede, tentando encontrá-lo com o olhar, quando então o encontrei. Ele estava conversando com uns garotos da turma. Eu continuava bebendo. Fiquei um bom tempo ali encostada na parede bebendo e perdendo e encontrando ele no meio da multidão. Já era bem tarde, muitos já se penduravam nas paredes, caindo de bêbados, assim como eu. Mas eu sabia que ainda conseguia raciocinar. Fiquei olhando para as pessoas. Quando de repente ele apareceu bem na minha frente.
- Acho melhor você parar - ele disse. - Não acho que vai aproveitar a festa assim.
- Não faz mal. A festa agora já se esgotou. Olhe ao seu redor.
Ele deu uma olhada e depois olhou novamente para mim. Ficou me encarando por uns segundos, então eu disse:
- Vou pegar outro copo, quer um?
- Já disse que não posso beber, obrigado. E não acho que você devia fazer isso.
- Por quê não? Até parece que você se importa...
- Me importo. E sei das consequências de beber, e não acho que você vai gostar das consequências.
- Eu também sei das consequências. Não precisa me dizer.
- O.k. Desculpa.
- Tudo bem. Vou ali levar o copo, já volto.
Tentei levar o copo até o lixo. Tentei dar um passo. Não consegui. Por sorte, ele ficou me olhando e me segurou. Bom, pelo menos consegui realizar um desejo. De cair no nos braços dele. Ele pareceu ter se assutado e perguntou:
- Tá tudo bem? Não tá passando mal? Caramba, eu disse pra você não beber mais.
- Eu tô bem, caramba, tô bem.
- É, acho que sim.
Ele disse isso me dando um olhar de censura. Tive que pedir desculpas.
- Desculpa. Não quis ser grosseira.
- Tudo bem. Me dá aqui esse copo, vou levar no lixo.
Depois de uns segundos, ele reapareceu, dizendo:
- Acho melhor você ir para casa.
- Não quero ir para casa, mas também não quero ficar aqui.
- Quer ir para onde, então?
- Não sei, qualquer lugar.
Ele ficou me encarando, então pegou na minha mão e me arrastou para fora da boate. E continuou me arrastando para algum lugar. E eu apenas o acompanhei sem protestar. E nem iria. Qualquer lugar com ele seria demais. Mas não só porque ele é lindo, mas porque eu confio nele. Ele me levou para um lugar cheio de carros. Até que chegou ao carro dele e ele abriu a porta para mim entrar, sem falar nada. Se era assim, tudo bem. Apenas fiz a vontade dele.
Por toda a minha vida
Parte 5:
Quando entramos no carro, ele o ligou, e disse apenas:
- Coloque o sinto.
Eu obedeci, após tirar os sapatos do pé. Que sensação boa, essa. Ele continuou guiando em silêncio. Então resolvi quebra-lo:
- Você não vai me levar para casa, não é?
Após uns segundos me encarando, ele disse:
- Não.
Eu sorri. Porque eu sabia que podia confiar nele. Então ele parou em frente à uma pizzaria. Ele desceu do carro enquanto eu colocava os sapatos. Ele veio abrir a porta para mim. Que lindo ele era. Encantador. Ele me estendeu a mão. Aceitei, sorrindo de canto. Ele continuou segurando a minha mão para atravessarmos a rua. Feito isso, estramos na pizzaria.
Após ele escolher uma mesa num canto reservado (o que era a cara dele), sentamo-nos na mesa e fizemos o pedido. Quando a garçonete saiu, ele me encarou e disse:
- Você precisa comer algo após beber tanto. Vai fazer bem.
- E depois?
- Depois é futuro. E o futuro não nos pertence.
- Por quê tá fazendo isso?
- Isso o quê?
- Isso. Me trazer aqui e fazer minhas vontades.
- Porque eu acho que tu precisa comer alguma coisa pra não passar mais mal.
- E por quê você se preocupa comigo?
Ele ficou me encarando e disse:
- Não me pergunte por quê.
- Por quê não?
- Porque não.
Jantamos. Ele pagou a conta e novamente pegou a minha mão para atravessarmos a rua.
