Apagar a minha Estrela
Os fatos, as palavras da história da minha vida, são apenas repetições sem sentido quando percebidos isoladamente. O tempo é uma narração, uma sequência, que só pode ser apreciada no seu conjunto. A montagem desta consciência é falha porque eu fui aprendendo a construí-la enquanto a fazia. As repetições são ilusórias, e eu posso, com elas, a aprender a não me enganar.
Perspectiva inversa
A algum tempo atrás começou um processo na minha mente, que poderia ser chamado de delírio. Tudo o que eu acreditava foi encoberto por pensamentos vagos, ambivalentes, improváveis, disformes. Era como um quebra cabeças em que eu fazia força para encaixar as peças. Assim A era a, 6 era 9, o som das cigarras era igual ao de um apito. Isso funcionou muito bem e eu senti o poder da compreensão de tudo. No entanto, uma falha naquele sistema, mais a minha habitual tendência à desconfiança me levou à estaca zero, ao pensamento comum dos mortais. Foi uma ducha de água fria, mas muito do que eu aprendi, naquela época, ficou. A sensação de que a realidade é uma sequência de eventos sincronizados, de que as minhas memórias são apenas duplicatas do que está acontecendo agora, já que o passado é gerado pelo que acontece no momento.
A Palavra Permanece
A minha arte incomoda. Incomoda tanto que fui banido dos serviços da META. Incomoda a extrema-direita. Ainda assim, minhas palavras continuam encontrando outros caminhos. Já enfrentei censura em jornais impressos e sobrevivi. Não será a censura de uma empresa que transformará minha escrita em silêncio.
A META passará. O que escrevo permanecerá. De alguma forma.
Há muito tempo desafio a extrema-direita, e nunca conseguiram me apagar por completo. Sempre ressurjo. Pela minha própria escrita ou pela lembrança deixada na escrita de outros. Às vezes, por uma citação. Outras vezes, apenas por uma ideia que segue circulando sem que sua origem seja lembrada.
E mesmo quando não houver redes para me citar, estarei presente no pensamento que ajudei a provocar. A empresa hoje poderosa será apenas mais uma empresa na história. A palavra, a ideia e a arte lançadas por mim e por tantos outros artistas perseguidos continuarão seu percurso.
Empresas podem falir. Plataformas podem desaparecer. Impérios econômicos podem ser substituídos. Mas as ideias atravessam o tempo. E a arte, quando encontra eco, permanece.
O texto reforça a permanência das ideias em contraste com o caráter transitório das empresas e instituições, mantendo o tom combativo associado à voz ensaística de William Contraponto.
Sigo na rede: Aqui no blog oficial, em inúmeros outros site nos quais sou citado. Em outras redes não associadas a empresa citada. Ou seja: YouTube, TikTok, X (twitter), nos meus livros publicados no que podem ser adquiridos aqui (em breve gratuitamente), no Clube de Autores ou no Google Livros do PlayStore em português em versões escritas ou adaptadas em espanhol. Etc. Etc...
William Contraponto
[Fissão Nuclear]
Ela acelerou
na minha direção,
Uma força motriz
despreocupada.
Meteorito carregado
de intenção,
Liquefazendo rocha
petrificada.
O que será de mim ?
Um mero átomo isolado,
Absorvido enfim,
por teu calor descontrolado.
Não vou retroceder
ou abortar a missão,
minha espera descabida,
meu intuito a colisão.
18/06/23
Michel F.M.
Leve a sério, minha querida,
Imperatriz entre as orquídeas,
Duas passagens pras Antilhas,
Só de ida. Nossa ida.
09/11/05
Estou aqui num simples lugar, lembrando-me do dia especial que você apareceu na minha vida.Cheia de luz, cheia de esperança, cheia de alegria, cheia de amor e carinho, que parece não acabar.Hoje estou neste quarto, onde entre quatro paredes expresso meu sentimento.Sentimento que está preso numa gaiola onde conto os dias e noites, na esperança de te ver, nem que seja passar por mim.Me sinto um pássaro à espera de liberdade para voar, ser livre e te amar.É nessa folha que expresso em segredo tudo aquilo que sinto.É nessa folha que falo da verdade, do amor e realidade, da paixão vazia e solitária.Você parece ilusão ao qual me agarrei, e em desespero se tornou aquilo que poderia tocar no meu coração se foi, se escondeu para eu não seguir.Não sei quanto tempo ainda vou ficar aqui nesse simples lugar.Mas também sei que serei um pássaro livre em qualquer outro lugar.Sempre te amarei, nessa longa espera, para a liberdade.
chuva
chuva que cai sobre a minha sombra
dando vida e traços ao inanimado
revele as goteiras do meu coração
com todas suas dores e vantagens
chuva que cai em todas as avenidas
estimulando o apresso a companhia
transforme aquela grande caixa vazia
com todos seus defeitos em brasília
chuva que cai sobre as nossas vidas
entre raios luminosos e eternos trovões
traga de volta aquele jardim de flores
com a complexidade da tempestade
chuva que cai sobre as minhas mãos
trazendo a sensação de eterna solidão
me mantenha vivo até o próximo verso
com a sua paixão pelo incompreendido.
Tenho pressa
de admirar
a brisa leve
do litoral tocar
a minha pele.
de sentir
a areia da praia
massagear os
meus pés,
meu bem,
tenho pressa
de não ter pressa.
Na minha convicção de fé e conduta, caso eu esteja errado, é tolo quem não aderir, caso eu esteja certo, é sábio quem aderir.
CJR
@claudioribcjr
Encontrei um "Anjo", tendo transitado pelas vias do "Inferno".
Minha Alma elevou-se, tendo mergulhado fundo num abismo.
Encontrei uma centelha de Luz, tendo sido coberto de Trevas.
E pelo sopro do Demônio, inspirei o adocicado hálito de Deus.
Às 17:41 in 26.03.2026
Desde tempos remotos, tempos que minha memória não consegue alcançar, meu coração já esperava pelo seu.
"Podem tentar calar a minha voz em uma plataforma, mas não podem parar o império que Deus me chamou para construir."
ENSAIO POÉTICO
Dedicado a
Maria das Dores
(Dona Dorinha - Minha mãe)
POEMA
OU QUASE VERSO MATUTO
Félix di Láscio
Arruma tudo, vambora
qui hoje vai tê animaçan;
sigura na mão di Rosinha,
si ajeita ca bichinha,
qué prumode Dona Dorinha,
sabê qui voismecê
tem muito amô no coração!
Félix Di Láscio - Poeta e Pensador Paraibano
www.napoltrona.net | felixdilascio.facebook
Reeditado no dia 16/16 às 21:40
Aleatórios
Hoje a minha sala está vazia, mas isso não é nenhuma novidade, porque ela quase nunca esteve cheia.
Hoje eu não tenho nenhuma companhia, e isso também não é nenhuma novidade, porque quase sempre estive sozinha.
Eu não gosto de olhar para trás, mas eu sempre olho.
Sinto saudade de uma versão antiga de mim
Mas tenho orgulho da versão que sou agora.
A nostalgia sempre me acompanha, e isso não é uma escolha.
Eu não queria estar aqui, mas também não quero ir embora.
“Eu não sou tão triste assim, é que hoje estou cansada” (Clarice Lispector)
Silvia Oliveira Soares
Sorrisos Roubados
”No dia em que meu corpo se encontra cansado e minha alma abalada, tento manter minha mente sã. Não me permito, em momento algum, entrar em devaneios fugazes, pois devo seguir firme nas minhas obstinações em prol de promessas a mim mesmo feitas.
Seguirei neste caminho conturbado que decidi trilhar, buscando sempre aquilo que há muito me foi tirado, restando em mim esse triste vazio de sorrisos roubados."
Não gasto ENERGIA à toa.
Desde que paguei minha primeira conta de luz,
aprendi que ENERGIA custa caro.
obs. não é sobre energia elétrica.
Eu sinto como se estivesse sendo rasgada. Sinto minha pele esticando e meus musculos sendo rasgados.
Tudo me dói, até a dor que não é minha.
Eu não sei mais como me desvencilhar dessa lãmina.
