Apagar a minha Estrela

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Poema: "Minha cama"


Se minha cama pudesse sentir, sentiria em seus lençóis cada lágrima que deixei cair.


Se minha cama pudesse ouvir, ouviria cada palavra quebrada e medos que guardo só pra mim.


Se minha cama pudesse me consolar, me consolaria com seus travesseiros que não julgam, abafando o som da minha dor.


Se minha cama pudesse falar, talvez não dissesse nada. Ficaria ali comigo, quieta e imóvel mas presente, única testemunha do meu sofrer.

Maus laços de amizade.


Apaguei da minha vida, os maus laços de amizade.
Agora vivo com Cristo, o amigo de verdade.
Nunca me deixa só, sempre está ao meu lado.
Depois que o conheci, tudo para mim mudou.
Ele é melhor amigo, que um homem pode ter, ele muda o caráter e nos dá: Um novo viver.
Está na solidão?
A depressão está lhe correndo?
Diz agora pra Jesus, o que está acontecendo.
Ele não faz acepção, é um Deus de compaixão pronto para ouvir a sua voz e mudar o seu viver.
Basta você o chamar, e Ele virá te socorrer.
Venha para Cristo ainda hoje e não sofra mais.

Feliz Aniversário, minha Irmã

Hoje o mundo celebra o dia em que você chegou, mas eu celebro o milagre de ter você como irmã. Não é só sangue que nos une,
é a memória compartilhada, a fé que herdamos, silêncios que só nós entendemos. Você é raiz e flor. É aquela que me viu cair e não julgou, que me ouviu calada e me entendeu. É presença que não exige, mas que sustenta. Neste aniversário, quero te oferecer mais que palavras: quero te lembrar que tua existência é bênção, que tua força é farol, e que teu amor é abrigo. Que Deus te envolva com a mesma ternura que você espalha sem perceber. Que a vida te devolva em dobro tudo o que você já ofertou em silêncio. Feliz aniversário, irmã. Hoje, celebro você como quem celebra um milagre íntimo: aquele que me acompanha desde sempre e que nunca deixou de ser luz. Com amor eterno, de quem te honra em cada verso da própria história.

Teu corpo em minha memória

(Eliza Yaman)

Teu corpo vive em mim como um segredo,
guardado entre os espaços do que sou.
É sombra que me veste sem ter medo,
é luz que me desnuda e me tocou.

Não há distância que te desfaça inteiro,
nem tempo que dissolva o que deixaste.
És tatuagem viva no meu peito,
és o perfume que jamais se afaste.

Minha poesia é livre, sem amarras ideológicas ou partidárias.


Benê Morais

Deus em tudo

(Eliza Yaman)

Está no vento, na raiz da terra,
no canto que não cessa em minha alma.
É Ele quem me guia e quem me encerra,
no tempo que me fere e que me acalma.

Não é preciso vê-Lo com os olhos,
basta sentir que tudo é Seu sinal.
Até o pranto traz os Seus escolhos,
e a fé me ergue em graça celestial.

Eu sou árvore
que fala ao fim da tarde
E se não ouvires a minha voz
mudo para o tom do vento.

Minha solidão ofende companhias que não se bastam sozinhas.
É desaforo sair sem par?
Como existo sem alguém do lado?
Ego latejando.
Ameaça outrora sair sem mim.
Encontrar um caminho alternativo.
Não sinto medo.
Não ofenda teu coração mimado, a contra vontade do meu, de caminhar sem hora para voltar, acostumado a voar sobre as realidades paralelas do dia a dia dessa vida.

Quer ficar? Fique! Quer ir? Vá de uma vez!
Mas não fique no meio do caminho atrapalhando a minha felicidade.
Guarde as suas indecisões pra outra pessoa igual você.

Em teu olhar, a tela se revela,
Sapekinha amada, minha doce aquarela.
Nosso amor, um quadro de emoções,
Pintado com beijos e fortes canções.


Cada toque teu, uma cor que se espalha,
No meu coração, uma chama que trabalha.
Teu sorriso, o sol que ilumina meu ser,
A inspiração que me faz renascer.


Nosso abraço, um traço de união,
Que define os contornos da paixão.
Em cada detalhe, a arte de amar,
Um universo a dois, para contemplar.


Que esta tela, com o tempo, ganhe mais vida,
Com novas paisagens, em cada partida.
Tu és a artista que me faz sonhar,
Meu amor eterno, meu eterno pintar.

A minha vida é um grande livro de histórias. E eu sei que, na página do seu nascimento, o meu capítulo terá que se encerrar. Mas, em vez de fechar o livro para sempre, eu me transformarei em uma estrela na capa, para que eu possa, de lá, brilhar e iluminar todas as páginas que os meus quatro outros filhos irão escrever. O meu último suspiro de vida será a primeira e mais bela respiração de uma nova vida. E a minha ausência, no chão, será a luz que os guiará no céu.

Você é o último grão de areia em minha ampulheta. E, ao invés de vê-lo escoar para o tempo que se esvai, eu o sopro para a imensidão do céu, para que ele se torne uma estrela. Eu sou a terra fértil onde a semente de sua vida brota, e mesmo que meu solo se esgote para te fazer crescer, eu o faço de bom grado, pois a luz do seu amanhecer é o futuro de um novo jardim.

Deixa-me triste (dói-me) saber que a história da minha vida será julgada por aqueles que não a conhece. Furucuto,2025

Teu amor me faz dançar

Dançar, essa é a minha arte, quando danço o meu coração bate!

Se não danço, pareço não viver, ando por aí querendo me esconder.

Tu vens até mim,
me chamas para dançar
e o seu pedido
não posso negar!

A música toca
e os meus pés parados
não podem ficar,
Jesus, só quando danço contigo
é que tudo faz sentido!

Te amar é para mim como respirar: Ato involuntário essencial para minha sobrevivência.

​Para mim, a vida se resume a ser quem eu sou, sem máscaras. Meu corpo é minha casa e meu tempo, a minha alma; a minha carne e o meu espírito são um só. É essa integridade que me guia em tudo que faço e em como me relaciono com o mundo.
​Eu não sou de me esconder. Se você tem algo a me dizer, olhe nos meus olhos e fale. Podemos debater e discordar, pois ninguém é tão pequeno que não possa ensinar, nem tão grande que não possa aprender. Minha honestidade é inegociável, e meu caráter se revela na coragem de ser quem eu sou. Não participo de "telefone sem fio"; a verdade, por mais que doa, é sempre dita frente a frente.
​Essa postura me fez lutar contra julgamentos que colocaram em dúvida minha credibilidade. Nunca imaginei que eu, alguém tão cheia de vida, forte e destemida, um dia me encontraria em uma depressão avassaladora e perturbadora. Fui diagnosticada por alguns como perturbada, louca, desequilibrada... até que meu corpo cedeu, com movimentos involuntários e nervos atrofiados. Meus braços e pernas se distorciam, e meu andar se tornou completamente desestruturado. Eu via tudo e todos ao meu redor, ouvia tudo que diziam, mas me sentia como um espírito vagando, um mero pensamento preso a um corpo. A sensação era de que eu existia, mas não vivia.
​No momento em que eu esperava ser condenada, o amor de alguém falou mais alto. Aquele que eu via como meu possível juiz e carrasco, por não saber demonstrar amor ou se posicionar em situações difíceis, se tornou meu salvador, protetor, defensor e advogado. Essa experiência deixou sequelas, e a depressão silenciosa ainda me ronda. É aquela que você não vê, não sente, mas que já está agindo dentro de você. Nela, meu corpo está intacto, mas eu ando sem rumo, como se ouvisse sem escutar, e enxergasse sem ver.
​A minha personalidade forte, minha dicção na velocidade da luz e o dom de pensar em voz alta, mesmo com um sorriso no rosto quando o mundo desaba, nem sempre me favoreceram. Diziam que eu não aguentava a pressão ou não sabia aceitar críticas, e que minha necessidade de falar era para aparecer, já que, apesar da minha inteligência e raciocínio, não alcancei o futuro brilhante que acreditavam que eu teria.
​No entanto, eu descobri que as pessoas distorcem inteligência com riqueza e poder. Fiz minhas escolhas, e se segui em frente foi por minha decisão. Não mudaria nada em minha jornada, mas aprenderia a observar mais atentamente as atitudes das pessoas, a fim de não acreditar que tudo que reluz é ouro.
​O caráter e a essência não são algo que o tempo ou as circunstâncias podem alterar. Essa consistência entre quem eu fui, quem eu sou e quem serei é o que define minha autenticidade. Eu não posso mudar minha personalidade. Eu sou eu eternamente até eu morrer. A minha maior força é a lealdade que tenho comigo mesma, pois meus altos e baixos nunca vão medir o meu valor. A verdade é um caminho árduo, mas é o alicerce para uma vida genuína, e a prova de que a minha maior lealdade é para com a minha própria verdade.


DJAAP

"Meu romantismo
minha melancolia".

"Corrói-me a ideia de que os prazeres teçam minha existência, onde estes, em versos, tornam-se vivos, mas invisíveis"

O Grito da Existência

Minha loucura não condiz com minha sensatez.
Caminho na contramão do mundo,
sozinho, desafiando a ordem das coisas.

Sou louco? Talvez.
Pois poucos ainda derramam sentimentos em papéis,
acreditando que palavras frágeis
tenham o poder de abalar a imensidão da realidade.

Minha sensatez, porém, não aceita a lucidez —
essa tirana impiedosa que me sussurra,
sem compaixão:
o mundo é podre, e sempre será.

E, ainda assim, é a loucura que me sustenta.
É ela quem me obriga a crer
que, mesmo nos detalhes mais insignificantes,
residem fragmentos de bondade, amor, caridade.

Mas a tensão me consome:
quando a sensatez domina,
ela caminha de mãos dadas com a lucidez,
vasculhando as entranhas da sociedade
e só encontrando escuridão.

E, ainda assim, a loucura resiste.
Teima. Insiste.
Se recusa a ceder à desesperança.
Mesmo sob a máscara da decadência,
acredita que ainda há,
por algum fio tênue do universo,
um sopro de bondade.

Perdoe esse meu vício de linguagem,
Minha língua,
Sempre interrompendo a sua.
Sem meias palavras,
Te ganhando no beijo.