Antigamente
"Antigamente a palavra valia ouro, hoje a palavra não vale nada e a desconfiança manda em tudo. É todo mundo olhando torto pra todo mundo."
Antigamente honra ao mérito tinha lastro ouro, agora ouro de tolo, cujos valores são zero à esquerda.
O Mito do Homem Perfeito
Antigamente, eu acreditava que o homem certo" para casar se encontrava apenas entre os bancos de uma igreja. Na minha inocência, a frequência aos cultos era, para mim, o sinônimo absoluto de santidade e perfeição.
Hoje, entendo que a fé é um caminho valioso, mas não é um atestado de caráter. Aprendi que o homem ideal não é aquele que apenas frequenta um lugar, mas aquele que exerce, nas atitudes mais simples do dia a dia, valores inegociáveis: respeito, honestidade e responsabilidade emocional.
A santidade que procuro agora não está na etiqueta, mas na forma como ele trata o próximo e como assume a sua verdade. A maturidade mudou a minha lente; afinal, o caráter é o que permanece quando as portas da igreja se fecham.
Antigamente, a escravidão era física, com chicotadas. Hoje, vivemos uma escravidão mental, com banqueiros, investidores e financiadores usando meios de comunicação e mídia para nos aprisionar. Criam valores falsos, nos distraem e nos impedem de refletir. As dores dessa escravidão são ansiedade, tristeza e estresse, sem que percebamos de onde vêm. Vivemos em um sistema que nos mantém mentalmente escravizados.
Apenas uma sugestão:
O termo "obrigado" antigamente tinha um sentido de pergunta, algo como: "foi obrigado?" E, normalmente, a pessoa respondia: "não, de nada."
Com o tempo, esse termo foi se transformando e passou a ser usado como um cumprimento ou uma forma de agradecimento. Então, hoje em dia, a gente diz "obrigado" e a resposta costuma ser "de nada."
No entanto, o uso constante e repetido da palavra "obrigado" acaba influenciando a nossa percepção, principalmente de forma inconsciente. A repetição desse agradecimento começa a transformar a palavra em uma ordem, em uma rotina, algo que sentimos que precisamos fazer, quase como uma obrigação. E, sem perceber, acabamos nos tornando "escravos" dessa obrigação de agradecer de maneira automática, sem realmente sentir o significado por trás. Em vez de ser um agradecimento espontâneo, ele se torna algo mecânico, deixando de ser uma expressão livre e natural de gratidão, e se tornando uma obrigação imposta pela própria rotina.
Antigamente utilizava-se o termo curral eleitoral para definir um lugar onde um determinado político mantinha seus eleitores no cabresto. Atualmente serve para indicar a moradia do gado bolsonarista.
Antigamente nas músicas havia o DUPLO SENTIDO, que nos fazia rir, hoje só trazem um UNICO SENTIDO que é causar vergonha.
Antigamente se dizia assim:
“Ano Novo, vida velha.”
Não espere mudanças nem milagres apenas porque o ano é novo, sem lutar para mudar
os próprios hábitos e, assim, favorecer o “milagre” das transformações.
Não há milagre no calendário!
O ano não muda nada e ninguém.
Mudam-se os dias,
mas os vícios permanecem,
os hábitos se repetem,
as desculpas ganham roupa nova.
Quem não enfrenta a si mesmo
atravessa o réveillon
carregando as mesmas correntes.
Transformação não nasce da virada do tempo,
nasce do atrito, da renúncia,
da coragem de romper consigo
todos os dias.
De nada vale pular as famosas
“sete ondas” na virada do ano
se não se dão saltos reais
de mudança no dia a dia.
✍©️@MiriamDaCosta
Antigamente, os políticos eram tão discretos
em suas ações e palavras que,
mesmo quando cometiam alguma corrupção,
o estrago, quando chegava ao conhecimento público… não se apresentava assim tão rápido... tão óbvio... e tão descarado...
Hoje, ao contrário,
a corrupção desfila pelas ruas
como se fosse rotina,
quase um costume socialmente aceito...
A diferença é gritante:
antes, ao menos, havia o sentido da vergonha.
Agora, perderam até o último vestígio de pudor.
Mesmo diante das evidências,
mesmo com o escândalo estourando
na cara do país inteiro,
continuam se exibindo
orgulhosos de suas próprias falcatruas.
Perderam a discrição,
perderam a vergonha,
perderam o mínimo senso de decência,
e ainda pretendem impor leis
que os protejam,
com a mesma naturalidade desonesta
com que cometem seus crimes.
Cínicos,
atuam como se o Brasil
devesse agradecer
por sua delinquência institucionalizada...
Parece até ...
que ser político virou sinônimo
de ser orgulhosamente criminoso
com licença de roubar
e sabe-se lá o que mais...
Essas atuações escancaradas e descaradas
contornadas de cinismos e deboches diante
da Constituição e dos eleitores devem ter um FIM.
✍©️@MiriamDaCosta
O chapéu antigo,
é o mais bonito.
Clássico.
Daquele tempo.
De antigamente.
Daquela época.
Feminino, e masculino.
O caderno de receitas de antigamente
Na cozinha de antigamente,
existia uma gaveta
( ou melhor, um relicário )
onde preciosas receitas
eram guardadas cuidadosamente.
Ali repousavam cadernos de capas gastas,
amarelados pelo tempo
e perfumados por lembranças.
Suas páginas carregavam mais do que ingredientes; guardavam histórias,
afetos, segredos de família
e um modo de amar
que se expressava através das receitas.
Havia anotações apressadas nas margens,
manchas de açúcar, gotas de óleo,
marcas de dedos enfarinhados
e letras que denunciavam diferentes gerações.
Cada rabisco
era uma presença.
Cada receita,
um reencontro.
Aquele bolo de fubá da avó,
o pudim das festas de domingo,
os biscoitos preparados nas tardes chuvosas,
o doce servido em celebrações e despedidas.
Tudo estava ali,
costurado entre linhas e letras
e medidas nem sempre exatas.
Porque as cozinheiras de antigamente
sabiam receitas que não cabiam no papel,
mas viviam na memória.
Escreviam
"uma pitada",
"o suficiente",
"até dar o ponto",
como quem dizia que a experiência,
a intuição e o afeto
também eram ingredientes indispensáveis.
Hoje,
em tempos de receitas digitais,
vídeos instantâneos e telas iluminadas,
ainda há algo de sagrado
naqueles velhos cadernos
com páginas amareladas pelo tempo
e besuntadas pela experiência.
Ao abri-los, não encontramos
apenas instruções culinárias,
encontramos vozes,
ouvimos risos que já se calaram,
sentimos abraços que o tempo levou,
e vemos, entre uma página e outra,
a delicada herança daquelas
que nos alimentaram o corpo,
a memória e a alma.
Pois o verdadeiro ingrediente secreto
nunca esteve escrito.
Era o amor
que passava de geração em geração,
temperando a vida
muito antes de temperar a comida.
✍ @MiriamDaCosta
A "amizade" moderna é muito estranha...
Antigamente, quando algum desentendimento acontecia entre os amigos, todos se uniam pra ajudar a resolver e restabelecer a relação.
Hoje, cada "amigo" segue sua vida e tudo vira motivo para comemoração. Pouco importa se os desentendidos estão bem ou não.
"A internet inverteu a lógica: antigamente buscavam-se os inteligentes para seguir; hoje, quanto mais idiota é o indivíduo, mais ele atrai outros idiotas para segui-lo."
Antigamente, achava que lealdade, companheirismo era a base de um bom relacionamento, mas hoje descobri que a chave é a comunicação, sem isso não há negócio, sem comunicação sempre tem uma história mau contada, um será?. Então comuniquem-se, se sentem falem, se vão fazer, falem... Conversem!
Antigamente, o isolamento era o sintoma; hoje, é o roteiro. O mercado de diagnósticos descobriu que a melhor forma de vender a cura para a 'dificuldade de comunicação' é transformá-la em um infoproduto vendido por um influenciador que não para de falar.
A juventude
A juventude perdeu o brilho
Perdeu o sentido
Perdeu o respeito
Antigamente a juventude tinha mais vida
A vida era bela
A gente brincava na rua
O tempo era lento
O riso era fácil
O abraço era casa
Hoje o mundo corre
Mas o coração se arrasta
Cheio de tudo
Vazio de essência
Não é que a juventude acabou
Ela só está ferida
Tentando existir
Num mundo que esqueceu de cuidar
Ainda há brilho — escondido
Ainda há vida — cansada
Ainda há sentido — esperando
Alguém chamar de volta
