Ando
Eu ando com o coração... e Deus firma meus passos.
Fé é isso: confiar antes de entender.
Janice F. Rocha
HORIZONTES
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Ando meio sem tempo de nutrir
depressão, baixa estima, insônia e mágoa,
estou meio sem água pra chorar
o que o mundo guardou dentro de mim...
Já não cabe me abrir à própria crise
de sentido, propósito e contexto,
ao deslize de minhas esperanças
onde o texto fugiu de meu rascunho...
E não posso me dar sequer ao luxo
do lamento e da velha nostalgia,
cada dia requer um novo sonho...
Fico meio sem chão pra me plantar,
sem arpão pra morrer na minha praia
cujo mar está cheio de horizontes...
Ando bem devagar, mais não paro.
Meus pés estão calejados, minha
alma se sente desprotegida, mais
sei que mesmo com toda dor, mesmo
com toda perda e dificuldades que
estou enfrentando, Deus esta no
controle, e hoje apenas junto minhas
mãos em sinal de oração, e me coloco
nas presença daquele que me conhece,
me acolhe e me ampara.
Senhor esta noite a única coisa que te
peço, é que me faça ser Forte, para
aguentar esta dor que invade minha
pequena Alma.
Ando medindo palmo a palmo o meu caminhar para desatar minhas dúvidas para não ter mais as incertezas;
Ando ansioso entre minha confusão, mas feliz pelos sentimentos nascentes em meu interior, me faço de um jeito agradável para lhe conquistar;
E de um jeito tão inocente te ganho para te levar a felicidade vendo as certezas de um amanhã justo e lindo;
Talvez eu esteja enganado com palavras precipitadas, mas o meu coração quase nunca erra com os meus sentimentos;
Eu quase sempre ando muito ocupado
Mas para os meus amigos sinceros, eu arrumo um tempo deixando o meu trabalho de lado
E para os que eu não tiro do coração
Eu busco lisonjear, entendendo que é uma forma de retribuição
Pois cada um dos meus amigos eu os trato como irmãos
Eu tenho toda positividade e acredito que todos nós caminhamos na mesma direção...
Porém, cumprimento os meus amigos para ter sonhos suaves e doces
Com todo carinho e respeito eu desejo uma boa noite!
"Janeirando, ando, ano a ano por esse imenso jardim. Entre mim e as flores, alguns espinhos. Porém, sei: somos todos passarinhos, passando fugazes
— alguns mais vorazes que outros,
voam à frente."
Ainda Há Cacos Espalhados
Eu ando em pontas, lento e distraído,
Pois sei que a dor não foi de todo embora.
A ferida fechou, mas o chão, o meu chão querido,
Guarda o que foi quebrado, mesmo que lá fora
O mundo ache que o tempo já cumpriu o seu castigo.
Ainda há cacos espalhados no tapete,
Fragmentos de um espelho que não soube mentir.
Eu tento varrer, juntar no meu colete,
Mas há estilhaços que insistem em luzir,
Lembrando-me de cada passo que se repete.
A mão que tateia a escuridão é a mesma
Que um dia segurava o vaso inteiro.
Agora ela recolhe a dor, essa gema
Transparente e cortante, sem um paradeiro
Certo, apenas o peso de uma descrença extrema.
É preciso ter cuidado ao recomeçar,
Pois a pressa faz o pé sangrar de novo.
A cura não é um instante, é um lugar
Onde aprendemos a coexistir com o povo
De fantasmas que a memória teima em guardar.
E eu respiro fundo, sabendo que amanhã
O Sol vai nascer sobre os pedaços que restaram.
Não para uni-los, mas para que a manhã
Me encontre a caminhar, mesmo que me custaram
O peso e a prova de que nada é mais de lã.
Ando confuso pelas ruas,que parecem uma vitrine sem fim.
Vejo pessoas lindas bem vestidas desfilando,não sei são manequins,ou apenas corpos vazios.
Ando devagar porque minhas palavras e pensamentos se vestem de força, e criam formas, e um dia me retornam; todo exagero é uma encosta com um abismo à vista!
Já vi ondas dançando próximo do mar, dançando ao longo da areia sem pressa em retornar, e muitas se perderam ao irem mais longe... é a vida!
Algo não tem que doer como nunca, para não doer nunca mais... sempre existirá algo que vai doer, mas com às lições e nos próximos supera!
O mundo vê alguém como utilidade dele, a vida me vê como alguém que pode si amar; aquele que aprendeu a ser feliz sozinho, aprendeu a se valorizar!
Eu foquei em coisas que não existiam, te deixei de lado te perdi, me perdi e fui exilado, ando sem rumo perdido sem forças para viver, sem sentimentos para poder sorrir, sem motivação para conseguir viver.
As coisas ultimamente tem perdido o sentido.
As vezes paro na minha mente
Ando feito indigente
Por aí sei lá
Querendo explicação pra tudo
Vida meio parada
Em Nárnia vivo , volto sem sintonia
Que parada louca essa coisa de inconsciente
Que nem sabe o que consciência confirma
Vivendo em algum lugar ...
E o taro explica
A ciência dúvida
E a crença paralisa
Aonde vou parar não sei
Mais a mesma não serei
Nem imaginei que ia olha pra atrás
Que não me reconhecer mais
Nas roupagem que me reproduziam
Nas máscaras que me cabiam
Hj mais lúcida e fria
Os sentimentos se tornaram
Tônico pra curar
alguma ferida qualquer
que ainda me assombra
Tenho emoções em alguns momentos
Mas ...ainda olhada por
olhares superficiais
Que nem graça tem mais
Tá tudo em ruinas
Oq um dia eu construí
No meu castelo de ilusães
Ditos e feitos
Coloco
Tiro
Penso
Digo
Ando
Caio
Dou mais do que posso
Para quê?
Faço
Mas não recebo
Digo
Não me ouvem
Não me ouvem
Me escutem
Por favor
Me escutem
Romanos, amigos, compatriotas
Me escutem
Eu não brinco
Eu não finjo
Eu não existo
Mas eu sou
Eu digo, eu tenho opinião
Eu choro, eu morri
Meus olhos derretem
Minha boca salga
Meu rosto é correnteza
Meu nariz não uso
Eu não brinco
Eu não finjo
Eu sou o que faço
Eu sou abandonado
“... Ultimamente ando com a memória perfeitamente complexa.
Jamais esqueço daqueles me dão carinho sempre se lembrando de mim e daqueles que se esquecem de mim ou fingem esquecer?!...Bom quem, é mesmo estas pessoas? Ai ai ai perdoa eu disse que minha memória está complexada”
Feliz Natal!!!
—By Coelhinha
Desisti da urgência.
Agora eu ando no meu ritmo, atento ao chão e ao que eu sinto.
Não corro atrás de um “lá” — meu ponto de chegada sempre foi aqui.
Eu sigo e, ao mesmo tempo, sou o caminho.
