Amor, Tristeza e Desilusão
na manhã que você partiu
senti o desmoronar do mundo
uma cratera, buraco fundo
no meu peito a se formar
na manhã que você partiu
os pássaros ficaram mudos
e o sol não iluminou o escuro
dessa eterna noite em meu lar
na manhã que você partiu
eu choro por um segundo
me desespero por mais uns meses
já estou a anos a chorar
na manhã que você partiu
parte de mim foi com você
e dentro de mim só o prazer
das lembranças recordar
na manhã que você sefoi
prometi não ver suas fotos
sorrindo com seus dentes tortos
dizendo "eu te amo' pelo olhar
na manhã que você voltou
eu já não estive mais aqui
para lhe esperar
Chegou a hora de partir, sem olhar para trás.
Cada minuto desta bela história foi verdadeiramente precioso, mas devemos ter consciência de que nada é eterno.
Simplesmente chegou o momento de seguir em frente.
Continuarei minha jornada com determinação, sem derramar lágrimas.
Partirei como sombras na manhã de inverno.
Acredite que partirei sem retorno, mas não se preocupe, levarei lembranças de todos os momentos que compartilhamos.
Espero deixar saudades, pois isso confirmará que tudo valeu a pena, que minha resistência à morte foi justificada pelo amor que senti por você.
Não fique triste, não me observe partir, apenas acredite que 'chegou a hora'.
Por favor, não digamos adeus, mas sim 'valeu a pena cada segundo de nós dois'."
Eu queria que voce se apaixonasse
que se afogasse na profundeza dos meus olhos
nao to falando daqueles filmes de romance e sim de terror
que por um breve instante
voce nao sentisse nenhuma dor
mas tivesse medo
que eu partisse
que eu nao sorrisse
eu queria que voce se apaixonasse
que no frio da noite lembrasse do meu cabelo cor de sol
que nas musicas mais intensas lembrasse da minha voz
eu queria que voce se apaixonasse!
mas ainda soubesse que iria partir
e como as coisas mais bonitas da vida
sucumbir
eu queria que voce me visse como arte
mas todos os bons artistas so sao conhecidos depois de ir
E sempre na calada da noite, ela se deitava e pensava em seu passado.
E sempre na calada da noite, ela sonhava que um dia estaria novamente em seus braços.
E sempre na calada da noite, ela esperava que todos concordariam que pior do que um amor não correspondido, é um amor não permitido.
Magoa é um sentimento tão estranho, algumas você sente e “da de ombros” ou as vezes até ri… Mas dependendo de quem ela venha te marca, é pior do que uma surra.
Ontem eu tive que olhar em seus olhos, tive que ver esse seu sorriso de quem não se importa e nunca se importo, isso destrói-me o coração e o pior de tudo é ter pessoas que falam que eu ter te encontrado foi ironia do destino, mas que droga de ironia é essa?
Peguei o violão
As lagrimas escorriam
Queria escrever-lhe uma canção
Porém os pensamentos de mim corriam
Então, pus-me a escrever um poema
Guardando comigo um dilema:
"Não escrever sobre amor"
Pois isso, traz-me uma péssima dor.
Não consegui novamente
Que terrível
Você não sai da minha mente
Me sinto horrível
Agora vá embora, deixe-me em paz!
Seja um livre rapaz
Deixarei você ir
Quem sou eu para lhe impedir?
As mesmas decepções
Com o mesmo tipo de gente
Destrói-me o coração
Saber que ela era tão inocente
Acolhia as lagrimas no travesseiro
Sempre pelo mesmo motivo
Do amor não ser correspondido
Pobre coração iludido
Ter lembranças
Traz-lhe arrependimento
Por ter tido esperanças
E ter vivido aqueles momentos
Agora só restou-lhe a alma.
E com dor lembro-me
De como era feliz antes de amar
Depois que amou, só soube chorar
E ontem fui ver o caixão
Em que a pobre alma abitava
Com o coração entre as mãos
E não me importo, se foi suicídio ou não.
Na vida existe somente duas coisas piores que viver amando alguém é não ser correspondido, a morte ou continuar vivendo.
Nos conflitos que excitam a minha mente, me faz demente e, nessa estrada me encontro e me perco, nos sorrisos, lágrimas, apegos... de um amor talvez distante, vejo o bastante.. para querer viver e morrer, estando amargurado ao sorrir, e feliz ao entristecer, talvez eu queira assim, talvez eu queira sobreviver.
Nó em 8.
As águas bravias de minha memória
Destoa do meu presente,delirando em solilóquio.
Aos poemas vazios e melodias persuasivas,
Minha alma desatina,me fazendo focar no desfoco.
Seus olhos lacônicos são celestes ao se encantar
Eles vivem em mim como um doce e mal cantar,
Refletindo sua autonomia moral e forma de vida
Ainda me lembro do desejo descontente da "despedida".
Prelúdio
Essas rugas na testa que refletem meus sentimentos,
Como um espelho de lamúrias,
De uma cura que se espera e não vem,
Tento, sei que sou abrigo de alguém,
Mas, não quero mais ser vento que passa,
Ser prelúdio de uma obra tão grandiosa,
Mesmo assim não poder acompanhá-la,
Foram tantos beijos, abraços, promessas e laços,
Discipados no alento de uma alma que não quer partir,
Cada nota, cada tom, ainda que um tanto quanto desafinado,
Qual maestro louco esse que me rege?
Quero me compartilhar em toda obra,
Em cada nota, em cada som,
Com aquele arrepio bom...
Não quero mais partitura partida,
Rasurada, rasa, rasgada...
Quero ser Ópera,
Coisa rara,
Clássica,
Até que as cortinas se fechem e o peito se rompa nas palmas do que não é mais o acaso.
O mundo se opôs.
Eles viam semelhanças entre si —
havia uma comunidade significativa para eles,
mas não era suficiente para convencer quem os cercava.
Ele despertou num berço de ouro,
enquanto ela cresceu na senzala sórdida da pobreza.
Ele frequentava cárceres protegidos por nobres e ricos;
ela vivia no mundo da lua, distante e esquecido.
Ele degustava bons vinhos,
sabendo distinguir o valor de cada um;
ela se embriagava com líquidos baratos.
Ele pensava em tudo,
racionava emoções,
expunha apenas o que parecia de bom senso.
Ela era adepta da loucura,
agia pelos impulsos do coração.
Ele aprendia algo novo a cada dia,
falava sobre qualquer assunto,
tinha embasamento científico e circunstancial para tudo.
Ela queria despir-se do conhecimento adquirido,
libertar-se da pressão que lhe impunham para acumular informações.
Contudo, com tantas diferenças escancaradas,
eles se assemelhavam — principalmente na afeição um pelo outro, o queparecia bastar.
Todavia, o mundo venceu.
O mundo era mais forte.
O mundo se opôs!
Início do inverno
Uma estação que nunca me soube bem.
Quando chega, meus ossos choram —
de dor, de tanta dor —
como se lembrassem do fim que dei a nós.
Te sentir era como estar diante de uma lareira,
crepitando como fogos em noites de dezembro.
E aquela sexta-feira, que devia ser celebração,
virou apenas mais uma — sem você.
O inverno segue em mim,
com minha tristeza, minhas dores,
e uma saudade tua… absoluta.
Demorei tempo demais pra entender que tentar ser tudo pra todo mundo só me destruía. A necessidade de ser aceito me fez esquecer quem eu era.
Eu a amo, de verdade. Mas dentro de mim tem um turbilhão que ninguém vê: inseguranças, pressões, dúvidas, traumas, crises existenciais, ansiedade, e aquela sensação constante de não estar bem.
Sinto que não consigo ser o que ela merece. Que não estou inteiro o suficiente pra dividir a vida com alguém.
E justamente por amar tanto, achei melhor deixá-la ir...
Não por desistência. Mas porque arrastá-la para a bagunça que carrego seria egoísmo.
O fim não foi por falta de amor. Foi por consciência demais... Ou talvez, medo demais.
Poço Invisível
Há um poço invisível dentro de mim,
feito de ecos, silêncios e memórias.
Nele caem as palavras que não digo,
as histórias que jamais terão glórias.
Ali moram os dias em que falhei,
as vontades que nunca encontrei forma,
as respostas que calei por medo,
e o amor que parti antes que se conforma.
Não tem fundo, mas tem espelho.
Não tem água, mas afoga.
É onde mergulho sem grito,
é onde a ausência me embriaga.
Mas também dali brota algo vivo,
um fio tênue de lucidez.
Do poço nasce o que escrevo,
da sombra, a minha altivez.
