Amor Saudoso
Uma flor em pessoa ornada de variadas flores. Muito amor envolvido. Ah se as flores falassem, sussurariam lindas poesias aos nossos ouvidos.
Nestas ideias, guiado pela energia crua e íntima de “Amor Incendiário” (Yago Oproprio) e atravessado pela filosofia de Camus: o Absurdo, a lucidez que queima, a beleza de continuar mesmo quando tudo parece torto
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"Faísca incerta."
Há dias em que tudo dentro de mim soa como um incêndio lento — não aquele fogo glorioso que ilumina, mas o que resta: brasas escondidas debaixo da pele, consumindo devagar, sem anunciar nada além de um cansaço silencioso. Talvez seja isso que Camus chamava de lucidez: perceber o próprio coração queimando enquanto o mundo segue indiferente, como se o meu caos fosse apenas um ruído distante na paisagem.
E, ainda assim, eu continuo. Não porque faça sentido, mas porque desistir exige uma lógica que eu nunca tive.
Há um tipo estranho de dignidade em continuar existindo mesmo quando tudo parece desalinhado. Como se cada passo fosse uma pequena rebeldia contra o vazio. Eu acordo, respiro, e carrego esse amor incendiário que um dia me atravessou — não para reacender nada, mas para lembrar que eu fui capaz de sentir, mesmo quando sentir parecia uma falha.
Camus diria que o absurdo nasce desse choque: o coração querendo mais e o mundo oferecendo nada.
O amor, quando acaba ou se deforma, deixa um cheiro de fumaça nos cantos da memória. E eu caminho entre esses restos como quem tateia um quarto escuro, procurando sentido nas ruínas. Não encontro. Nunca encontro. Mas às vezes, no meio desse vazio, algo brilha: talvez uma lembrança, talvez a minha própria teimosia.
E isso basta. Por um momento, basta.
Eu carrego minhas dores como quem carrega um fósforo aceso no bolso: perigoso, inútil, mas profundamente humano. Há quem diga que a cura vem com o tempo. Camus responderia que não há cura — há apenas o trabalho contínuo de aprender a conviver com aquilo que não tem resposta.
E é isso que faço: convivo. Não com esperança, mas com uma estranha espécie de fidelidade à minha própria história.
Continuo porque, no fundo, existir já é a forma mais silenciosa e bonita de resistência.
E se o mundo não responde, eu respondo por ele: com as minhas cicatrizes, com a minha lucidez ferida, com a chama pequena que ainda se recusa a apagar.
No fim das contas, talvez seja isso:
não renascer das cinzas, mas aprender a caminhar com elas.
Y.C
Outsider no amor
Eu cheguei no teu mundo
sem mapa nem lugar,
aprendi teus gestos,
teus silêncios,
decorei teu nome
como quem treina em segredo.
Eu estava ali…
mas nunca fui dali.
Te amei com cuidado,
sabendo que não podia ficar,
sorri carregando um adeus
que já morava em mim.
Enquanto outros pertenciam,
eu apenas atravessava.
Fui inteiro no que senti,
mesmo sendo passagem.
Porque ser outsider no amor
não é amar menos,
é amar sem posse, sem abrigo.
Eu fui teu quase,
teu entre, teu silêncio.
E se perguntarem por que não fiquei,
responda sem culpa:
eu não parti
— eu nunca pertenci.
Sabemos que é amor,
Quando uma pequena brisa
Entra no nosso coração
E forma um vendaval de emoção...
Receita para uma vida feliz:
- Um pouco de Humanidade,
- Um pouco de Paz,
- Um pouco de Amor,
- Muito de Si!
ACENDER O AMOR
Góis Del Valle
Razões pra esquecer você,
motivos quaisquer tentei.
Não adianta fazer com o coração
o que manda a razão,
se o coração está sofrendo por um
amor verdadeiro.
Razões pra fingir, eu fiz;
motivos pra não querer.
Não adianta fugir da emoção
que nos prende ao passado,
aos momentos mais incríveis
que vivemos nos amando.
Amor, só queria entender
um pouco do teu ser,
ver o teu sorriso,
morar em teu peito,
sem pedir e sem mandar,
esquecer os defeitos,
apagar as faíscas
e acender o amor.
FLORES DO JARDIM
Composição: Góis Del Valle
O amor não nasce em vão.
Paixão ou solidão dentro do peito,
palavras lá no chão são frases,
Como rosas no jardim.
Se eu não abro mão
das coisas que criei
aqui por dentro...
Razões pra chorar,
razões pra sorrir:
são coisas que o coração faz.
Momentos assim,
pra mim, são sem fim:
são coisas que o coração faz.
E quando a ilusão
enche o peito e dilacera o coração,
se eu não me amasse, o que seria dos
meus sentimentos?
Razões pra chorar,
razões pra sorrir:
são coisas que o coração faz.
Momentos assim,
pra mim, são sem fim:
são coisas que o coração faz.
AMOR SEM FIM
Autor: Góis Del Valle
Eu sei que dentro de você
Existe o meu ser, um pouco de
Um tudo que eu deixei
Tanta ternura, amor sem fim.
Ninguém vai esquecer assim
Pra mim, nunca tem fim o
Amor nascido pra sempre existir
Tanta ternura, amor sem fim.
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
Lembranças que vão florescer
Como num jardim, e nunca vai morrer ou desistir,
Amor é fogo que arde sem fim
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
Amor é escolha diária.
É ficar quando seria mais fácil ir.
É cuidar mesmo cansado, ouvir mesmo sem entender tudo.
Amor não é só sentir, é agir.
Amor é verdade sem ferir, presença sem sufocar.
É corrigir com carinho, perdoar sem jogar no rosto.
Não é perfeição, é compromisso.
Amor é quando dois imperfeitos decidem caminhar juntos,
sabendo que nem todo dia será fácil,
mas todo dia valerá a pena quando existe respeito, entrega e fé.
O amor é o detalhe que muitos ignoram.
É a presença que permanece quando tudo falha.
Amor é ser, quando nada mais consegue ser.
É insubstituível, mas também é sensível.
Amor precisa de atenção, de cuidado diário.
Porque, quando deixado de lado, ele silencia.
E às vezes, quem mais faz para mostrar que está contigo
é quem primeiro sente a ausência.
O maior entretenimento é fazer a outra pessoa feliz, compartilhando com os atos do amor do seu coração.
