Amor Recolhido
"tantas pessoas que me disseram que me amam,e depois me abandona.tantas pessoas que disseram que eram minha amiga e estavam me apunhalando.mais diante dessas pessoas surgi você que mostrar sinceridade que me falar a verdade e que me ensina a ver o mundo de outra forma.por pessoas iguais a você que ainda vale viver.você e mais do que um namorado você e um amigo que sempre esta do meu lado. mesmo com nossas brigas esta ali a me olhar e mesmo que algo me ocorra esta la pra me ajudar.queria dizer que não ha anjo melhor que você te amo muito
Traição, palavra de seis letras que tem o poder de destruir uma vida, e abater amargamente o profundo da alma.
Amar não é fingir, mas agir sem sentir, deixar a emoção dominar, o sentimento mandar, e o que tiver que ser será.
Olhe as paredes, são sempre as mesmas. Mesmo quando alguém fala mal dela, ou a maltratam. Não fingem ser o que não são. Consegue ver a diferença?
TOLERÂNCIA (soneto)
Não venho aqui me desculpar com perdão
e nem tão pouco desfiar verso plangente.
Aqui declamo o que o coração deverás sente
onde há mais que tesa regra ou justificação
Não façamos ouvidos surdos a toda gente
no cada qual com a sua escolha ou razão.
Gratuita é a liberdade ofertada na emoção
tal qual cor na aquarela se faz diferente
Se amar é gesto que nos traz comunhão
porque assombra o fluxo contracorrente?
Pois na sombra não se erigi plena visão
É aflitivo crer que desafeto seja recorrente
da intransigência na diversidade de opinião.
Pois, a quem ama, a tolerância é presente...
Luciano Spagnol
Agosto, de 2017
Cerrado goiano
INCERTEZAS (soneto)
A paixão é como um denso nevoeiro
que deixa a visão sem o ver cristalino
tem um avanço lépido, feroz e ligeiro
ficamos à deriva, à mercê do destino
Nela, o momento se faz prazenteiro
nos levando ao extremo do desatino
acreditando ser o único verdadeiro
instante, sem ver o constante ensino
E vem, então, diversa outra direção
norteando com questão a emoção
que o curso é incerto, difícil chegar
Tenhamos, pois, no lasso coração, paz
nos desafios, pois o desatino é incapaz
de saber quando na paixão vai-se amar
Luciano Spagnol
02 de Agosto de 2017
Cerrado goiano
SONETO ATORMENTADO
Fere o silêncio da áspera madrugada
no cerrado, um árido vento plangente
que golpeia minha alma ali presente
com saudade em mácula mal curada
Busco iludir-me que o zunido em toada
nada mais seja que ilusão descontente
daquela que põe angústias na gente
para deixar solitário e a ventura calada
E o vento insiste, persiste e não desiste
cortando a paz da noite com ruído triste
avivando a dor em suspiro redundante
Se soubesse quanta nostalgia desgarra
o vento teria dó e não seria tão fanfarra
e muito menos nesta solidão tão falante
Luciano Spagnol
Agosto de 2016
Cerrado goiano
