Amor Recente
Uns estudam por puro amor da ciência: é uma curiosidade ignominiosa;
Outros o fazem para alardear um renome de sábios: é uma vaidade vergonhosa;
Outros, ainda, estudam e vendem seu saber em troca de dinheiro e honras: é um tráfico vergonhoso;
Mas, há também os que estudam para edificar seu próximo: é uma obra de caridade;
Outros, finalmente, para edificar a si mesmos: é uma atitude de prudência.
Ousado
O coração em um voo cego,
nas asas do amor voa,
em um céu aberto, sabendo
que seu destino é incerto,
mas prossegue sem medo,
na sua aventura de achar o
amor certo.
E assim tenta ousar,
sem saber o que o destino terá,
quando finalmente seu coração
pousar, aterrisando no solo de
um novo amor.
Querendo conquistar esse novo
terreno, vai devagar, com todo
carinho,
levar só prá si esta conquista,
e torná-la parte de todo o seu
caminho
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. R/J
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico Acilbras - Roldão Aires
Cadeira 681 -
Patrono- Armando Caaraüra- Presidente
Dose de amor
Você escreve com o coração
enquanto os outros usam a mão.
Você me encanta a cada palavra
enquanto os outros,
nem se encantam com nada...
Tuas poesias, tuas melodias,
alegram minhas noites
e alegram meus dias.
Teus sorrisos,
teus abraços:
meus sorrisos,
meus abraços.
Tudo assim, espontâneo.
Tudo muito momentâneo.
Infinitamente,
cada momento
mais intenso
que o anterior.
Cada rima com uma dose maior
de amor.
Meu Deus, como podemos ser tão cegos a ponto de não levarmos esse amor a sério? Pois quem poderia ter imaginado que Deus se humilha tanto assim a aceitar aquilo que fazemos aos pobres como sendo feito a ele pessoalmente? Assim, o mundo está cheio de Deus. Em todos os becos, bem à frente de sua porta, você encontra Cristo. Não fique aí parado, olhando boquiaberto para o alto, dizendo: "Pois é, se eu só conseguisse enxergar o Senhor nosso Deus, uma vez que fosse, como eu não estaria disposto a servir-lhe de todas as formas possíveis!" Você mente, diz João em sua epístola (1Jo 4.20), pois diz que ama a Deus e odeia o próximo que passa necessidade bem à sua frente.
Não era amor.
Uma vitória louca, uma vitória doente. Não era amor. Aquilo era solidão e loucura, podridão e morte. Não era um caso de amor. Amor não tem nada a ver com isso. Ela era uma parasita. Ela o matou porque era uma parasita. Porque não conseguia viver sozinha. Ela o sugou como um vampiro, até a ultima gota, para que pudesse exibir ao mundo aquelas flores roxas e amarelas. Aquelas flores imundas. Aquelas flores nojentas. Amor não mata. Não destrói, não é assim. Aquilo era outra coisa. Aquilo é ódio.
Faz tanto tempo amor;
E é incrível como ainda sinto sua falta;
Penso que jamais terei alguém a sua altura;
E em alguns momentos eu me pergunto o que vistes em mim;
Pois foi tão bonito, duradouro e confortador;
E ainda dizem que o tempo cura tudo;
Mas parece não ser assim;
Até conheci pessoas interessantes;
Mas elas não me interessam;
Você foi minha única conquista, minha única vitória;
Eu era a sua lança e seu escudo;
Era seu nada, era seu tudo;
Você foi a coisa mais perfeita que me aconteceu;
O perfume mais gostoso que eu já senti;
O abraço mais caloroso já possui;
És a dor mais sufocante e agoniante;
E é incrível como ninguém consegue te substituir;
Eu tentei, mas ninguém foi o bastante;
Você com seu jeito menina mulher;
Com seu sorriso e olhar provocante;
Mesmo sufocado em meio a multidão;
Não sinto nada mais que a solidão;
Que você se concentre nas energias do amor, do carinho e do afeto. E distribua a todos que você ama. Seja um difusor de bons sentimentos.
As pessoas precisam das palavras para demonstrar o amor e carinho que dizem sentir, pois as atitudes contradizem.
Adoção não seria um elo forte se não fosse uma das formas mais sutis de amar. Amor constrói, amor unifica, amor simplifica o que pra muitos depende de explicação ou razão.
A razão no amor é única. Não ter razão em nada.
Adoção; só quem ama entende e só quem doa senti ter feito o melhor por aquele a quem amava.
É adotivo, eleve os seus olhos ao céu e agradeça.
A vida não te deu novos pais, simplesmente fez com que você estivesse onde deveria estar.
Funeral do amor
À luz da lua,
Alguém a vagar,
Procurando quem sabe,
Um amor reencontra.
Amor que juraste por toda vida,
E agora só resta essa dor maldita.
Sentado num túmulo indaga ainda:
Pra que vale esta vivo,
Se não tenho meu amor correspondido?
Em sepulcros e tumbas,
Mármores e ciprestes,
E num único suspiro, de amor padece.
O amor, a cada filho, se renova.
Mesmo no inverno, brilha a primavera…
E o coração dos pais, sedento, prova
O néctar suave de quem tudo espera.
Vai-se a lua, e vem outra lua nova…
Ai! os filhos… (e quem os não quisera?)
São frutos que criamos para a cova.
Melhor fora que Deus no-los não dera.
Frutos de beijos e de abraços, frutos
Dos instantes fugazes, voluptuosos,
Rosário interminável de noivados…
Filhos… São flores para velhos lutos.
Por que Jesus nos fez tão venturosos,
Para sermos depois tão desgraçados?
Soletrai, antes de tudo, o alfabeto da Bondade (...). Sem as primeiras letras do Amor, nunca entenderemos o sagrado poema da vida.
