Amor Recente
Amor ao próximo: Em um mundo que muitas vezes é indiferente, quem se importa genuinamente carrega uma Empatia rara e necessária.P.G
Há um amor
Há um amor dentro de mim
Dentro de mim há um amor
Ele grita querendo sair
Eu o alimento para não morrer
As cortinas do tempo abriram-se
E o palco da vida se iluminou
Transformando o espaço
Em um grande cenário mágico.
Fechei os olhos para te imaginar
E trazer-te para junto de mim;
Vieste, trouxeste teu sorriso maroto.
Meu coração dedicou-te todo meu sentimento.
A bruma da manhã divide seu aroma,
A cortina se fecha guarnecendo a cena
Deste amor que guardei
Esperando-te chegar.
Proporcionei conforto, dei meu colo, carinho, amor. Dei um lar para as horas vagas. Desliguei-me do mundo. Construí castelos de areia para agradar. Meus anos foram materializados para doação. Deixei meu mundo e vivi o mundo da matéria. Hoje, procuro resgatar o imaterial.
Que a nossa semana seja inteira. Inteira de amor, de dedicação, de respeito ao próximo, de energias positivas, de sonhos e de tantas outras virtudes. Que o inteiro nos preencha intensamente.
Perdidos estão o vento, o tempo e a vida. Perdidos de amor, de cor, de intensidade. Segure nas asas do tempo, pegue uma carona com a vida e corra na direção do vento para alcançar os sonhos idealizados.
Se preciso de amor? Lógico! O amor está enraizado em mim. Ele vive em aqui dentro e eu sobrevivo dele.
Carta sem endereço
Escrevi em linhas abertas o meu sentimento. Mostrei em palavras o amor que sinto. Escolhi um papel delicado, adornado com borboletas – símbolo de despertar, de alma e de espírito. Minhas mãos tremiam enquanto eu derramava sobre a folha todo meu afeto, meu carinho, minhas intenções.
A carta ficou pronta.
O problema é o endereço.
Não sei onde ele mora.
Talvez more nas lacunas escondidas do tempo, em algum canto perdido entre o momento e espera. Talvez viva dentro do meu peito, oculto nas entrelinhas do que ainda não foi dito.
Dobrei o papel com cuidado, coloquei-o em um envelope e guardei. Quem sabe, um dia, ele entre em contato – e eu possa entregar pessoalmente. Cartas assim, sem data, podem esperar em uma gaveta. E, se não chegar ao destinatário, ao menos aliviam o peso da alma que ama silenciosamente.
Rita Padoin
Escritora
Quando amamos – e o amor é espiritual – a presença quase não se faz necessária, pois os espíritos se reconhecem e se complementam.
Amor invisível
Eu amo alguém sem rosto, sem corpo e sem nome. Amo como se o próprio amor me abraçasse. É um sentimento que não sei explicar, mas sinto, com certeza, que ele existe. Está em algum lugar deste mundo ou talvez além dele. É como se nossas almas se reconhecessem nessa travessia silenciosa, ainda sem encontro, mas já entrelaçadas no invisível.
Não é como o amor carnal. É encontro de essência, de espírito, onde não há distância nem tempo. Ali, nos reconhecemos, nos entregamos, e nos alimentamos desse laço sutil.
Assim como o corpo precisa do alimento físico, a alma também busca o seu sustento. E é nesse amor invisível que ela se fortalece, se nutre e continua a existir.
O amor é uma carta, mais ou menos longa, escrita em papel velino, corte-dourado, muito cheiroso e catita; carta de parabéns quando se lê, carta de pêsames quando se acabou de ler.
O amor que dói, não destrói, constrói.
Não mata, mas gera vida que flui.
É lágrima que rega, é renúncia que edifica,
é sinal da graça, é chama que santifica.
E quando duas almas se encontram no Senhor,
descobrem que a dor é parte do amor.
Pois amar é refletir o Eterno Cordeiro,
que se deu por nós, inteiro.
É amor que não apenas conforta,
mas transforma, refaz, recria.
Tira as cinzas do passado,
faz nascer nova alegria.
"E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:7)
