Amor que Morreu
Nem sempre é a falta de amor que impede o crescimento, mas o solo onde escolhemos plantar nossas sementes. O amor pode ser intenso, dedicado, cheio de cuidado, mas se o terreno não for fértil, os esforços se perdem, e a flor nunca desabrocha.
Aprender a reconhecer onde vale a pena plantar é um ato de sabedoria e preservação. Nem todo lugar nos nutre, nem toda terra nos sustenta. Há ambientes que sufocam, relações que drenam, espaços que, por mais que tentemos, nunca serão morada para o florescer que desejamos.
Então, ao invés de insistir onde nada cresce, escolha melhor o solo. Regue onde há espaço para raízes profundas, onde a luz chega sem esforço, onde o vento não arranca aquilo que você cultiva com tanto carinho. Algumas sementes precisam de um novo lugar para finalmente florescer.
A rede protetora carinhosamente tecida pelo amor em torno de seu objeto escraviza esse objeto. O amor aprisiona e coloca o detido sob custódia. Ele prende para proteger o prisioneiro.
O Amor nunca se decepciona, pois nada espera...
Amar é dar-se por inteiro sem desejar nada em troca.
Alveja somente o bem de quem se ama e este é o seu maior galardão.
Ainda há tempo, feche os olhos, só o amor pode guiá-lo para casa. Derrube as paredes e liberte sua alma.
Eu acho que com o tempo a gente aprende, que mendigar amor e atenção nunca é a melhor opção. Que pedir pra que alguém fique, quando o que ela mais quer é ir embora não faz ninguém feliz. A gente aprende que se afastar nem sempre é o melhor, mas é a coisa certa a se fazer. Que mesmo você amando muito alguém, ela possa não te amar da mesma forma. É isso que a gente aprende, que nem sempre a vida é como a gente quer que ela seja.
AMOR, AMOR...
“porque Deus amou de tal maneira...”
Eu queria cantar aquele Amor sublime,
como nem no céu existem dois iguais:
amor Primeiro, sem reciprocidade,
sem princípio, sem fim – Eternidade.
Amor, Próprio Amor – amor demais.
Amor que venceu o tempo e o espaço
para chegar até meu coração.
Amor escrevendo um poema de glória,
traço de luz atravessando a História:
Deus se humanizando – minha salvação.
Amor que usou milhares de caminhos,
homens, mulheres, povos e impérios,
até tornar-se Única Esperança,
prisioneiro num corpo de criança:
maior quando desce – Mistério dos mistérios.
Amor que transcende, supremo, absoluto,
que a Si mesmo chama “de maneira tal”
além de toda compreensão humana,
que nos eleva, a Deus nos irmana
na noite linda a santa de Natal.
Como cantar este maior milagre,
se a terra silencia para ouvir o céu?
Diante do Grande feito Pequenino
a própria alma se transforma em hino:
– Tudo é amor, sublime amor, Jesus nasceu!
Por mais que a amizade, o amor e o casamento unam as pessoas, no fim, cada um é «inteiramente sincero» apenas consigo mesmo e, quando muito, com o próprio filho.
Quando o amor me enlaça, não há nada que eu faça pra fugir de tal situação. O corpo se prende, se rende, a alma entende, que ali é meu porto seguro e não haverá naufrágio algum que me fará desistir da sobrevivência, nem da certeza de estar protegida em tuas mãos...
Não brinque com os sentimentos de quem realmente te ama, pois um dia você pode procurar esse amor e não poder encontra-lo novamente.
