Amor pela Escola
Se continuarmos alimentando os excessos de marketing do “morango do amor”, muito em breve, teremos que nos contentar com o produto de luxo embrulhado em papel de bala.
Pouco amor às vezes é melhor do que muito amor. Pois mais vale um amor moderado, do que um amor obsessivo...
Por que as pessoas se satisfazem com tão pouco? Falando de amor, é sempre pela metade.. A resposta é porque são covardes! Covardes! medo de sofrer, medo de arriscar. Porque ter tudo pela metade quando se pode ter tudo por inteiro?
O ruim de amar com intensidade é que quando acaba o amor de um dos lado, você sofre na mesma intensidade. Elevado ao infinito eu diria..
Amor é um jogo, você não tem sorte. Depende de como joga, ou ganhará ou perderá e tudo dependerá dos jogadores.
Abdicar ao amor é tão insensato, mas existem pessoas simplesmente hipócritas. Cabe à nós entende-los e nos refugiarmos.
Tente ser bom e crie seus sucessores. A maldade só entra no coração de quem não conhece o amor. Tenha medo de si mesmo, assim, se manterá seguro.
Vejo no amor um véu de silêncio e incerteza... figura que se insinua entre o sensível e o inteligível, como a sombra nas paredes da caverna: ora abrigo que consola, ora ilusão que se desfaz ao se voltar para a luz.
E, paradoxalmente, reconhecer esse véu é, por si, uma forma de clareza... como se a própria dúvida fosse um indício de profundidade, e o enigma, uma morada possível para aquilo que não se deixa capturar por inteiro.
Há dois móveis de madeira
Que não é brincadeira
Um com amor é presenteado
O outro contra a vontade é comprado
Um traz felicidade que tonteia
O outro tristeza e cara feia
Um enche de paz e alegria
O outro de sofrimento e agonia
Um vem com futuro e pujança
O outro vai com sonhos e esperança
Um anuncia uma nova aurora
O outro avisa que chegou a hora
Um é luz e imensidão
O outro é treva e solidão
Um mostra que da terra viemos
O outro comprova que pra terra voltaremos
Um representa vida e nascimento
O outro demonstra morte e falecimento
Um construído em madeiras trabalhadas
O outro é feito tábuas mal serradas
Um é continuidade e perpetuação
O outro finda um geração
A cada dia que se passa
De um agente se afasta
E na mesma proporção
Do outro é a aproximação.
QuinAmar o amor do Arraiá
Mariinha, moça formosa e bonita de lascar. Todos em Tracunhaém só são elogios pra moça, dizendo que é a mais linda do lugar e quem se meter em apostar em outra moça vai se ferrar.
Muitos concorrentes querendo o coração dela conquistar, mas a bela já tem um, que seu coração fez acelerar, todos tentam de todas as maneiras, mas em vão tentar.
Quinzinho, rapaz humilde e respeitado no arraiá. Pouca formosura, mas respeito e valentia se faz sobrar, por tudo isso fez a bela Mariinha se encantar.
Numa noite de festa nos arredores, fez os dois uma prosa começar, conversa pra lá e pra cá, entre sorrisos e olhares o amor começou a brotar.
Não tardou muito pra Quinzinho a mão da moça, pedir pra casar e em questão de dias, o casamento veio se confirmar.
Quinzinho e Mariinha formaram a família mais linda e respeitada nas bandas daquele arraiá.
As autoridades do local nada gostaram, pois seus filhos eram merecedor daquele amor.
O Prefeito com seu filho patricinho e esbanjador, achava que podia comprar seu amor.
O Delegado com seu filho metido ao tal, arrogante e lutador, queria porque queria ser o dono daquele amor.
O Padre que não tinha filho, mas por conveniência opitava pra os filhos das autoridades Mariinha deveria se enamorá.
Sem falar do Senhor e a Madame do Engenho que se considerava o Rei e a Rainha do Arraiá, e queriam que seu filho Doutorzinho deveria com a moça se casar.
Devida a tantas perseguições e muita gente querendo o amor de Quinzinho e Mariinha de qualquer forma acabar.
Eles fugiram pra viver num povoado pequenininho nas margens do Rio São Francisco, lugar mais bonito não há, vivendo felizes com Deus Pai a lhes abençoar.
... Por aquele pensador ao crer
Em um único Deus supremo de paz e amor
Será condenado e morto
Por um Rei cruel e ditador.
"Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar".
...... No universo do amor
O possível perde a razão
A natureza das coisas fica sem conexão
Milagres acontecem no imaginário da imensidão .......
