Amor pela Escola
Dona de mim...
Noite gostosa,
noite de poesia,
mulher maravilhosa,
rainha do dia
noite sublime,
noite de esplendor,
mulher que define,
rainha do amor
noite de loucura,
noite de entrega,
mulher de ternura,
rainha eterna
noite magnífica,
noite profana,
noite idílica,
rainha na cama
noite proibida,
de amor sem fim,
rainha da vida,
dona de mim...
Um dia ela resolve mudar, decidiu o que fazer
deixou suas fantasias pra lá, e seus problemas resolver
Disse agora vou me socializar, pessoas novas eu vou conhecer
começo a trabalhar, ocupou sua mente com o que?
se mesmo trabalhando, ela vivia pensando em você
O que ela desejava era a tal liberdade pra viver
ter os pensamentos mais saudáveis, ser livre, mais livre de que?
Ela queria fugir, mas não sábia pra onde ir, a tal liberdade que ela procurava era se libertar de ser escrava de si.
Amo-te devagar, só para experimentar cada pedacinho do teu ser.
Amo-te devagar, só porque sei que sem ti não sei viver.
Meus muros armados impediam pessoas especiais em minha vida.
Amigos que amo, mas decepcionei.
Reflexos do medo.
Percebo agora que são as pequenas coisas, os pequenos esforços, que mantêm um relacionamento. E sei também que, de certa forma, tenho o poder de magoá-lo e também de fazê-lo se sentir melhor.
Depoimento de uma mente turbulenta
Olha, há muitas coisas que preciso dizer, mas diferente das outras vezes que sempre digo que tenho milhões de coisas pra falar, e agora não é nada semelhante do que as que me transbordam quando preciso desabafar.
Já faz um tempo que você entrou na minha vida, viu o caos que sempre fui e mesmo assim fez o possível e o impossível para estar do meu lado quando caí. Acontece que quanto mais me adapto, mais me distancio. Quanto mais tento esconder o meu verdadeiro eu, mais você me descobre quando te olho, quanto mais escondo minhas lágrimas, mais você sente a minha dor quando digo: não se preocupa, eu estou bem. Quanto mais me fecho, mais você tenta me mostrar minha importância na sua vida. Quanto mais me isolo, mais você sente a minha necessidade de um abraço.
Talvez você precise saber que por trás dessa mulher de equilíbrio, existe uma garota que luta contra os pesadelos que vive dentro de si mesma, que acorda todos os dias com vontade de se manter longe de tudo que a arranca os seus sorrisos, mas não passa de vontade. Esses conflitos e esconderijos criados no fundo da alma só servem para evitar que você perceba que não sou o que seus olhos enxergam. E quanto mais luto contra mim mesma, mais perco, perco porque não tenho mais controle, perco porque não consigo pensar em soluções para ser alguém que você realmente mereça, perco porque não consigo me manter em felicidade constante, perco porque não sinto que o futuro seja promissor. Te evito, só pra você não se assustar com o turbilhão de sentimentos que sou. Tento te afastar, e mais você me ganha por não me deixar sair da sua vida. Sinto muito, agora é desprezível ! Prefiro deixar você viver nas minhas melhores lembranças , do que ter fingir que você morreu pra mim a partir do dia que você realmente me enxergar e logo me deixar.
Pior que estrangeiro falar mal do Brasil e do povo brasileiro é o próprio brasileiro se detonar ao concordar com a baboseira.
Felicidade
Felicidade, quando chega,
Chega sem avisar
Acorda os passarinhos
E cedo começam a cantar
Avisam que o amor chegou
Muda tudo ao redor
A moça se alegra
A tristeza vai embora
O coração bate forte
Levando os dissabores
A porta se fecha
Deixando a tristeza lá fora.
CLADISSA - ROMANCE. N° 59.
LIVRO - 59
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"CAPÍTULO VI"
"A DIGNIDADE ENTRE A TERRA E O OLHAR"
A Úmbria do século XI não era apenas geografia. Era estrutura feudal, era hierarquia sacramentada, era ordem imposta sob o duplo jugo da espada e do altar. Após a fragmentação do poder carolíngio, as pequenas senhorias tornaram-se centros autônomos de comando, onde a vida camponesa se submetia à lógica da dependência e da proteção. Naquele contexto, a mulher sem linhagem era invisível aos registros, mas não aos olhares.
Cladissa caminhava pelos campos como quem carrega não apenas feixes de trigo, mas o peso de uma condição social irreversível. Órfã de camponeses, destituída de dote, alheia às alianças matrimoniais que sustentavam a economia feudal, ela não possuía moeda de troca. Ainda assim, despertava investidas.
A razão não residia na posse, mas na presença.
A mentalidade medieval compreendia a mulher sob três categorias recorrentes, a virgem, a esposa, a pecadora. Tal tripartição, difundida pela teologia latina e consolidada na cultura eclesiástica do período, formava o horizonte moral da época. A autoridade espiritual exercida por centros como a Abadia de Monte Cassino, sob influência da tradição beneditina fundada por São Bento de Núrsia, impregnava o imaginário com uma disciplina que exaltava o silêncio e a submissão.
Mas havia outra força. A política.
A região da Úmbria encontrava-se sob disputas constantes entre a autoridade imperial do Henrique IV e o poder papal de Gregório VII, cujo conflito culminaria na chamada Querela das Investiduras. O poder era tensão. A tensão infiltrava-se nas aldeias. Onde há instabilidade, há oportunismo.
Cladissa representava algo raro. Beleza associada à altivez moral. Não era a sedução vulgar das feiras itinerantes, nem o riso fácil das tavernas. Era compostura. Em uma sociedade rigidamente estratificada, a dignidade em corpo pobre provoca inquietação. Ela não se inclinava além do necessário. Não oferecia palavras supérfluas. Não solicitava proteção. Isso bastava para despertar desejo e desafio.
Os jovens escudeiros viam nela a possibilidade de conquista. Para eles, a mulher sem tutela masculina constituía território disponível. Alguns pequenos proprietários a percebiam como eventual concubina útil. Havia também homens sinceros, que a observavam com respeito contido, temerosos de aproximar-se por não possuírem recursos para elevá-la socialmente.
A estrutura feudal operava sob pactos. Casamento era contrato econômico. Amor era luxo. Uma camponesa órfã, ainda que virtuosa, raramente ascendia sem mediação clerical ou proteção senhorial. No entanto, a história demonstra que períodos de transição institucional abrem fissuras nas hierarquias. A instabilidade do império, as tensões entre Roma e os príncipes germânicos, o enfraquecimento de determinadas casas locais criavam margens de mobilidade inesperada.
Cladissa não compreendia os tratados políticos, mas percebia as mudanças no ar. Mais soldados cruzavam as estradas. Mensageiros passavam com pressa. Homens discutiam tributos nas portas das igrejas.
Ela sentia que algo maior movia-se.
Seu silêncio não era ignorância. Era prudência.
No interior da pequena igreja rural, sob afrescos já desbotados pelo tempo, Cladissa ajoelhava-se não por submissão servil, mas por convicção íntima. A fé medieval era simultaneamente temor e esperança. O sermão falava de culpa, de pecado, de vigilância. Contudo, para ela, Deus era abrigo. Não ameaça.
Essa distinção interior tornava-a ainda mais singular.
Entre a terra que lhe sujava as mãos e o olhar que lhe sondava o destino, Cladissa começava a compreender que a verdadeira herança não era dote nem brasão, mas caráter. Em uma era onde o sangue definia o valor, ela intuía que a nobreza podia nascer da conduta.
Os campos permaneciam os mesmos. As muralhas continuavam erguidas. A ordem social não se alterara visivelmente.
Mas dentro dela, algo se consolidava.
E quando a dignidade de uma mulher enraíza-se na própria consciência, nenhuma estrutura feudal consegue mantê-la para sempre confinada ao chão que pisa.
Agora sei o que é amar alguém. Não importa o que você faça é impossível fugir dos seus sentimentos. É impossível deixar de amá-lo.
(Dong Shan Cai)
Vulnerabilidade é sinônimo de coragem.
Coragem de enfrentar tudo e estar vulnerável para melhorar e não desistir.
Queria te dizer o que sinto por você.
Mas o medo em mim, impede te dizer.
Queria uma chance para poder falar,
Tudo o que sinto sem medo de errar.
“Quando sentir que a vida está perdendo a cor, vire a página e inicie uma nova história
Como um arco-íris, que sob a luz do sol em seu espectro contínuo, brilha
sobre gotas de chuva”
PARTIU
Foi-se, e a ilusão jogada ao vento
o haver, estar, as românticas luas
quer dizer-te, a todo o momento
que, no falto, tem saudades tuas
E que, no cerrado, o lamento
O sofrer, esquecido, pelas ruas
Chora, e aflige o sentimento
Lacerado, em emoções cruas
Tal o céu cinzento de inverno
O meu amor não mais terno
Branda nesta dor que se tem
Sem ventura, no sentir figura
Pesar, pois, partiu a candura
Contigo e, de mim também!
"O essencial não é orar muito, mas orar bem. Certas pessoas julgam que todo mérito está na extensão da prece, enquanto fecham os olhos aos seus próprios defeitos. Para elas a prece é uma ocupação, um meio de empregarem o tempo, mas não um estudo de si mesmas."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
Lá vinha ela!
Vindo sempre,
seduzindo.
Vestido vermelho,
de um tom
meio tinto...
Decote forte,
mas nela,
distinto.
Em suas mãos,
duas taças
e um tinto.
Se fosse questão de escolha a minha seria sempre estar ao seu lado...
Mas verdade , você Tem todo o direito de ir em frente e ser feliz, mesmo assim obrigado por transformar a minha medíocre existência, no melhor momento que eu já vivi em toda a minha vida
Ouvi você dizer que me ama nao tem preço, saber que se tornou recíproco tudo o que eu sentia por você foi maravilhoso...
Mas já sei que mais uma vez terei que caminhar sozinho no caminho aonde fui lançado...
Sonhar sozinho, acreditar sozinho, esperar sozinho, chorar sozinho, acho que já acostumei e nao te culpo por nada, voce fez a sua parte...
Por mais que eu sinta dor ainda tenho convicção do que quero, e acredito que esse sentimento foi Deus que colocou aqui dentro de mim e nunca será passageiro...
Eu te amo, e pra sempre vou te amar...
