Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Silêncio do Tempo
Às vezes, o tempo passa como um inimigo invisível — leva embora os dias, os sonhos, e me deixa aqui, olhando o reflexo de alguém que não reconheço.
Há um vazio que não dói com gritos, mas com silêncio.
Um vazio que não pede ajuda, só quer entender onde tudo se perdeu.
Mas mesmo nesse vazio, algo resiste.
Um fragmento pequeno, quase apagado, sussurra:
“Ainda há algo em você que quer viver.”
E talvez seja isso o que resta de mim — a vontade de voltar a sentir o mundo,
de reconstruir o que deixei ruir,
de calar o medo e ouvir, enfim, o meu próprio renascimento.
Não viva para aquilo que o tempo leva,
mas para aquilo que a eternidade guarda.
O que não te acompanha além da vida,
não merece ser o centro dela.
Escrevia com a urgência de quem sabia que o tempo era curto, e que a vida, apesar de absurda, era tudo o que tinha.
Não desperdice seu tempo tentando caber onde não há espaço pra você. Forçar permanência em lugares onde sua essência não cabe é perder tempo de vida.
“Uma pena a vida ser contínua… às vezes dá vontade de parar num lugar atemporal, onde o tempo silencia e a alma possa, enfim, se reconstruir.”
Mesmo que o tempo insista em passar,
e as dificuldades tentem me fazer esquecer,
você vive em meus sonhos,
presente no silêncio das minhas noites.
A cada noite, te encontro de novo,
e juntos recriamos nossos planos,
revivemos cada instante,
como se nada tivesse mudado.
Porque o amor que sinto por você
não se mede pelo tempo,
vive quieto, profundo,
guardado em mim.
Saudade de quando sentia
por tanto tempo, tantos anos,
amores sem fim que vivia.
E com sangue escrevia "te amo", no pano
Luiz Henrique Toledo
As pessoas costumam dizer que o tempo passa rápido demais, mas na verdade é que elas não aproveitam o momento. Essa frase, “o tempo passa rápido demais”, é sempre dita no futuro — como se todos só percebessem o valor do presente quando ele já virou passado.
A Última Faixa do Tempo
O relógio da vida não marca horas, ele risca sulcos invisíveis num vinil arranhado,
onde cada segundo é um riff esquecido,
e cada silêncio, um verso que nunca ousou ser refrão.
Na estrada dos sonhos, somos acordes dissonantes de um violão desafinado,
dedilhados por mãos invisíveis que já empunharam fuzis de flores
e apertaram corações até que se estilhaçassem em silêncio.
Há algo que não se nomeia.
Como aquela canção que te atravessa feito vento... Você sente, mas não entende.
Ela nunca chega na parte que você quer, mas deixa rastros:
O cheiro de chuva no asfalto quente,
um olhar que sangra como solo de violino em luto,
um arrepio que não vem do frio, mas da memória que insiste em doer.
Esperamos por isso como quem espera o "bis"
sabendo que talvez nunca venha,
mas ainda assim, gritamos o nome da banda,
como se o eco pudesse reverter o fim.
Porque há coisas que não voltam,
e mesmo assim, cantamos,
como se o tempo fosse só mais um verso mal interpretado.
E então, no meio da tempestade,
uma janela entreaberta,
a chuva batendo como palmas de um público ausente,
e uma xícara solitária no parapeito,
como se alguém tivesse pausado o mundo no exato instante antes do último acorde.
Ali, o tempo não corre, ele reverbera,
feito um lamento que recusa-se a findar.
Ali, o que não tem nome sussurra,
como um verso escondido no encarte de um disco esquecido.
Essa memória, teimosa, não escreve para lembrar, mas para manter viva a melodia
dessa canção infinita que não pode terminar
numa janela de vidro,
numa casa de madeira,
onde o som que ecoa… termina em C (Dó).
A vantagem de existir por mais tempo é o fato de transformar-se em avós e poder ver os netos saltando e dançando na leveza do tempo.
ALÉM DOS PERCALÇOS
A morte como subproduto do tempo não pode absorver a nossa existência e nos fazer definhar, apesar da exuberância da vida.
Vivamos o melhor que o criador nos tem presenteado!
Não posso controlar o tempo, nem evitar que os dias passem .
Não sei se iremos Viver o Pra sempre.
Mas saiba que quero te fazer a pessoa mais Feliz, neste Momento.
Longe do jardim.
Tão linda, especial e marcante, mas com a alternância do tempo frio-quente e agressivo, tornou-se rude com espinhos ainda mais afiados e pela relutância da subsistência de um mundo imaginário e só dela muchou, perdeu seu brilho, aos olhos de quem a admirava, aberta, quase ao averso, mas na caule, fechada, dura e nas pétalas moribundas a ausência da cor do amor.
Dona rosa, outra igual a ti não vai existir
Não sei como te falar isso mas, preciso conversar com você. É um assunto delicado. Já tem um tempo que queria falar isso pra você mas, não consegui porque nunca aconteceu isso antes comigo. E parece estranho mas sinto uma atração por você.
Se quiser deixar de falar comigo por causa disso, fique a vontade. Só queria mesmo soltar isso que estava preso, sabe? É complicado quando chego perto de você, sabe?!
Sinto uma coisa diferente por você. É mais do que amizade...não dá pra explicar. A vontade é de te abraçar, papo reto, mas me seguro. E finjo não te olhar quando passo por você. Às vezes disfarço e te olho mas logo desvio o olhar. Outro dia percebi que você olhava pra mim e quando me virei, você desviou o olhar. Então é isso. Amanhã, nos vemos. Ou não, dependendo da sua reação depois disso que te falei.
Se foi o tempo!
Se foi o tempo em que crianças brincavam
Se foi o tempo em que crianças dançavam
Se foi o tempo, Ciranda Cirandinha ninguém sabe o que é
Queimada, esconde-esconde, amarelinha, ninguém sabe e ninguém quer
Se foi o tempo, elástico, bambolê e boneca
passa-anel, pula corda, peteca
pião, pipa e bolinha de gude,
Betz, pega-pega
Muita alegria e muita saúde
Hoje a tecnologia tomou conta
Curupira, Lobisomem não amedronta
Se tirar o celular tem afronta,
Brincadeiras coletivas estão se acabando,
nossos filhos estão se perdendo
Neste mundo de adultos que aprontam.
Acreditei no balé dos teus lábios, leal fui, fitando o Horizonte, imensurável o tempo se mostrava travesso, e ali quis aconchegar, nós sempre juntos eu e minha sombra.
Vertiginoso ele se apresenta
malha do tempo, que trepida e se estende.
Imbatível chega, feito vento de pressa,
e eu, tolo e sedento, passo.
Não vejo o instante que pulsa,
a pedrinha sutil no caminho da longevidade.
Tropico, desperto, e compreendo:
o eterno não mora no longe,
mas na pedra pequena que insiste em me lembrar
que ainda há chão sob os meus pés.
"O Julgo Invisível”
Vivemos num tempo em que o valor de um homem se mede pela pressa com que ele produz.
Se ele para, chamam-no de preguiçoso; se cansa, de fraco; se pensa, de inútil.
Mas ninguém pergunta o que o silêncio dele carrega, nem o peso invisível que sustenta quando o mundo o chama de vagabundo.
Talvez o que eles chamam de inércia seja apenas o intervalo entre o que ele foi e o que ainda vai se tornar.
Nem todo repouso é desistência — às vezes é apenas o respiro antes do próximo passo.
E quem julga de fora nunca vai entender a batalha que se trava por dentro,
onde cada dia sem trabalho é também uma luta para não perder a fé em si mesmo.
Dentro de algumas horas iremos embarcar num vôo com tempo previsto para 365 dias. Definam seu destino e embarquem na plataforma 2020. Antes deixem suas mágoas, ressentimentos pendências e tristezas antigas e descarreguem no balcão 2019. Os passageiros que tiverem um sorriso, coração aberto e mãos prontas a construir, e esperança, tem preferência nos assentos da primeira classe Felicidade. Façam Boa viagem amigos e clientes! Que o piloto Deus possa estar com todos nós, guiando-nos, protegendo-nos ao longo do percurso! 🙏 Amém
COMPRO
1. tempo
2. malas feitas
3. remédio para dores que ainda não vieram
4. apagador de memórias ruins
5. virgindades perdidas
6. secador de lágrimas
7. sinal verde
8. paliativo para tristezas da alma
9. fotografia que se mexa
10. máquina de gravar sonhos
11. decodificador de pensamentos
12. hd de memória interna
