Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Se alguém alega saber o que é bom para você melhor do que você mesmo, de duas uma: ou é sua mãe – que provavelmente sabe mesmo o que é bom para você – ou é um tirano politicamente correto, essa nova raça de déspotas esclarecidos.
A progressiva restrição do exercício da legítima defesa pelos cidadãos não se deve ao caráter mais pacífico do homem moderno, mas à sua maior covardia.
Aqueles e aquelas que se queixam dos custos da maternidade esquecem que a infelicidade é o preço que se paga por uma vida barata.
A medida que os desafios são impostos cabe a você supera-los ou temê-los, não os tema, apenas o respeite, pois superando-os serás muito mais feliz e o fantasma do "si", nunca o perseguirá!
"Às vezes, a verdadeira força reside na capacidade de permanecer firme, mesmo quando enfrentamos o ilusório disfarçado de desdém."
Nossa mente está mergulhada na Mente Divina que sustenta os universos infinitos.
Nossa força mental permanece impregnada da Força Mental Divina, que está em toda a parte ao mesmo tempo.
Procure manter-se unido a esta Força Infinita, e jamais será derrotado.
Você tem esse Poder: confie!
Você vencerá em toda a linha, se o quiser.
"...Então, coloquei-me a teu lado, respirando-te.
Permanecemos emudecidos, por dentro acolhidos,
Guardando infinitos abraços em nossas almas..."
Carlos Daniel Dojja
In Fragmento Poema Recolhimento
POEMA RAIZ AMADURECIDA
Mansamente sobre teu peito,
Me ponho a edificar o desejar que aflora.
Como fermento de um querer amadurecido,
Percorro o frescor de tua terra, umedecida de entrega.
Com a presa das mãos vislumbro que és tão bela,
Como as manhãs que trazem esperanças novas.
Seria mais brando não ter a urgência do amar,
Mas como me faria existir ser, em meu vivenciar.
Então, em ti me deixo como raiz estendida,
E teu corpo é meu chão revelando simétricas profundidades.
Assim, a cada instante vou me aprendendo afeto colhido.
Entrelaço-me dessa razão, que mesmo ao arder, consagra:
Amar, é uma alegria que ao também doer, nos ascende e nasce
Brincadeira da Árvore
Certo dia, um menino perguntou-me,
Se eu sabia brincar de árvore.
E começou explicando-me:
- Primeiro a gente pinta nos galhos,
os nomes das pessoas que gosta.
Depois, escreve nas folhas palavras,
Como ternura, abraço, encantamento.
Também acrescentou que pode-se deixar água,
De cor amarela rio para que a árvore se descreva,
Mas nenhuma árvore é desigual a outra,
e todas sabem falar com a terra.
Contei para ele que eu brincava de estrela viva.
Era assim: Minha mãe desenhou uma estrela,
E colocou numa caixa alaranjada de madeira.
Ensinou-me que deveria toda noite,
Abanar com as mãos para que o brilho,
Não se perdesse no vir a ser do tempo.
Sem indagar-lhe qual era a língua das árvores,
Ele visivelmente empolgado me relatou:
- Quando eu crescer vou ser astrônomo,
Ou pirata do bem.
Isso para trabalhar.
Para viver, quero aprender a falar com as borboletas,
Dar um vagalume de presente para minha namorada,
Que ainda não sabe de nenhuma das duas coisas.
Também vou descobrir como se faz um poema.
Você pode me emprestar sua estrela,
Para eu colocar na minha árvore?
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
