Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Deve ser usada apenas a ferramenta do assistencialismo se for a última opção possível e mesmo assim deve estar acompanhada de ações que produzam meios para que dure menos tempo possível pois, do contrário, o assistido passa a ser refém de quem promove esta ação por torna-lo dependente e inoperante. Pior ainda quando ocorre entre o governo e o cidadão assistido uma comunhão de interesses mútuos para que seja mantido o assistencialismo e, seja de um lado ou seja de outro ou de ambos, passam a ser elementos de corrupção acionada pela pseudo caridade.
A escola não precisa abandonar totalmente as práticas mecanicistas do processo de ensino e aprendizagem em que opera, mas precisa adaptá-lo de maneira que este tenha sentido de ser não somente para o estudante, como para a educação enquanto ferramenta de progresso de uma nação.
Ter educação e não ter capacidade de criar coisas novas é a mesma coisa que ter pernas mas não usá-las para se locomover. É preciso dar sentido real à educação escolar enquanto prática na vida.
Muitos querem ser líderes por questões meramente egocêntricas e de relação de poder, mas o verdadeiro líder sente em si a incumbência de provocar e promover ações que produzam resultados na vida dos seus liderados e da empresa a que representa. Sente que tem uma verdadeira missão em suas mãos e as metas nada mais são do que encargos assumidos com o seu papel aceito.
Temos que conhecer a história principalmente para evitarmos a repetição de erros de outrora mas não devemos nos sentir culpados pelos erros passados e muito menos com dívidas pendentes por eles porque isso é tolice pois estaremos tentando produzir justiça com o que não mais é e sendo injustos com o que ainda é.
Faz-se necessário que se mantenha a mente aberta ao novo e ao mundo das possibilidades de vir a ser se deseja realmente progredir.
Tenho aprendido com as pessoas que comentam as minhas publicações, que na verdade elas servem é o deus que elas idealizam e não o Deus que é descrito na bíblia. Deus, cuja palavra jamais se relativizará ou se rebaixará aos anseios dos homens impenitentes.
Nunca desista de tuas lutas diárias, pois a tua vitória pode estar mais próxima do que possa imaginar.
Pior do que aquele que não percebe os problemas do mundo é aquele que os percebe e fica indiferente diante disso. E ainda entre os que percebem as mazelas da vida tem os que se limitam a apontá-las e reclamá-las e aqueles que realmente fazem algo para melhorar o quadro que se apresenta.
Nós só nos sentimos humilhados quando comungamos com a fraqueza alheia e fazemos seu jogo egoico. Quem humilha é digno de lamento diante de sua pequenez pois se sente tão pequeno que precisa rebaixar o outro para que, por segundos, se sinta um pouco melhor.
Um macaco viu um peixe dentro de um rio e como não conhecia este tipo de animal ele apressou-se a tirá-lo da água com receio que o peixe se afogasse. Então viu o peixe pulando e achou que estava feliz por tê-lo salvado mas em seguida percebeu que ele morreu e pensou “pena que eu cheguei tarde demais para salvá-lo”, nos ensina uma fábula africana a procurar sabermos se podemos realmente ajudar alguém, se querem nossa ajuda e se nossa ajuda realmente fará bem o outro, pois além de tudo temos que respeitar o tempo do outro e sua organização psíquica para que não promovamos mau maior.
Nós percebemos o mundo ao nosso redor através de nossos filtros pessoais, com os quais geralmente buscamos apenas comprovar que estamos certos o tempo todo.
Muitas vezes para mudarmos situações e pessoas não precisa ser mudado mais nada além da nossa própria maneira que as vermos.
