Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade

Cerca de 432991 frases e pensamentos: Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade

O melhor exercício da vida é amar. A melhor expressão do amor é o tempo. O melhor momento para amar é agora.

Rick Warren
Uma vida com propósitos (2002).

O amor não é apenas encontro, é também espera. Ele ensina a ter paciência, a respeitar o tempo do outro e a compreender que a intensidade não está na pressa, mas na verdade dos gestos.

O amor não é perfeito, mas é sincero. Ele não elimina as diferenças, mas as transforma em pontes. Não exige que o outro mude, apenas que seja.

O amor não é prisão, é liberdade. Quem ama de verdade não sufoca, mas impulsiona; não retém, mas fortalece; não pesa, mas acrescenta.

O amor é coragem. É arriscar-se a sentir, mesmo sabendo que pode doer. É abrir o coração sem garantias, acreditando que compartilhar vale mais do que se proteger.

E acima de tudo, o amor é presença: está no toque, no olhar, na palavra, mas também no silêncio que acolhe e no espaço que respeita.

K.B

O amor é o mistério que habita o coração humano. Não se prende ao tempo, nem ao espaço, e mesmo invisível, é capaz de mover mundos. Ele nasce no silêncio de um olhar, cresce no gesto simples de cuidado e floresce quando duas almas se reconhecem. O amor é abrigo e tempestade, é calma e vertigem. Não pede explicações, apenas se sente. É a ponte entre o finito e o eterno, aquilo que dá sentido à vida e torna suportável até a dor. O amor é, enfim, o que nos torna humanos.

K.B

Tirar um tempo de qualidade não é egoísmo!
É amor-próprio e preservação.

NUM CAFÉ, O TEMPO PAROU...

Trago comigo um amor em segredo,
que tem morada na minha ilusão;
amor sem nome, sem culpa, sem medo,
que veio do fundo da solidão!

Pintei seu rosto na tela da mente,
onde o amor, em silêncio, florescia;
a cor do afeto — sutil e envolvente —
tingiu de ternura a melancolia.

Vaguei nas ruas da perseverança,
em busca de algo que nunca se achou;
no rastro fugaz de parca esperança,
o amor calado mais fundo ecoou!

Um dia o vi — por acaso ou bruxedo —,
num café, e então minha alma se avia;
surgiu qual fosse um feitiço de enredo,
e pensei: “Será ela? Quem diria!”

O tempo parou — tremi de surpresa —
não era a mesma, mas lembrava tanto,
que meu olhar se perdeu na incerteza,
e até busquei conservar o encanto!

Mas, sem defesa, rendido à realidade,
voltei à vida, ao mundo real!
E então, sentindo uma estranha saudade,
amei — de novo — um amor sem final!

Nelson de Medeiros.

“Quando o amor se transforma em cumplicidade, o tempo deixa de ser medida e passa a ser eternidade.”

Esse é o nosso amor, que se multiplica com o tempo e floresce a cada gesto, sendo cultivado com carinho no dia a dia, regado por cumplicidade, ternura e a beleza de simplesmente estarmos juntos.

CATÁLOGO DE UM AMOR EXTINTO
Juvenil Gonçalves


Encontrei teus ossos no baú do tempo,
fósseis de um verão que o outono esqueceu
cada osso, um verso; cada verso, um tempo
em que éramos mais que o amor que se deu.


Teu fêmur ainda trazia as marcas
dos meus dedos, tão leves, tão sem perdão...
E o teu crânio, qual taça de arcas,
guardava o vinho amargo da solidão.


As costelas, outrora meu abrigo,
agora são grades de um museu vazio.


Catalogarei cada fragmento teu
na prateleira dos amores falidos:
— úmero que me sustentou como véu,
— fíbula de nossos passos unidos.


E o que dizer da coluna, outrora erguida,
templo de carne, altar de nosso enleio?
Hoje é apenas ruína esquecida,
poema sem sujeito, verso sem meio.


Mas ah! Entre as relíquias desfeitas,
encontro teus dedos — frios, sem vida
e lembro que, um dia, nestas mesmas digitais,
eu li o futuro... e não soube ver a despedida.


Agora resta-me o catálogo frio:
um osso por amor, um verso por ossada.
E assim, entre rimas e pó, eu crio
um museu para nós, na página arruinada


Juvenil Gonçalves

Não persiga o amor nem a morte; no tempo exato, eles virão ao seu encontro.

Tempo certo

Quem pode dizer se o amor acaba?
Só o tempo explica tudo,
Sem você, minha vida desaba,
Fica tudo vazio, escuro e mudo.

Quem pode dizer onde termina o caminho,
Ou o início de um grande amor,
E a dor pontiaguda de um espinho.
É motivo suficiente para um dissabor.

Só o tempo pode dizer,
O tanto que minh'alma clama por seus beijos,
Sem os quais já começo a enlouquecer,
Despertando em mim,os mais insanos desejos.

O tempo liga o passado ao futuro,
Ele faz a obra do presente,
Escreve as fases em nosso muro,
Tempo,tempo que não se sente.

Quem poderá decifrar o tempo?
Qual mente humana conseguiria medir?
Quando vivemos um sentimento,
Não tem jeito e nem como fugir.

É cair de braços abertos,
Torcendo para não quebrar a cara,
É como sobreviver no deserto,
Pois o tempo nunca para.

O tempo é capaz de dizer tudo,
De cicatrizar um grande amor,
De nos mergulhar em algo mais profundo,
De curar uma grande dor.


Lourival Alves

O amor que caminha sem pressa, por mais tempo atravessa a vida.

Um Homem honesto vai estar ao teu lado por um tempo, enquanto procura o amor da vida dele.


_____Sim_
(Acredite)

O amor e o ódio, a felicidade e a tristeza, a ilusão e a certeza, o tempo e o perdão.
De todo esse matiz, tudo passa, mas o perdão é o único que não deixará cicatriz.

O tempo é curto quando se ama, mas é eterno quando se acredita no amor.

AMOR LÍQUIDO


O amor some ligeiro
Sem tempo pra se firmar
Feito chuva passageira
Que nem chega a molhar
É um pássaro avexado
Que após já ter pousado
Se apressa em voar

O teu tempo passou, você não faz falta, passou, não há eternidade, amor, felicidade, quando a tua presença não é necessária aqui. Adeus, mulher, adeus, você não é parte do meu mundo.

Talvez não tenha sido um amor verdadeiro na minha vida sofrida e oprimida, largada no tempo sem direção. Mas o que realmente importou foi a atitude de compreender que era um final com fim.

O tempo passou veloz, não deu espaço nem ao amor que partiu na única chance. Agora resta a esperança: talvez, em algum retorno, o tempo me espere também.

Chegamos atrasados na fronteira do amor, talvez em outro tempo a vida nos dê uma nova oportunidade.

O amor retalhado na alma, fruto do pouco tempo dedicado a quem não o acolheu,
é um amor menino — livre para descobrir horizontes,
mas ainda inocente e inexperiente,
por não conhecer os tropeços que o tempo ensina a suportar.