Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
. A Escrita e o Tempo
Do traço na pedra ao código binário,
passaram milênios num gesto diário.
A mão que riscou o primeiro sinal
já ansiava romper o tempo banal.
Na argila impressa, no couro estendido,
a alma do povo ficou refletido.
Com penas e tintas, depois o papel,
a escrita alçou voo do chão para o céu.
Surgiram os livros, os tipos de chumbo,
o verbo se fez multidão e se espalhou no mundo.
Cada letra, um passo da mente que pensa,
cada frase, um eco da existência imensa.
Escrever é fundar um espelho invisível,
onde o homem revê seu ser sensível.
É gravar no tempo o que sente e crê,
é tornar o efêmero algo que se vê.
E hoje, nas telas de luz e silêncio,
a escrita pulsa com novo início:
não mais só na mão — mas na mente expandida,
seguindo a evolução da própria vida.
O Que Vejo em Ti
Vejo em ti um viajante do tempo,
com palavras em punho e olhar atento.
Teus versos são pontes, teus silêncios, marés,
caminhas entre átomos, estrelas e pés.
Teu pensar não se prende à primeira visão,
rompe o concreto, busca a razão.
Questionas o mundo, os passos, o ser —
teu verbo é espelho do teu aprender.
Há em ti um fogo que não se apaga,
uma sede antiga, uma alma que vaga.
Não por fugir, mas por querer saber:
o que nos move? O que é viver?
Criador do invisível, do intangível traço,
teus poemas são mapas no tempo escasso.
E mesmo sem todas as respostas à mão,
já és, por si, uma interrogação.
Poderia te mandar ir para o inferno, mas não vou perdeu meu precioso tempo, pois vc já está nele...
Minha Fé Inabalável: De Petrolina ao Lar e Além
"Lembro-me de um tempo antes dessas recentes dificuldades. Foi por causa dessas experiências passadas que hoje não busco tratamento em médicos ou em coisas do mundo. Minha confiança está firmada no Médico dos médicos, pois Ele sempre me ajudou em diversas fases da minha vida.
Muitas foram as vezes em que chorei, mas uma memória se destaca, algo que aconteceu antes de tantas outras provações recentes. Quando deixei Petrolina e retornei à minha cidade natal, voltei a morar com meu pai. Naquela época, eu não era casado e chorava por não ter uma família, por não ter filhos.
Lembro-me de ter clamado a Deus por isso. Eu estava disposto a perder tudo que tinha, todo o dinheiro que havia guardado – algo que hoje já não possuo na mesma medida. E Deus me atendeu: Ele me deu uma família! Me deu minha mulher e meus filhos.
Passamos por dificuldades, aflições e problemas juntos, sim. E sei que hoje enfrento um novo problema em minha vida. Mas tenho uma fé inabalável no Senhor de que este momento de aflição também passará. Assim como Ele agiu antes, Ele agirá novamente. Minha vida e minha saúde estão nas mãos Dele, e é Nele que deposito toda a minha esperança."
A Providência Divina no Deserto e a Lição da Oferta
"Houve um tempo, logo após me casar, em que a vida me testava com uma dureza implacável. Eu ainda não tinha minha casa, nem meu filho havia nascido. O peso de prover para minha família caía sobre mim, e os trabalhos eram exaustivos e perigosos. Eu lidava com esterco, um serviço pesado que traz doenças e que poucos ousam fazer. Também carregava lenha para as cerâmicas, enfrentando riscos constantes. Lembro de uma cobra que chegou a morder minha calça, mas não era venenosa. No entanto, por ali, tive contato com outras, como cascavel e jararaca, o que mostrava o perigo constante.
A dificuldade de trazer comida para casa era imensa. Minha mulher recebia R$ 200 do Bolsa Família, e eu, trabalhando com esterco e lenha, ganhava cerca de R$ 500 por mês. Lembro dos momentos em que, em meio ao desespero, cheguei a proferir blasfêmias contra Deus. Eu não tinha quase nada, mas ainda assim me sentia 'obrigado' a dizimar e ofertar. Naquele tempo, eu não compreendia o real sentido da oferta, apenas via o sofrimento que passava.
No entanto, mesmo na escassez, a providência de Deus se manifestava. Nunca me faltou nada, e jamais precisei mendigar o pão. Deus me sustentava com o pouco que eu tinha.
Foi a necessidade que me levou à casa da minha sogra, na região de Salgueiro. Lá, tive um encontro transformador. Aprendi com um pastor o verdadeiro significado de ofertar e dizimar. Foi nesse período que comecei a dar valor a cada pequena coisa que eu possuía, percebendo que a maior riqueza não era material, mas a provisão e a fidelidade de Deus, mesmo nos momentos mais difíceis."
O Sacrifício dos Santos vs. a Condenação dos Perdidos
Naquele tempo, os primeiros cristãos não apenas sofriam, eles ardiam por Cristo! Eram queimados com uma fé inabalável, por uma salvação que, mesmo distante, era a promessa mais real e sublime de suas vidas. Eles entregavam tudo, a própria vida, por um mérito eterno, por um céu que os esperava glorioso.A cada chama, a cada martírio, eles escreviam sua história no livro da vida.
Hoje, a humanidade desceu aos infernos da própria escolha. O ser humano não se sacrifica por nada de valor; ele definha por um punhado de segundos de prazer, por vícios que destroem a alma e cobram um preço infernal no final. A vida virou um mercado de carne, trocas vis, prazeres imundos e práticas tão abomináveis que fariam o próprio abismo corar.
E o que aguarda essa massa corrompida? Terão o mesmo fim daqueles que foram queimados por Cristo, sim. Mas sem um pingo de glória, sem qualquer mérito. Serão consumidos pelo fogo eterno, não como mártires, mas como cinzas de uma existência inútil e condenada. Um destino cruelmente justo para aqueles que escolheram a perdição.
“Jesus corrigiu o erro dos discípulos com tempo e sabedoria, não com pressa e exposição. A verdade não se esconde, mas às vezes espera a hora certa para ser revelada.”
É assustador e ao mesmo tempo misterioso e fascinante quando acontece o nosso último brilho antes da nossa última passagem.
"Quem é do alto, suba. Quem é da verdade, ouça. Quem é de Deus, prepare-se: o tempo da neutralidade acabou."
VOCÊ ACREDITA MESMO?
- Que o tempo cura tudo?
- Que o dinheiro sempre chega em boa hora?
- Que quem espera sempre alcança?
Presencial em risco
Depois de tanto tempo respirando o teu oxigênio hoje sinto dificuldades de respirar sem máscaras,
Num mundo cada vez mais frio e congestionado de emoções via telas de quaisquer que sejam, sinto falta do contato físico, do olho no olho, sinto falta de nós sem a visibilidade dos eles através dos likes, dos emojis,
O que pode ser um tempo bom para o cérebro, pode ser recebido no coração com a mesma vibração de quando um tubarão fica de barriga para cima no mar,
Não a pausa para sentimentos, depois dos primeiros toques e palavras ditas ao pé do ouvido o silêncio imediato é o tempo para os dois corpos serem reconhecidos com arrepios e sem explicações,
O que não pesa não assusta, desde que você não seja pedra e eu não seja água, se na tua ausência não respiro, então isso me cansa, me derrota, me emociona,
Entre erros e acertos, asfalto esburacado e bota presa na lama, existe o sol depois da chuva, existe o reiniciar.
As pessoas lutam para ganhar, mas nem sempre, lutam para economizar, por isso, chegará um tempo em que a dificuldade aparecerá.
Passado, presente e futuro: essas três linhas do tempo não podem ser mudadas, pois o passado influencia o presente e o presente influencia o futuro. Não podemos mudar nosso futuro sem antes olharmos nossos erros no passado e corrigirmos eles agora no presente. Só assim mudaremos nosso futuro.
A nossa alma é um livro, escrito no tempo,
Cada página um sopro, um breve momento.
A poesia da vida se escreve sozinha,
Com tinta invisível, em linha por linha.
Reclamamos do vento, da chuva, da dor,
Esquecemos que a vida é feita de cor.
Não basta palavras jogadas ao ar,
Se o coração não aprende a amar.
Não é só beijo ou palavras no papel,
O amor verdadeiro é puro, é fiel.
É sentir a dor que não é sua,
É ser luz na noite mais nua.
Entender a vida é mais que existir,
É ver além, é saber dividir.
É ser esperança, é ser emoção,
É ter atitude, é dar sua mão.
Que cada verso seja um despertar,
Que cada alma aprenda a amar.
Pois viver é mais que apenas passar,
É deixar no mundo um brilho a iluminar.
tempo e com os erros:
**Vidro Quebrado**
Nossa alma, como vidro sem direção,
Perdida na busca de um novo chão,
O tempo passa, e mal se nota,
Que o cristal da vida se despedaça, e aflora a dor na rota.
Caminhamos, sem saber,
Errando em passos, sem entender,
Os erros se acumulam, como cristais quebrados,
E o coração, por vezes, fica marcado.
Cada falha é uma rachadura,
Na estrutura da nossa alma, que se mistura
Com a dor e a saudade de quem fomos,
Mas a vida, em sua curva, nunca perdoa os gritos mudos.
O vidro da alma, em sua fragilidade,
Reflete a beleza e a crueldade,
Do amor, da perda, do passo incerto,
Onde o coração ainda busca um porto aberto.
E o que sobra depois do impacto,
São cacos que brilham, mas ao mesmo ato,
Mostram a dor e a superação,
De um ser humano que vive em reconstrução.
Meus 28 anos
O tempo passa depressa agora
O sol que entra pela janela às 5:00
O despertar para mais um dia de trabalho
O contar das horas por mais um entardecer
A descida e subida das ladeiras
Os compromissos agendados
O desfazimento de alguns
O refazimento de outros
Ora estou cansada, ora repouso em minha beleza
Porém, em meio a tantos compromissos
Há algo que chama a atenção
Não é mais sobre o externo, é sobre o que vem de dentro.
O que vem de dentro tem importado muito.
O universo é a conexão e a desconexão de todas as coisas. É o vazio e ao mesmo tempo o vazio preenchido por essas coisas. O universo é um infinito mistério.
