Amor no Tempo Maduro- Carlos Drumond de Andrade
Indagado como preencho meu tempo após a aposentadoria, respondi: Viajando. Viajo por todo Brasil e pelo mundo, viajo para qualquer lugar, viajo para onde meu pensamento me levar.
Vivo com respeito ao tempo
que ritmado dança o momento,
ao corpo que explana
as atitudes pelos poros a um olhar,
aos valores que se aliam
às jornadas idealizadas desde sempre aladas.
A família pode ser comparada a uma casa: sofre o desgaste do tempo. Sem a constante manutenção, a casa deteriora; sem a prática constante do amor, a família perde a união e enfraquece. Sem o telhado, a casa sofre com as intempéries e desaba; sem os pais, a família sofre com as influências externas e se desfaz.
Entre três ou mais idosos da mesma idade, certamente uns viveram mais que os outros, e esse tempo de vivência é medido pela intensidade com que viveram a vida.
Hoje só por hoje eu queria voltar no tempo e dizer pra mim mesma, você não deve perder sua sanidade mental com pessoas tão egoístas.
Nunca podemos nos deixar levar pela emoção. Ela nos engana por mais que demore com o tempo.
É como se a verdade fosse aparecendo no fim do túnel e derretesse aquela imagem que a gente mesmo construiu.
Os sentimentos cegam os olhos, limitam nossos pensamentos e nos fazem tomar atitudes imprudentes.
O sentimentos e a emoção fantasiam uma realidade que não existe; já a razão é nua e crua, nos faz perceber uma realidade que nos recusamos a aceitar.
A arte de contar tudo
Passos, degraus, tempo… A arte de contar esta intrínseca mesmo naqueles não muito inclinados a área de exatas, afinal contar parece fundamental ao ser.
Crianças contam passos, contam degraus, sem contar o tempo, afinal tudo é novo e parece eterno, porém com o passar dos anos, deixam de contar os passos que contavam e os degraus que subiam? nem se fala.
“Como o simples fato de contar pode significar tanto?”
Como não significaria?
Quem conta passos, conta sua caminhada até a chegada ao lugar onde sempre sonhou estar, ou na maioria das vezes a quantidade de passos sem rumo que precisará dar ao menos até ter um norte.
Quem conta degraus, eu diria que conta com anseio ou apreensão. Anseio na subida em busca de chegar lá em cima o quanto antes e não só concluir a missão como sessar todo esforço que a subida exige. Apreensão na descida, pois apesar de comumente ser fácil uma hora isso acaba, sem contar que se chegamos ao chão esperando mais um degrau pra descer, a queda é certa!
Quem conta tempo… bem, aí as coisas complicam. Poderia numerar infinitas formas de contar o tempo, jovens costumam contar quanto tempo falta para as férias, adultos contam o tempo que falta para o 5º dia útil, agora idosos geralmente contam quanto tempo ainda têm com quem amam, talvez por isso os associamos a “sabedoria”.
Há quem conta tudo e eu diria que esses são os mais especiais! Diferente de tudo e de todos, a razão geralmente é predominante e contrário ao que muitos (e até eles) pensam, eles vivem intensamente. O medo de darem passos sem rumo os fazem parar para analisar, mas o medo de perder tempo parado os fazem correr o mais rápido possível. Tudo acontece e nada é capaz de parar, afinal o tempo não para. Sim, não deve ser fácil contar tudo, mas acredite eles sabem como ninguém, a importância de cada passo dado e degrau subido ou descido.
Por último aqueles que não contam nada, admirados por muitos, são aqueles que simplesmente vivem, e estranhamente vivem intensamente, mas em paz! Andam, param, correm, sobem e descem, pra lá e pra cá. Vivem sem se preocupar se o próximo passo será o último, à eles é preciso cuidado, pois nem tudo dura pra sempre. Espero que não percebam tarde demais.
Enfim, obrigado por me ensinar a contar novamente.
O ciumento não tem paz, passa o tempo todo à procura de um motivo que possa justificar seu sentimento mórbido.
"LEITURA, a leitura só é útil, se agregar valores, ler por ler é PERDA DE TEMPO. Quando você lê, busca conhecimento e soma os seus. Uma cabeça pensando é importante, imagine milhares juntas. O Ruy Barbosa, sinônimo de inteligência leu 36.000 livros, e você?"
"Ajudar quem não quer se ajudar é perda de tempo e dinheiro. Além disso; fazemos muito mal, porque adquirem o hábito de ser ajudado e quando precisarem fazer a sua parte não terão ânimo"
Vivemos num tempo onde os corações são trancados rigorosamente, as
pessoas se abstém da entrega total de seus sentimentos, renunciam seus desejos mais profanos e abdicam de uma vida amorosa de cumplicidade mútua a fim de evitarem decepções, desgostos e mágoas profundas.
O medo, nesses casos, é o mentor que rege e paralisa as ações daqueles que se sentem acorrentados pela incredulidade de um amor puro e capaz de transformar a vida em horas de alegria e satisfação.
Libertem os seus temores e se permitam a um envolvimento que possa ser proveitoso e preenchido de grandes oportunidades pelas quais estávamos esperando por toda nossa existência.
Cada ruga, cada marca que o tempo constrói em nós me dão a certeza de que a vida nos esculpe com tamanha perfeição, apesar do tempo ser implacável e devastador.
Mas, em meio a toda essa mudança a vida teima em nos esculpir com uma nova versão.
É como se a vida nos dissesse: agora prova que é mais que um corpo violado pelo tempo.
Apresenta a sua alma.
Há quem diga que o tempo destrói o que temos de mais digno de admiração. Enquanto jovens, temos o poder dos atributos intrínsecos da juventude e talvez, por esse motivo, menosprezamos a grandeza da alma.
E depois?
O que fazer quando nada mais é possível para ocultar o envelhecimento inevitável?
Cada ruga, cada marca é uma história do que fomos e do que somos; é uma soma de cada vivência, cada experiência das quais não devemos ter vergonha e sim, orgulho.
Pegando o meu rumo...
Aqui no tempo presente o cansaço tomou conta de mim,
em busca de mudanças estou pegando o próximo trem bala rumo ao futuro,
na minha bagagem estou levando o que coube, a esperança e nada mais.
A família é uma fantástica Escola onde todos somos professores e alunos ao mesmo tempo, nela ensinamos e aprendemos.
